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Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 70

Cap.69: O que mudou dentro de mim?

Saindo do escritório, Morgan hesitou ao avistar a caixa da aliança de Hanna. Após alguns segundos de contemplação, rendeu-se e a pegou, levando-a consigo.

Cautelosamente, Hanna percorria o corredor de quartos até chegar ao seu. Ao entrar, deparou-se com Misaluna já com uma sacola em mãos.

— Você comprou? — perguntou Hanna, ansiosa.

— Na verdade, meus seguranças cuidaram disso. Seria muito esforço para mim, e confesso que esses dias não tenho me sentido bem — Misaluna explicou, mostrando as olheiras vermelhas e o cansaço estampado em seu rosto.

— Obrigada, Misa. Sei o quanto isso é complicado para você. Mas logo teremos resultados positivos com o tratamento da sua doença — Hanna a tranquilizou.

— Hanna... você é um anjo — Misaluna disse com a voz embargada, emocionada. Sabia o quanto a amiga depositava suas esperanças nela, e o quanto o tempo poderia ser curto.

— Você que é... — Hanna suspirou, pensativa, enquanto seus pensamentos se voltavam para Morgan e a relação que ele tinha com Misaluna. — Falando nisso... e seu futuro noivo?

— Ele... — Misaluna suspirou, desanimada. — Está aqui. Você poderia conhecê-lo para mim, mas com sua cara original. Tenho certeza que ele se apaixonaria e desistiria de uma estranha como eu.

— Você é tão linda quanto eu, Misaluna. Quando estiver melhor, não será mais tão sensível e poderá usar as roupas mais bonitas que já pode imaginar, sem se preocupar se vai conseguir vesti-las ou não.

— Ah... Hanna, que você consiga obter resultados — Misaluna suspirou, esperançosa. — Bom... eu trouxe a maquiagem, as ataduras e tudo que precisa para fazer o disfarce.

Enquanto Hanna se disfarçava com a ajuda de Misaluna, Oliver e Gantz vasculhavam os corredores do campus em busca dela, em vão. Morgan finalmente chegou e os encontrou com caras sérias, sem saber o que dizer, evitando encará-lo por vergonha de terem perdido Hanna de vista.

— Onde ela está? — Morgan perguntou sem rodeios. Gantz esfregava as unhas na frente do blazer de Dio, que estava deitado de bruços no chão, esperando que Oliver se pronunciasse.

— Perdemos ela de vista... — ele disse entre os dentes, a voz quase sumindo.

— Não ouvi — Morgan retrucou, sério.

— Perdemos a menina de vista! Ela parece estar se esquivando... e seguiu até os dormitórios com facilidade. Isso significa que existe a possibilidade de essa tal Danica estar dormindo no campus.

— E as informações dela? Morgan questionou, impaciente.

— Isso é o mais intrigante. Não existe nenhuma Danica, ninguém com esse nome na faculdade. Mesmo não sendo um nome comum, deveríamos ter pelo menos encontrado um em uma faculdade com mais de mil alunos.

Morgan observou a cena, e seus olhos se estreitaram em escuridão. Seus punhos se cerraram em fúria, como se desejasse avançar contra Murilo e arrancar Hanna de seus braços.

Mas, de repente, ele franziu o cenho, como se estivesse despertando de um pesadelo. Analisou-se, confuso, tocando o peito com a mão.

Ela realmente estava sorrindo para outro homem? Ele podia ver isso sob a aba do chapéu, podia sentir sua timidez ao se aproximar dele.

— Você sumiu depois daquele dia — Murilo disse, comprimindo os lábios, apreensivo. — Fui à sua casa e... — ele hesitou, buscando as palavras certas. — Posso imaginar o quanto isso foi doloroso para você. Afinal, era a única coisa que você tinha herdado de sua mãe, e você também perdeu o emprego. Não sei o que levou os Farrugia a te demitir da empresa, mas... — ele hesitou novamente, se inclinando para encará-la. — O que aconteceu? É a mesma doença da sua mãe?

Hanna hesitou por um momento, pensando em contar a verdade. Ele ainda não sabia que ela havia se casado. Tudo aconteceu tão rápido naquele dia em que foi levada, que todos poderiam pensar que ela teve apenas um problema na empresa. Era o que Murilo acreditava.

— Talvez... — ela sorriu desconcertada, se sentindo mal por mentir para ele. — É um pouco incômodo, eu sei... — suspirou ela, envergonhada.

— Por quê? Eu não acho — ele retrucou com um sorriso gentil. — Além disso, você está estudando para encontrar um tratamento eficaz contra a doença. Você é uma mulher brilhante e logo estará recuperada. Ainda assim... — ele suspirou, segurando a mão de Hanna com carinho. — Vamos sair para tomar um suco hoje, como nos velhos tempos?

Hanna o encarou surpresa. Ele não havia mudado nada, mesmo que ela agora apresentasse uma aparência grotesca.

— Com licença... — Morgan disse com a voz tensa, incapaz de conter a frustração ao ouvir a conversa dos dois ao entrar no laboratório. Ele queria repreender Murilo, mas não queria revelar a Hanna que sabia que se tratava dela, e não de uma tal Ane.

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