Libby
Acordo com o sol ainda tímido, uma luz cinzenta-azulada entrando pelas frestas da cortina. O corpo de Eron está colado nas minhas costas, o braço pesado sobre minha cintura, a respiração quente no meu pescoço. A marca nova no peito dele roça de leve na minha pele toda vez que ele inspira.
Sorrio sem abrir os olhos. Não quero que esse momento acabe.
Mas ele já está acordado, sinto o dedo dele traçando preguiçosamente a curva da minha cintura.
"Bom dia, Luna," ele sussurra rouco, beijando a marca no meu pescoço.
Eu me viro devagar, ficando de frente pra ele. Os cabelos bagunçados, os olhos ainda sonolentos, a marca que eu deixei ontem bem visível logo acima do coração. Fica lindo nele.
"Bom dia, filhote supremo," respondo, roçando o nariz no dele. "Dormiu bem?"
"Com você pelada do meu lado? Dormi como um filhote depois da mamadeira." Ele ri baixo e me puxa mais pra perto, uma perna se enfiando entre as minhas. "Mas agora tô acordado... e com fome de outra coisa."
Eu rio, mas deixo ele me beijar. Um beijo lento, preguiçoso, daqueles que não têm pressa porque o tempo parece só nosso. As mãos dele sobem pelas minhas costas, apertando de leve, e eu suspiro contra a boca dele.
"Se a gente não parar agora, não sai desse quarto hoje," murmuro, mesmo já me derretendo.
Ele rosna baixinho, mas para. Beija minha testa.
"Eu não me importaria de ficar aqui pelo resto da semana." dou risada.
"Sei que não, mas temos uma vida lá fora, e não estamos de férias."
"Deveríamos ter pegado uns dias. Um mês, talvez." aliso os cabelos de sua nuca.
"Podemos pensar sobre isso... gosto da ideia de ficar em um lugar isolado, só eu você e uma cama."
"Libere um espaço na sua agenda, pois vou providenciar isso para ontem."
"Pode deixar."
"Será que alguém já acordou?"
Olho pro relógio na cabeceira: 5:12 da manhã.
"Cinco da manhã? Quem é o louco?"
Eron dá de ombros, já se levantando, nu e sem nenhuma vergonha. "Vamos descobrir."
Nos vestimos rápido, eu pego uma camiseta dele que me serve de vestido, ele uma calça de moletom cinza que fica baixa na cintura. Descemos as escadas de mãos dadas, pisando devagar pra não acordar o resto da casa.
Chegamos na cozinha e... lá estão eles.
Rubi sentada no balcão alto, de pernas balançando, vestindo uma regata larga do Riuk.
Riuk de pé entre as pernas dela, uma mão na curva da cintura dela, a outra segurando uma tigela, dando colheradas de algo cremoso na boca dela.
"Mais uma," ele diz, voz baixa e carinhosa. "É iogurte com mel. Bom pro bebê."
Rubi ri, boca cheia. "Você quer me engordar, isso sim."
"Você tá perfeita," ele responde, beijando a barriga dela antes da próxima colherada.
Eron pigarra alto na porta.
"Olha só, o casal do ano. Não é muito cedo para estarem aqui na cozinha? Deveriam estar na cama ainda."
Riuk vira a cabeça, sem tirar a mão da Rubi.
"Deixei minha loba com fome. Não podia ignorar um pedido dela."
"Claro que não... não somos esse tipo de machos." dou uma cutucada nele, que cai na risada.
"Para de ser chato, nós também ficamos com fome, por isso descemos. E é bom esse silêncio, sem ninguém perguntar nada, ainda."

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