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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 59

Rubi

Eu já não sei quanto tempo estou andando de um lado para o outro na sala. Minhas pernas doem, minha cabeça lateja e a cada minuto sem Riuk, meu coração dá mais um tranco. Kevin me barra todas às vezes que tento sair, e eu já tentei pelo menos umas três... talvez quatro... vezes.

Estou à beira da loucura. Literalmente.

Quando a porta finalmente se abre, eu não penso, não respiro, não pondero.

Eu apenas corro.

Me jogo contra ele com tanta força que sinto o impacto no peito. Meu rosto afunda no pescoço dele e o cheiro… Deusa, o cheiro. Minha loba geme. Meu corpo desaba.

O choro simplesmente jorra, sem controle.

"Riuk... minha Deusa... como eu tive medo."

É ele.

O toque dele.

O calor dele.

É ele.

"Você demorou tanto... tanto que... eu achei... achei que tinha..." o soluço me faz engasgar. "Eu não queria ter saído de lá. Não devia ter te deixado sozinha... me desculpa." choro ainda mais.

"Kevin, deixa a gente a sós, por favor", Riuk diz, a voz grave, tensa.

"Qualquer coisa é só chamar, chefe."

Quando ficamos sozinhos, ele me beija, urgente, intenso, como se estivesse confirmando que eu também estou ali. “Você tá bem?”, ele pergunta.

Eu puxo o rosto dele com as duas mãos.

“Eu? Você é louco? Quem enfrentou um feiticeiro foi você!”

Me afasto para olhar cada pedaço dele, procurando qualquer ferimento, qualquer sinal de dor. Ele segura meus pulsos, me acalmando com aquela firmeza que sempre me desmonta.

“Eu tô inteiro, pequena. Não aconteceu nada comigo. Foi apenas..."

"O que ele queria. Não acredito que ele te deixou sair... o que ele queria?"

" Ele não deixou e por isso temos que voltar agora para Denver.”

Aquilo me congela.

“O quê?! Por quê? O que tá acontecendo?”

Ele respira fundo, como se a próxima frase pesasse toneladas.

“O cara… o Atlas… ele é meu irmão. Por parte do meu pai biológico. E ele quer unir forças pra derrubar o Ragnar.”

Eu fico sem ar.

Literalmente.

Ele continua:

“E sozinho… eu não vou conseguir te proteger. Então a gente vai sair daqui imediatamente.”

"Mas ele pode nos seguir. O que disse para ele, Riuk?"

"Disse o necessário para nos manter vivos, mas agora me escuta. Preciso falar com meu pai e com meu irmão. Acho que eles sabem quem é ele." meus olhos se arregalam ainda mais. "Ragnar me ligou bem na hora, e me disse para me afastar dele... eu preciso descobrir o que está acontecendo e não sou nem louco de te deixar aqui."

“Minha Deusa... tá bom, tá bom... eu só vou em casa buscar as minhas coisas e ...”

“Está quase na hora. Preciso que tome isso." ele tira um comprimido do bolso e me entrega.

"O que é isso?"

"Um camuflador de cheiro. Ainda é cedo para nossa família saber sobre o seu cheiro e sobre o meu em você." coloco o comprimido na boca e o engulo sem água. "Nós vamos proteger seu segredo por mais um tempo. Parece que o Atlas não identificou sua loba." concordo, o seguindo.

No elevador, ele me puxa pela cintura e me abraça por trás, o rosto na curva do meu pescoço. A voz dele é um sussurro quente, firme, dominador:

“Aja normalmente, pequena. Temos que fingir que está tudo normal.”

E eu ajo.

Puxo um sorriso, brinco com os dedos dele, me inclino no ombro como faria indo pra um jantar romântico. Ele abre a porta do carro para mim, e mantenho uma animação que eu não sinto.

Riuk dirige como se estivesse apenas passeando, mas eu sinto a tensão dele, o lobo dele, o perigo. Ele faz voltas, muda de rua, para, retoma, observa retrovisores, cada detalhe.

Só quando ele tem certeza, ele pisa fundo.

"Essa é nossa melhor chance." ele diz entredentes e concordo, rezando para a Deusa.

No aeroporto, a aeronave já está pronta, enorme, brilhando sob as luzes. O símbolo do Supremo estampado na lateral.

"Seu pai... ele..." ele me olha e concorda.

"Como eu disse, ele sabe o que está acontecendo."

Eu tremo.

A porta se fecha.

E, enquanto o avião ganha altitude, tudo que antes era sonho começa a ruir e o pesadelo se instala de vez.

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