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Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 71

Cap.70: louco de ciúmes, eu?

— Morgan? — Murilo o encarou, surpreso. — O que faz aqui?

— Até parece que você não sabe que sou um dos patrocinadores deste lugar — respondeu Morgan, seus olhos fixos em Hanna, que mantinha a cabeça baixa. — Preciso conversar com a moça que está à frente das pesquisas — avisou ele. Murilo encarou Hanna, apreensivo, percebendo seu estado de acuamento.

— Ok... eu vou esperar — avisou ele, na intenção de se sentar em uma das cadeiras.

— Assuntos que acontecem nesse laboratório são restritos a pessoas autorizadas. Até onde sei, você não faz parte deste laboratório — Morgan rebateu, com um tom severo.

Hanna ergueu a face, encarando Murilo nos olhos, e sorriu.

— Pode ir, eu vou ficar bem — respondeu ela, com a voz falha. Ele se aproximou dela, a encarando de forma apreensiva.

Morgan quase teve um ataque quando ele pegou uma das mãos de Hanna e beijou o dorso em um cumprimento cortês, em sinal de respeito que ele tinha por ela. As mãos de Morgan tremeram e ele sorriu desacreditado quando Murilo passou por ele e foi embora.

— Bom dia, senhor Morgan — ela disfarçou a voz, mantendo a cabeça baixa, o que o incomodou profundamente ao comparar como ela o tratou e como tratou Murilo.

— Bom dia, senhorita Ane! — ele disse, quase rosnando, com o olhar enfurecido sobre ela. — Sabe que não pode receber namorados no laboratório, não é?

Hanna esticou os lábios em um sorriso discreto e irônico.

— Desculpa, mas... Acha que alguém como eu, com a minha cara, tem algum relacionamento? — perguntou ela, com deboche. Ao mesmo tempo, Morgan observava sua mão e a ausência da aliança, o que parecia estar o torturando.

— Não acredito que um homem possa se importar com a beleza de uma mulher mais do que com sua inteligência — ele rebateu, com convicção.

— Hipócrita... — ela sussurrou, mas Morgan conseguiu entender.

— Disse algo? — ele perguntou, se inclinando para encará-la. Mas ela lhe deu as costas, se afastando dele e começando a separar as coisas em sua área de estudo.

— O de sempre — ela respondeu, de forma seca, sempre tentando disfarçar a voz. — Separo meu material e começo os testes.

— Gostaria que me explicasse algumas coisas — ele tentou se aproximar, mas Hanna rapidamente se desvencilhou e seguiu para o outro lado da mesa. Ele apertou os olhos, mordendo os lábios.

— Senhor Morgan, eu realmente não tenho tempo agora — ela disse, em um tom rude, o ignorando em seguida.

— Não duvido... — suspirou Morgan, pensativo. — Se a conhece há todos esses anos, então você tem fotos dela, certo?

— E se eu tiver? — perguntou ele, em tom de provocação.

— Eu as quero.

— Sem saber se você pode se interessar por ela, além disso... soube que minha irmã Maya está na sua mansão. Por que não investe nessa paixão doentia que ela tem por você? Hanna não precisa de mais um homem interessado nela.

— Não estou interessado nela. — retrucou ele, desviando o olhar. Tinha tantas perguntas, mas a possibilidade de ele e Hanna já terem tido algum caso o incomodava profundamente.

Morgan voltou para a mansão, sua aura parecia sombria o suficiente para que os empregados não se aproximassem muito. Ele havia se esquecido completamente de Danica enquanto elaborava um plano. Assim que entrou em seu escritório, fez uma ligação.

“Não sei com que direito ela pode sorrir para outro homem, sendo casada e ainda me ignorar sabendo que somos casados!” — ele pensava, enquanto esperava ser atendido.

/Senhor Morgan? — indagou o médico que supervisionava o paciente de Hanna.

/Tenho uma missão importante para você, doutor. Vou te dar as instruções do que você deve fazer.— avisou Morgan, com uma voz sombria.

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