Cap.42: Morgan percebe a ausência de Danica (Hanna)
A tarde agonizava, mas Hanna não desistia. Lutando desesperadamente por uma saída, gritava "socorro!" com a garganta seca e batia na porta com força, mas a cada tentativa, a imensidão do lugar a desanimava. A escuridão caía lentamente, encolhendo o espaço e intensificando seu medo. O ar abafado do local a sufocava.
Em seu quarto, Liara, com um sorriso cruel nos lábios, observava a noite tomar conta da casa, sem nenhuma preocupação. Maya, com um olhar cúmplice, acompanhava a mãe
— Mãe... não acha que deveria ir buscar aquela... hum... "maltrapinha"? — perguntou Maya, balançando uma taça de vinho enquanto seus pés descansavam no braço da poltrona em que se encontrava relaxada.
— De maneira alguma! Ela deve permanecer exatamente onde está. — retrucou a Liara, escovando os cabelos com um ar de determinação.
— Mas e se Morgan desconfiar? Com ele pensando no acordo, isso não pode atrapalhar tudo? — Maya indagou, pensativa.
— Não, Morgan não pode se dar ao luxo de um passo em falso. Se ele não me der o que eu quero, eu o derrubo. — a mãe afirmou com convicção. — Ele tem muitas coisas que preza e que podem manchar sua imagem, e ele se importa muito com isso.
— Ah, ele é um homem bom, eu admito. Gosto dele, mamãe. Quero me casar o mais breve possível. Por isso, farei o que for preciso para que aquela mulher desista desse casamento e peça o divórcio.
Naquele mesmo momento, Morgan se encontrava em seu escritório com sua mãe, ambos discutindo a situação.
— Como você pode tramar algo assim contra sua esposa? O que você pretende fazer? Amanhã vai até lá e apresentar sua nova... esposa? Você está se sentindo bem com isso? — indagou sua mãe, com um tom de decepção na voz.
— Mãe... jamais me casarei com Maya, nem nesta vida, nem em outra. — Morgan afirmou com firmeza. Mas estou cansado de lidar com Liara. Ela já está por aqui há anos, grudada em mim. Deixe-a pensar que as coisas são assim, estou farto de tantos problemas.
— E como você pretende resolver isso? Vão importunar Hanna no anexo? Ela tem se comportado.
— Não consigo nem olhar para aquele ser. — Morgan resmungou com desprezo.
— Minhas mãos não aguentam mais... — resmungou ela, enquanto tentava a todo custo escalar o alto cercado de ferro. Era inútil, não tinha força suficiente para subir.
Ela continuou a tentar até se desequilibrar e cair, batendo com força no chão e perdendo todas as suas forças.
Já era quase meia-noite e a mansão estava em completa escuridão quando Morgan se levantou, ainda inquieto com a conversa de Liara martelando em sua cabeça.
Ele se ergueu e seguiu pelo corredor, com a intenção de ir até o andar de baixo. Ao passar em frente à porta do quarto em que Hanna estava hospedada, decidiu bater na porta sutilmente, mesmo que já fosse tarde da noite. A luz ainda estava acesa, mas ao não ouvir nada, ele resolveu abrir a porta. Para sua surpresa, a cama estava vazia. Percebendo que não havia ninguém no quarto, ele seguiu em direção à biblioteca, tendo em mente encontrar Danica (Hanna) lá.
Ao entrar e andar por algumas seções, ele percebeu que ela também não estava lá. Encontrou apenas a bandeja de comida no sofá e pensou que ela ao menos se alimentando, até avistar a lata de lixo com toda a comida intocada.
— Liara... — ele resmungou com raiva, saindo às pressas da biblioteca e percebendo que havia sido enganado. Agora, se perguntava onde estava a menina, sentindo uma pontada de arrependimento por ter deixado Liara castigá-la.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.