Cap.25. a governanta e seu plano para Hanna sair.
— Pensei que eu estava lidando com alguém... bom... você sabe, eu sou um médico especialista em doenças da pele, doenças celulares, e vejo que ela está gripada. — comentou ele se aproximando de Hanna. — Ela não é nada do que o diagnóstico de Morgan diz, parece que não tem nenhuma doença, ainda mais o tipo raro que é difícil de não se reconhecer.
— Doutor, por favor... — suplicou Hanna tentando se levantar.
— Eu trouxe alguns remédios na minha maleta, apesar de não ser o que eu esperava, ela ainda está muito doente. — comentou ele ajudando Hanna a se levantar.
Após examiná-la, ele aplicou uma injeção para melhorar sua imunidade, enquanto Lory limpava a poeira do rosto dela com um pano molhado e água em uma bacia.
— Parece que ficar presa aqui não está fazendo bem a ela. Quando ela estiver de pé, a leve para o jardim. Ver um pouco de verde também vai te fazer bem, Lory. Apesar do quarto ventilado, não deixa de ser um lugar um pouco fechado, isso pode te deixar ainda mais doente.
— Então ela tem que sair mais de dentro dessa casa? — perguntou Lory encarando Hanna preocupada.
— Poderia não contar a Morgan sobre o que o senhor viu? — perguntou Hanna, despertando a curiosidade do médico.
— Afinal de contas, o que eu vi? — perguntou ele, analisando Hanna, que comprimiu os lábios apreensivamente. — Que você não tem problema de pele e não é deformada como ele pensa? Eu conheço Morgan há muito tempo, somos amigos. Não posso mentir para ele dessa forma.
— Por favor, eu não estou aqui porque quero, mas quero me manter longe dele. E para que isso aconteça, ele tem que pensar que eu sou como ele pensa.
O médico suspirou pensativo e se sentou na cama próximo a Hanna.
— Menina... — suspirou ele, apreensivo. — Pelo que entendi do casamento de vocês, foi algo repentino e sem planejamento. E parece que você também pensa muito mal de Morgan, mas ele não é um homem mau. Não precisa mentir nem se esconder. Além disso, ele é seu marido. Mas se você quer que ele continue no escuro, eu vou manter isso em segredo. Confirmou ele, deixando as duas animadas.
Assim que saiu do anexo onde elas estavam, o médico seguiu ao encontro de Morgan e avisou que ela já estava melhor, apenas um pouco resfriada. Em seguida, se retirou.
Lory cuidou de Hanna por pelo menos três dias, até que ela estivesse melhor. Na manhã do terceiro dia, parecia que a casa tinha um exército de pessoas, mas era apenas Lory tentando puxar Hanna da cama. A menina segurava na cabeceira da cama com força, enquanto Lory a puxava pelo pé.
— Senhora Hanna, eu já estou um pouco velha para isso. Se você não se levantar agora, eu vou chamar Morgan e pedir para que ele veja a verdade! — Asseverou Lory, sem fôlego.
— Não! Eu não quero! — Gritava Hanna, histérica, ainda se segurando na cabeceira.
— Hanna, você vai sair, você tem que melhorar. É cansativo ter que cuidar de você quando se tem outras coisas para fazer. Além disso, ele nem está em casa e nem Liara, que saiu bem cedo. Eu mesma me certifiquei. Então me deixe te ajudar a se arrumar e sair um pouco.
— Lory... eu ainda me sinto indisposta e eu nem estou brincando, parece que tive uma reação alérgica bem ruim! — Resmungou ela, chorosa.
— Eu sei, por isso é melhor você respirar ar puro. Até mesmo quando limpo a poeira do seu quarto, você está aqui dentro. Isso não está certo. Vamos sair, eu prometo que ninguém vai te ver.
— Se quiser... pode se arrumar quantas vezes quiser e sair como minha sobrinha. — contou com ânimo demonstrando ternura por Hanna.
— Lory, vai me levar para jantar? — perguntou com ironia, pegando o vestido e encostando-o em seu corpo.
— Claro, senhorita Hanna — Sorriu Lory, também se divertindo.
Em poucos minutos, Hanna estava pronta, impecável e deslumbrante. A silhueta de seu corpo parecia perfeita, desde a curva de seus seios à curva de sua cintura. Em frente ao espelho, ela se encarava de forma determinada e confiante.
— Vamos agora? — Chamou Lory, estendendo a mão. Apesar de se sentir bem, Hanna ainda estava com um pouco de dor de cabeça. A febre parecia querer persegui-la, ao menos a gripe já estava passando.
Assim que Lory abriu a porta, o vento fresco e aquele ar agradável invadiram as narinas de Hanna como se fizessem carinho.
Ela então tirou as sapatilhas ainda ali na entrada e seguiu a pé, na frente, enquanto Lory a observava. Ninguém ia àquele lado e por isso ninguém a viu sair.
Hanna passeava entre as árvores e sentia a grama em seus pés como uma massagem agradável, enquanto seu cabelo esvoaçava ao vento com as folhas verdes que faziam voltas e mais voltas antes de chegarem ao chão. Ela nunca pensou que estaria em um lugar tão agradável como aquela mansão. O jardim era ainda mais deslumbrante.
Hanna continuava a passear enquanto Lory olhava ao redor, desejando que Morgan aparecesse. Ela tinha mentido que Morgan tinha saído, mas ele estava sozinho em casa. Liara, como ela havia dito, tinha saído bem cedo. Então era o momento perfeito para fazer Morgan ver Hanna em sua aparência verdadeira.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.