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Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 35

Cap. 34: Me deixe cuidar de suas feridas.

Morgan esbaforiu com desconforto, em seguida fixando seu olhar em Hanna. Ainda assim, de forma inexpressiva, a fazendo engolir em seco.

— Por que pergunta tanto sobre aquela mulher? — perguntou ele com frieza.

— Bom... ela tem a mesma idade que eu, e não tem ninguém no mundo, acredito que também tenha tido uma vida bem difícil. — suspirou ela enquanto Morgan se acomodava na cadeira, cruzando os braços.

— Não acredito nisso. — retrucou ele com desdém. — A mãe da senhora Ortiz trabalhava na minha mansão, ela ganhava bem e tinha todos os privilégios. E quando esteve doente, eu mesmo cuidava das despesas e ela tinha mais dinheiro que um empregado comum. Deveria ter uma boa economia.

— Mas nunca entendi o porquê ela queria tanto dinheiro. — ponderou Hanna, pensativa. — Pensava que seria por causa do filho dela, mas soube que ele havia falecido. E quando conheci aquela menina e seu caráter, percebi que o dinheiro talvez fosse para a mimá-la, porque ela não passa de uma oportunista.

— Pelo visto você a despreza, não é? — perguntou ela com o olhar entristecido.

— Pode estar sendo gentil nas palavras, Hanna, mas para mim ela não tem nenhum valor. — confessou ele com amargura. A mãe dela passou anos no hospital e eu nunca vi essa menina lá, nunca ouvia sua mãe falar dela. E quando a conheci... percebi que talvez nem mesmo a mãe gostasse dela.

As palavras de Morgan atingiram Hanna como um punhal. Ela se sentiu humilhada e magoada.

— Como você pode dizer isso? — questionou ela com a voz embargada. — Você não a conhece!

— Talvez eu não a conheça, — admitiu ele, — mas sei o que vi. E o que vi foi uma menina egoísta e interesseira que não tem um pingo de remorso ou sofrimento por nada mesmo não tendo ninguém no mundo.

Hanna se levantou abruptamente, seus olhos cheios de lágrimas.

— Chega! — exclamou ela com raiva. Ela se virou e saiu da sala, deixando Morgan sozinho com seus pensamentos.

Morgan se sentiu mal pelo que disse. Ele sabia que suas palavras haviam sido duras, mas não podia negar que sentia uma profunda antipatia por Hanna.

— Danica! — ele a chamou sem entender o que estava acontecendo enquanto ela corria saindo do estabelecimento seguindo na mesma direção em que vieram.

— Babaca! — murmurou ela baixinho, a voz embargada pela mágoa. — Como ele pode pensar tão mal de mim se... nem mesmo já quis conversar comigo ou saber como me sinto... Apenas me isolou como uma indigente... — continuava a andar em passos largos, as lágrimas brotando e embaçando sua visão, não vendo mais nada enquanto seguia rapidamente.

— O que ela está fazendo? — se perguntou Morgan, correndo em sua direção até um carro surgir vindo em direção a ela. — Danica! Cuidado! — avisou Morgan, tenso ao ver o veículo frear abruptamente antes de colidir com ela, batendo em seu quadril e a fazendo cair no chão.

— Céus... você parece que atrai problemas. — suspirou Morgan, indo ao encontro dela e a pegando em seus braços. Ela apoiou um dos braços sobre o ombro dele ao mesmo tempo que tentava entender o que aconteceu.

— Está tudo bem, me coloque no chão, por favor... — pediu ela, ainda tentando conter as lágrimas.

— Não está bem se está chorando. — retrucou ele, intrigado. — Por que saiu correndo daquela forma?

— Não, eu já sou bem grandinha... — ela resmungou, cruzando os braços ainda deitada. Morgan a observou de cima a baixo, sentindo-se constrangido e engolindo em seco.

Um silêncio constrangedor se instalou no quarto. Morgan não sabia o que dizer, e Hanna se sentia desconfortável com a proximidade dele.

— Preciso de sua permissão para te tocar, Danica, posso? — perguntou ele repentinamente, a voz embargada atraindo o olhar confuso de Hanna. — Preciso limpar seu ferimento. — continuou ele com calma, encarando-a nos olhos. Hanna, involuntariamente, permitiu. Mas não esperava sentir a mão dele tocar a borda de seu vestido, erguendo-o alguns centímetros e revelando seus joelhos. Ela prendeu a respiração em meio ao constrangimento enquanto ele se mantinha cuidadoso para não tocar em nada inapropriado. — Vai doer um pouco. — ele avisou antes de encostar algo no ferimento, fazendo-a sentir uma ardência repentina.

Ela mal podia acreditar que ele estava ali, sentado à beira da cama, cuidando de seu machucado no joelho. O mesmo homem que a desprezava. Ela pensava no que aconteceria se ele descobrisse que ela era a mulher que ele tanto rejeita e pensa mal, mas quanto mais pensava nisso, mais seu peito doía com cada palavra de desprezo que guardava ao ouvir dele.

— Está doendo muito? — ele perguntou ao perceber seus soluços.

— Sim... por que isso dói tanto, se antes nunca me importei? Uhm? — perguntou ela emburrada, cobrindo os olhos com o antebraço. — Eu nunca me importei... mas agora dói como a morte... — resmungava ela, deixando-o ainda mais preocupado, pensando que fosse por causa do ferimento.

— Calma... você não é uma moça forte? Além disso, logo vai passar. — ele disse com cuidado, agora fazendo um curativo sobre o machucado. Em seguida, ergueu o olhar e percebeu que, além do cotovelo, a palma da mão dela também tinha um corte.

— Você tem medo de cicatrizes? — ele perguntou, pegando sua mão gentilmente a fazendo travar com seu gesto repentino.

— Acho que a cicatriz mais profunda eu já tenho, e essa não pode sumir... — lamentou ela, suspirando pesadamente e limpando as lágrimas com a mão que estava livre enquanto ele colava um curativo em sua palma.

Morgan a observou em silêncio por alguns instantes, enquanto ela se mantinha constrangida com cada toque cuidadoso.

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