Capítulo 13: Insistência da Governanta Lory
— Lory seguiu até o escritório de Morgan. Antes de entrar, bateu na porta e foi recebida por ele, que parecia estar de saída.
— Onde está indo? Ver sua esposa? — perguntou ela com um tom irônico.
— Por que eu a veria? — questionou Morgan enquanto seguia pelo corredor, com Lory tentando acompanhar seus passos.
— Porque é sua esposa! Por que não tentam se dar bem?
— Lory, não vamos ter essa conversa aqui. Além disso, não tenho porque me relacionar com aquele tipo de mulher. Afinal, temos interesses diferentes.
— Mas ao menos você deveria tratá-la melhor! Não tem serviçais naquele anexo, ela não pode cuidar de tudo aquilo sozinha! — asseverou Lory, repreendendo-o.
Morgan suspirou pesadamente e estendeu a mão para Lory.
— Venha! Eu tenho que sair para algo importante agora. Recebi uma boa notícia. Podemos conversar no carro. Gostaria de mostrar algo a você. — Anunciou ele, conduzindo Lory consigo até o carro.
— Tudo bem, mas antes quero tirar algumas dúvidas. Esse casamento de vocês está de um jeito tão complicado. Não consigo aceitar que você esteja vivendo assim, não depois de tudo que aconteceu. — Comentou Lory, seguindo-o para fora da mansão e em seguida entrando no carro que já esperava a alguns metros da entrada.
Assim que se acomodaram lado a lado, o motorista seguiu viagem.
— Então? Até onde sei, esse casamento deve durar três anos. Pensam em viver assim por todo esse tempo? — perguntou ela apreensiva.
— As coisas não eram para ser assim e nem tudo é como a gente vê, certo? — questionou Morgan, fazendo Lory erguer as sobrancelhas.
— O que quer dizer?
— Eu e Hanna estamos casados apenas como um... é algo temporário. Afinal, ela é noiva de Davis e isso não vai mudar. — Avisou ele com convicção. — O tratamento que ela tem nessa casa é apenas para mantê-la segura. Afinal... não posso confiar cem por cento que minha casa é segura. e com Liara aqui, ela pode fazer lavagem cerebral em Hanna e lhe abrir segredos sobre o acordo. Então ela vai compreender que a melhor opção era não ter se casado. Mas, como você sabe, isso seria ruim para a família. E o fato dela não ter pessoas lhe servindo é para manter segredo de qualquer coisa que possa prejudicar minha família e falo sobre a vida de Hanna Ortiz, ela não pode correr nenhum tipo de perigo, já basta ela ter quase sido morta queimada.
Lory ficou chocada com a revelação. Ela não sabia que o casamento era apenas uma farsa e que Hanna estava em perigo.
— Mas e o amor? Você não sente nada por ela? — perguntou Lory, com a voz embargada.
— Amor? Lory, você sabe que não sou capaz de amar aquela mulher. — Respondeu Morgan com frieza. — Hanna é apenas um meio para um fim.
— Mas... — Lory tentou falar entrelaçando os dedos com insegurança. — Tente conhecer Hanna, conhecer a doença que ela está. Quem sabe você não descubra coisas boas por baixo daquela mente torpe e cheia de artimanhas?
— A dona Ortiz... Como eu disse, é o tipo de mulher que não tem nenhum atributo para ser tão arrogante e confiante. Ainda assim... ela consegue irritar qualquer pessoa e me faz desprezá-la com todas as forças. Nunca senti tanta repulsa por uma mulher como eu sinto por ela, em todos os aspectos.
— William Morgan, você não é assim! Logo você, que vê de perto casos lamentáveis de todos os tipos de doenças, mesmo não sendo médico.
— O problema… é que a personalidade de Hanna não me ajuda. Por isso, ela não terá dias tão fáceis como pensa.
— Do que você está falando?
— Hanna se casou por causa de dinheiro. Eu paguei para que ela se casasse, e sei que ela vai querer mais dinheiro. Mas ela só verá qualquer valor da família Farrugia quando completar os três anos de casada. Terei o prazer de ceder uma quantia equivalente a dez vidas dela na terra.
Lory comprimiu os lábios sem saber o que dizer. Apesar de perceber o desprezo de Morgan por Hanna, que também o desprezava, nela tinha nascido uma ponta de esperança sobre aqueles dois. Acreditava que de um grande ódio, em algum momento, poderia se tornar pelo menos em uma amizade.
Morgan seguiu viagem até um hospital. Lory tinha pensado que ele ia em algum centro de pesquisa. Morgan estava ligado profundamente a causas de doenças raras, além de contribuir com manutenções de orfanatos e cuidados de crianças desabrigadas. Seu nome estava sempre nos jornais e recebia constantes elogios de diversas figuras públicas importantes. Morgan tentava a todo custo manter sua imagem e reputação intacta, ao ver que aquilo contribuía e influenciava outras pessoas importantes a se compadecerem das mesmas causas, entre outras. E naquele momento, seguindo pelos corredores daquele hospital, ele estava ansioso para se encontrar com alguém especial.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.