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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 152

Eron

A cozinha ainda cheirava a café e bacon do café da manhã, mas o clima tinha mudado depois que Riuk saiu correndo. Rubi estava na sala com Cam, tentando se distrair com fotos antigas que a mãe tirava do álbum, mas eu via nos olhos dela, inquieta, mão na barriga, olhando pra janela a cada dois minutos.

Eu puxei Libby pro corredor dos fundos, como se fosse contar um segredo a ela. O que na verdade, era isso mesmo.

“Amor, faz um favor pra mim”, falei, encostando ela na parede com cuidado. “Mantém a Rubi distraída. Dentro de casa. Conversa, mostra roupa de bebê, qualquer coisa. Ela vai querer ir atrás do Riuk assim que perceber que ele está demorando. Ele disse que volta, mas se tiver que treinar mais, pode ser que não volte hoje.”

Libby ergueu uma sobrancelha, mas assentiu. “Eu sei. Ela já tá contando os minutos. Não sei o quanto vou conseguir fazer isso, mas vou dar um jeito."

"Obrigado!" beijei seus lábios.

"Mas quero que prometa que não vai esconder nada de mim. Nada mesmo, Eron.”

Seguro o rosto dela com as duas mãos, beijando a testa. “Não vou esconder. Prometo. Mas agora eu não consigo cuidar dela e descobrir o que tá rolando ao mesmo tempo. Meu pai tá na sala de comando. Vou falar com ele.”

Ela apertou minha mão. “Vai. Eu cuido da Rubi. Mas volta logo e tome cuidado.”

Eu assenti e a beijei rápido, antes de ir pro escritório de Ragnar no fim do corredor. A porta estava entreaberta, e eu entrei sem bater.

Meu pai estava lá, sentado na cadeira grande de sempre, mesmo ainda com recomendações médicas para não abusar. Papéis espalhados na mesa, mapa da região aberto, telefone no viva-voz com um alfa aliado. Mesmo sob cuidados, ele já tinha voltado a liderar. Clássico Ragnar.

Ele levantou os olhos quando me viu, encerrando a chamada rápido. “Eron. Senta.”

Eu joguei os relatórios que tinham chegado mais cedo na mesa dele. “Pai, olha isso. Ataques mais violentos nas vilas periféricas. Estão queimando as casas, aterrorizando famílias. Lobos com olhos roxos. Precisamos reforçar tudo agora. É a hora de fazer acontecer. Não podemos mais deixar que esses infelizes...”

Eu senti o peito aliviar, como se alguém tivesse tirado um peso. “Libby não sabe disso, pelo que estou entendendo.”

“Não”, ele confirmou. “Temos coisas demais na cabeça agora. Quando isso acabar, Enoch volta pra casa e Riuk assume a empresa de novo. Até lá, o menino tá seguro e útil.”

Eu assenti, coração mais leve. “Tá bom. Então vamos reforçar as fronteiras hoje mesmo. Mandar batedores pros líderes rebeldes. Quando Riuk voltar, a gente ataca juntos.”

Ragnar sorriu, aquele sorriso de alfa que eu conhecia desde filhote. “Assim que se fala, filho. Vamos mostrar quem são os Peytons para esses rebeldes.”

Saí da sala com o plano na cabeça, mas o alívio do Enoch ainda aquecendo o peito. Libby não precisava preocupar mais com isso. Não agora.

Tudo parecia estar voltando a ser controlado. Mas meu medo era que só parecesse.

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