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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 151

Riuk

Desci as escadas da mansão suprema com Rubi ao meu lado, a mão dela na minha, os dedos entrelaçados como se ela quisesse me ancorar ali. O cheiro de café fresco, bacon fritando e pão torrado subia da cozinha, misturado ao riso baixo de Cam e ao tom grave de Ragnar. Uma manhã normal. Uma família normal. Mas minha mente já corria à frente, como um lobo farejando perigo.

Eu precisava ir até Drevan no Vazio. Hoje. Entender o que estava fazendo errado nessa guerra eterna com Atlas. Precisava de respostas reais, não mais suposições. Tinha que acabar com isso antes que o bebê nascesse.

Rubi apertou minha mão mais forte quando chegamos ao pé da escada. Ela leu meus pensamentos como sempre.

“Riuk…”, murmurou, parando no corredor antes da cozinha. “Consigo ver nos seus olhos que você vai atrás do Drevan. Espera só mais uns dias antes de tomar essa decisão... não sabemos se é seguro...”

Eu assenti, virando pra ela. “Só preciso entender o que tô fazendo errado. Tá na hora de acabar com Atlas de uma vez, Rubi. A gente precisa voltar pra vida normal. Sem mais fugas, sem mais hospitais, sem mais noites sem dormir. Nunca vai ser seguro, até o Atlas ser morto.”

Ela colocou a mão livre na barriga, olhos preocupados. “Por favor, não vai. É perigoso demais. O Vazio tá instável, você mesmo disse. E se algo acontecer? E se for uma armadilha?”

Eu segurei as mãos dela, beijando os nós dos dedos. “É perigoso em qualquer lugar agora. Atlas não vai parar. Mas eu volto antes do anoitecer. Prometo.”

Rubi balançou a cabeça, voz tremendo. “Eu sei que você quer proteger a gente, mas… espera mais um dia. Vamos pensar melhor.”

Antes que eu pudesse responder, Eron apareceu na porta da cozinha, expressão grave, segurando um papel nas mãos. Libby estava logo atrás, braços cruzados.

“Ei, irmão”, Eron disse, voz baixa. “Novos relatórios acabaram de chegar. As rebeliões estão mais violentas. Lobos com olhos roxos atacando vilas periféricas, queimando tudo. A gente precisa agir logo, antes que chegue aqui em Denver. Vou coordenar um ataque ainda hoje, mas precisamos de reforços mágicos.”

Eu troquei um olhar com Rubi. Ela mordeu o lábio, os olhos marejados, mas assentiu devagar, relutante. “Vai… mas cuidado. Por favor.”

Eu a puxei pra mim, beijando-a com urgência, sentindo o gosto salgado das lágrimas que ela segurava. “Sempre tenho, meu amor. Se cuide aqui também.”

“Eu te amo”, ela sussurrou, mão na minha bochecha por um segundo antes de me soltar.

151. O cheiro do Vazio 1

151. O cheiro do Vazio 2

151. O cheiro do Vazio 3

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