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Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 12

Cap.12: a governanta desconfia.

A governanta Lory, com passos cautelosos, continuava explorando o quarto, seus olhos perspicazes vasculhando cada canto. Cada medicamento, cada gaveta do guarda-roupa era meticulosamente examinado. Uma sensação de inquietação pairava no ar.

"Tem algo muito errado aqui", pensava ela, franzindo a testa. "Nenhum desses medicamentos é o que Halana usava para tratar seu problema. Na verdade, alguns deles podem ser até problemáticos para uma pele tão sensível e delicada."

A confusão tomava conta de Lory. Ela seguiu até o banheiro, onde encontrou uma atadura nova, ainda na embalagem. Era como um quebra-cabeça, com peças que não se encaixavam, um mistério que ela tentava desvendar.

Sem encontrar Hanna no quarto, Lory desceu as escadas, guiada pelo aroma apetitoso de algo cozinhando. Seus pensamentos se confirmaram ao encontrar a moça na cozinha, de costas para ela, cantarolando enquanto mexia uma panela fumegante.

Lory se sentou em silêncio, observando Hanna com atenção. A moça, alheia à presença da governanta, parecia completamente absorvida em sua tarefa.

De repente, Hanna se virou e deu de cara com a figura elegante e idosa da governanta. Seus olhos se arregalaram em surpresa.

— Olá, Hanna, — disse Lory, com um tom inexpressível.

Hanna franziu a testa, desconfiada.

— Céus... quem é você agora? Se quer me incomodar, por favor se retire. Já basta a senhora enfezada que já tentou estragar meu dia, — resmungou ela, voltando-se para o fogão.

— Ah... — Lory suspirou, erguendo as sobrancelhas. — Quer dizer que alguém veio aqui? Deduzo que foi a Liara, certo? — perguntou ela, com um brilho de curiosidade nos olhos.

Hanna revirou os olhos.

— Sim, sim, pode ter sido isso aí. Não sei o nome dela, — respondeu ela, sem vontade.

Lory se levantou e se aproximou de Hanna, analisando seu rosto com atenção. A pomada espalhada tentava disfarçar algo, mas Lory não pôde conter um leve sorriso.

— Que tipo de problema de pele você tem? — perguntou ela, suavemente.

Hanna desviou o olhar.

— Uma doença rara e pouco estudada. Eu... sinto muita ardência e dor, então não posso tirar a pomada do rosto.

— Uhum, entendo, — murmurou Lory, com um tom compreensivo.

— Mas quem é você, afinal? — perguntou Hanna, desconfiada, se afastando de Lory.

— É um prazer conhecê-la, Hanna, — disse Lory, erguendo a mão em um gesto de cordialidade. — Sou a governanta que vai cuidar de você aqui. Vou estar...

— Me vigiando para não sair? — interrompeu Hanna, com um tom áspero. Lory sorriu, confirmando com um aceno de cabeça.

— Você parece ter um problema de pele bem grave. Morgan disse que se você precisar de tratamento, ele vai providenciar. Além disso, sempre que quiser sair, deve me avisar para que eu possa relatar a ele e conseguir uma autorização.

Hanna franziu a testa, irritada.

— Infelizmente... ele não está vivo. A doença era tão severa que ele não resistiu. — Ela confessou, e de repente lhe faltou ar em seu peito. Lory se aproximou dela sem hesitar.

— Venha aqui... — suspirou com ternura, levando-a até a cadeira. — Desculpe me intrometer, não sabia que ele tinha falecido. É uma pena que a doença de sua família seja tão cruel com vocês. Espero que um dia você consiga se livrar dessa sina.

— Sim... também espero... — lamentou Hanna, sem conseguir encarar a governanta. Lory analisou seu rosto e percebeu um discreto rosado debaixo de seus olhos, por baixo da pomada, que parecia até um machucado.

— Você não tem nojo de tocar em mim, como toda essa família? — perguntou Hanna, puxando a mão de volta e se afastando da governanta.

— Eu deveria? — perguntou Lory, confusa.

— Bom... um dos motivos de eu estar aqui é por ser tratada como uma leprosa contagiosa. Ninguém daquela família quer saber se estou aqui ou não, assim como os empregados. Tanto que até mesmo largaram as caixas aqui e fugiram sem me ajudar.

Lory sorriu com deboche ao imaginar a cena.

— Está tudo bem. Além disso... eu sou uma mulher simples também. E mesmo se não fosse, não teria coragem de repudiar ninguém por causa de uma doença. Eu prefiro cuidar. — Confessou com um olhar tranquilo e sorriso gentil para Hanna, que desviou o olhar desconfortável. — Bom... você está cozinhando. Não tem empregados aqui? — perguntou ela, olhando ao redor.

— Não tem e nem terá. Eu farei a faxina, a comida e tudo que tiver que ser feito. — Avisou ela indiferente.

— Mas veja só! — asseverou Lory de repente irritada. — Depois de te confinar aqui, o mínimo que seu marido deveria fazer era trazer empregados para te servir! — Afirmou irritada, em seguida se retirando.

— Uau... que senhora esquentadinha. — murmurou Hanna com ironia, em seguida servindo-se pronta para o café da manhã.

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