Cap.74: descobre ou não descobre?
A única opção que Hanna tinha naquele momento era pedir a Morgan — mas estava com receio de o encarar. Então, ela se arrumou vestindo roupas largas: calça moletom, um casaco amplo e um boné que lhe escondia parcialmente o rosto. Assim que saiu, Oliver não sabia se era Hanna ou Danica, afinal ele nem sequer a viu chegar. Agora, observava o que parecia ser Danica saindo do anexo de Hanna. Aquilo bagunçava a mente daqueles dois homens. Sem hesitar, eles seguiram Hanna.
Ela tomou um caminho diferente do habitual, seguindo apressadamente em direção ao hospital onde seu irmão estava internado.
— O que será que ela veio fazer aqui? —, questionou-se Oliver. observando-a correr pelos corredores em busca do doutor.
Naquele mesmo instante, em sua casa, Morgan enviava uma mensagem ao médico, avisando-o sobre a chegada da irmã do paciente.
Antes de receber a confirmação, Morgan se encontrava em uma ligação com o professor de Hanna, doutor Johnson.
/ O que o senhor quer que eu faça? —, perguntou o Professor Johnson, confuso.
/ Quero que você faça algo muito importante, mas não pergunte para quê —, pediu Morgan, com a voz imparcial.
/ E o que seria?
/ O paciente que está recebendo o tratamento teve uma piora e os custos do hospital aumentaram drasticamente. Ele pode morrer, pois a irmã dele, não pode arcar com as despesas.
/ Mas... não é algo que o senhor pode pagar? —, indagou o médico com preocupação. Morgan massageou as têmporas, ainda assim feliz por acordar sem dor de cabeça.
/ Conte a situação para sua aluna prodígio e veja como ela reage —, pediu Morgan, impaciente.
“Ou eu deveria apenas esperar...”, suspirou Morgan, pensativo, ligando os fatos e os valores que Hanna havia pedido. Aquilo estava começando a ficar ainda mais intrigante. Por que ele não ligou os fatos antes? Talvez... Hanna tivesse algo a ver com a irmã daquele menino. Era o que ele conseguia supor.
/ O que está tentando fazer, senhor Morgan?
/ Faça o que estou dizendo. Deixe-a saber com urgência dessa situação.
/ Tudo bem... —, o Dr. Johnson concordou, sem entender o que Morgan queria.
— Bom... então ele sabia que ela estava vindo para cá. Pensei que seria uma novidade ou algo para investigar. — resmungou Oliver, frustrado pela falta de respostas. — Parece que quanto mais tentamos descobrir algo sobre Danica, tudo fica mais confuso.
— Pior que não sabemos se é Danica ou Hanna, já que ela usava gorro e chapéu, isso é muito estranho. Como uma menina... na verdade, as duas gostam de se esconder? São até mesmo parecidas, não acha? — sugeriu Gantz, buscando padrões entre as duas mulheres.
— São bem diferentes. — Oliver discordou. — Hanna parece mais astuta que uma cobra. Eu via em seus olhos mesmo que ela usasse tudo aquilo na cara. — comentou ele, contorcendo a cara.
— Não deveria zombar da deficiência dos outros. — Gantz o repreendeu.
— Não estou zombando. Até acho injusto que Morgan fique correndo atrás daquela outra moça, afinal ele já é casado. — Oliver continuou, pensativo. — Ainda assim... tenho pena dele, já que faz tempo que ele se mantém isolado, correndo de qualquer tipo de relacionamento. — comentou ele, com um tom de compaixão. — Enfim... eu não quero me meter no relacionamento deles. Vamos fingir que não os vimos entrar no hospital. — finalizou ele, decidindo se afastar da situação.
Enquanto isso, Hanna, antes de ir ao laboratório, correu para o dormitório. Lá, iniciou seu cansativo processo de se disfarçar. Ainda era manhã, mas ela nunca se sentiu tão exausta como naquele dia. Parecia que tinha um tijolo em sua cabeça.
Antes de seguir as instruções de Morgan, o Professor Johnson, tomado pela cautela, decidiu verificar a situação por conta própria. Ele ligou para o médico responsável pelo Paciente Número Um, o único que detinha as informações completas sobre o caso e o estado do paciente, ele ficava confuso com a ideia de ter alguém internado no mesmo hospital que o irmão de Hanna, achava uma grande coincidência, apesar de nunca ter visto esse paciente de Morgan, ainda assim... ele não queria preocupar Hanna daquela forma ainda mais sem saber do que realmente estava acontecendo e ainda por cima era um assunto que não dizia respeito a ela.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.