Cap.35: seu corpo sobre o meu.
— Eu estou bem, não precisa chamar o médico. — avisou ela em seguida, se recompondo e pronta para se levantar.
— Você não está bem, fique aí e espere enquanto eu ligo para o médico. — avisou ele se levantando, dando passos à frente e pegando o celular para iniciar a ligação.
— Não! — Hanna protestou se levantando rapidamente e indo em sua direção. Ela parou em sua frente tentando tomar o telefone, mas como esperado, suas pernas fraquejaram e ela cambaleou, fazendo Morgan também recuar e cair sobre a cama com ela por cima de seu corpo.
Os olhos de Hanna se encontraram com os dele com espanto enquanto ele permanecia calmo. Ao mesmo tempo, o doutor havia atendido a ligação.
"Daqui a pouco eu te ligo. — avisou ele com tranquilidade ao médico, sem desviar seus olhos do de Hanna. "O que está fazendo?" — perguntou franzindo o cenho.
— Eu... eu desequilibrei... desculpa... — ela balbuciou, petrificada em cima do corpo de Morgan, que se apoiava na cama com os cotovelos, sentindo o peso de Hanna em seu abdômen.
— Sinceramente, tem certeza que nunca namorou ninguém em toda a sua vida? — perguntou ele, confuso, a deixando ainda mais constrangida.
— Por que essa pergunta? — questionou ela, tentando disfarçar o nervosismo.
— Porque se eu não acreditasse nisso, pensaria que você está se jogando para mim como sua tia tentou fazer — sugeriu ele, deixando-a ainda mais constrangida.
— Não é nada disso, senhor Morgan! Nunca tive tempo para essas coisas, não é o que você está pensando — resmungou ela, desviando o olhar, constrangida.
— Então por que não sai de cima de mim? — ele perguntou, impaciente.
— Tudo bem, se você não consegue se mexer, significa que se machucou de verdade. Deveria ter me obedecido e continuado deitada para não prejudicar a coluna! — asseverou ele.
— Não pode apenas me ajudar a sair dessa situação constrangedora, senhor Morgan? — perguntou ela, comprimindo os lábios de choro.
Naquele momento, a situação parecia divertida para ele. Ele se manteve por alguns segundos a observando enquanto ela mantinha os olhos fechados com o rosto virado em outra direção, até sentir o toque dele próximo à sua orelha quando ajeitou uma mexa de seu cabelo.
— O que está fazendo? — perguntou ela, surpresa.
— Eu vou te tirar de cima de mim. — avisou ele, em seguida se desvencilhando. Seus braços, que antes estavam apoiados na cama, agora envolviam Hanna. Ela não compreendia o que ele estava fazendo, mas aquilo estava se tornando ainda mais constrangedor. — Não precisa ficar constrangida se não foi por querer. Não sou um homem que perde o controle facilmente. — suspirou cuidadosamente, mantendo o corpo dela colado ao seu enquanto se virava, levando-a junto até que ela estava por baixo e ele conseguia se levantar. — Está segura. Você vai ficar assim até que o doutor venha, avisou ele, percebendo que ela estava petrificada de tanta vergonha.
Ele saiu do quarto, deixando-a sozinha, enquanto ligava novamente para o doutor.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.