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Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 44

Cap.43: Antes tarde do que nunca.

Ele convocou alguns seguranças. Com voz grave e tensa, perguntou onde Liara havia levado a sobrinha de Lory. Os homens, atordoados pela situação, negaram conhecimento. Informaram apenas que a menina não havia saído da mansão. Diante disso, Morgan deduziu que ela ainda estivesse no andar de cima.

— Com determinação, ordenou aos seguranças que a buscassem. Eles assentiram em silêncio e partiram em direção aos quartos, vasculhando cada canto com meticulosidade.

— Não façam barulho, — Morgan os alertou antes que subissem as escadas. ­— E se Liara os vir, não revelem o motivo da busca. Ela não pode saber o que está acontecendo."

Os seguranças, cientes da gravidade da situação, moveram-se com cautela pela mansão, cada passo ecoando na imensidão da casa, enquanto a apreensão pairava no ar.

Após vasculhar cada canto da mansão, a busca por Hanna se mostrou infrutífera. Morgan, tomado por um receio inquietante, lembrou-se da área isolada nos fundos, um local proibido até mesmo para seus empregados. Dispensando os seguranças, ele seguiu a passos largos em direção ao local, descendo a mesma escada escura que Liara havia utilizado para levar Hanna.

A área dos fundos era envolta em uma escuridão densa, apenas iluminada pela fraca luz da lua que se infiltrava pelas frestas. Ao se aproxima da proteção de pedra ainda acima da escada externa, Morgan avistou Hanna caída no chão ao chegar ate ela percebeu que estava inconsciente e com o corpo debilitado. As roupas úmidas e sujas de limo grudadas em sua pele contrastavam com a palidez extrema de seu rosto. As mãos, avermelhadas e machucadas, evidenciavam o sofrimento que ela havia passado.

Com o coração apertado, Morgan ergueu Hanna em seus braços e a carregou de volta para a mansão. A febre alta queimava seu corpo, e o choro fraco e delirante escapava de seus lábios entrecortados.

- Danica... - Morgan a chamou com voz suave, tentando acalmá-la quando a viu tossir, em seguida a levou para o quarto a colocando sobre a cama.

― Eu preciso sair daqui... ― murmurou Hanna em meio ao delírio, a voz carregada de angústia e medo. ― Alguém me ajuda, por favor... Eu só queria ver meu irmão, já faz tantos dias... Não quero que ele pense que o abandonei... É tudo que eu tenho...

― Irmão? ― Morgan indagou, intrigado e desorientado, sentando-se aos pés da cama. Mas Hanna permaneceu em silêncio, seus olhos fechados e respiração fraca. ― O que devo fazer agora? ― ele se questionou, olhando ao redor sem saber o que fazer. Levantando-se, ele saiu do quarto e encontrou sua mãe no corredor.

― Tão tarde e a mansão está agitada. ― Ametista disse, com um olhar desconfiado. ― O que está acontecendo? Por que você está no quarto da governanta?

― Venha comigo ― ele pediu, puxando sua mãe com pressa.

Assim que ela viu o estado de Hanna, Ametista encarou Morgan com desconfiança.

― Não fui eu, por Deus ― ele se defendeu, perplexo com o olhar acusador de sua mãe. ― Liara a deixou trancada no pomar abandonado.

― Faça o que for preciso ― retrucou Ametista, sem muita convicção. ― Chame um dos empregados para ajudá-la.

― Não posso ― Morgan insistiu. ― Liara não pode saber que me envolvi nisso. E, ainda assim... sou apenas um homem, e Danica precisa que alguém troque suas roupas e a ajude. Eu não posso fazer isso, caso contrário, seria constrangedor para nós dois depois.

Ametista sorriu, observando o desconforto do filho, enquanto a preocupação era evidente em seus olhos.

― Tudo bem... ― ela disse, com um sorriso reconfortante. ― Pode sair, eu mesma vou cuidar dela.

Morgan assentiu e saiu ansioso, esperando do lado de fora. Quando sua mãe o chamou de volta, Hanna já estava seca e com uma compressa na cabeça.

― Sei um pouco, ― ela respondeu. ― Lembro-me de minha mãe me contar sobre isso. É um brasão de família. Hayala dizia que com ele, poderia descobrir todos os segredos sobre sua família se fosse ao local de origem.

― Por que esse mistério? ― Morgan questionou. ― Nunca soube que Hayala poderia ser de uma família importante.

― Ela nunca disse isso, ― Ametista explicou, ― mas sempre me deixou curiosa. Nunca contou nada sobre sua família. Você poderia tentar investigar e descobrir a história por trás de Hanna e sua família, ― ela sugeriu.

― Se eu despertar a curiosidade... ― Morgan hesitou, com um tom de desdém. ― No momento, não me interesso por nada que diz respeito àquela mulher.

­― Mas você estava investigando o incêndio na casa dela, ― ela retrucou, erguendo as sobrancelhas. ― Como pode não ter interesse?

― Hanna é uma peça importante por causa de um contrato, ― Morgan se defendeu. ― Tudo que fiz foi investigar se ela está correndo perigo, porque isso pode afetar nossa família. Você sabe quantos patrimônios a nossa família tem? Acha correto que ela se torne dona de metade de tudo, bilionária assim tão facilmente? Isso não vai acontecer. Não é direito ela herdar isso tudo sem nem mesmo ter suado para ter nada!

Ametista suspirou.

― Ainda acho que ela não quer nada disso. ― Ela se levantou e caminhou em direção a saída. ― Já que não quer que os empregados saibam sobre essa moça, presumo que você terá que cozinhar algo para ela. Ela está pálida e deve estar com fome, já que estava lá fora desde cedo. Dê água para ela também. Já fiz o suficiente.

― Amanhã você pode ver como ela está? ― Morgan pediu. ― Não quero que me vejam aqui. Vai soar estranho, podem pensar...

Não se preocupe, ― Ametista o tranquilizou o interrompendo. ― Amanhã, quando ela abrir os olhos, estará sob meus cuidados.

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