Cap.75: sentimentos confusos.
O médico atendeu o Doutor Johnson rapidamente após Morgan sair do hospital, aborrecido por mais uma vez ter desencontrado com a tal Irma de Haniel.
/ Doutor, seja sincero —, disse o Doutor Johnson, com voz firme. — Eu não tenho acompanhado os avanços da pesquisa no paciente. Como ele tem estado?
/ Bom... o que tenho a te contar não será um problema —, suspirou o médico, deixando o professor sem reação. — Ele teve uma parada cardíaca e está passando por um período difícil...
/ Então ele vai morrer? —, perguntou o Doutor Johnson, com a voz tensa.
/ Não, ele já está fora de perigo. Só estamos cuidando para que ele não tenha uma infecção enquanto está em seu período delicado devido à sua doença. Ainda assim... ele está em observação, porque pode ter uma nova recaída.
/ E as despesas? —, indagou o Doutor Johnson, com preocupação.
/ Ah... isso... —, o médico hesitou.
/ Morgan tem investido e arcado com tudo, realmente com tudo! Então não há o que se preocupar.
/ Está contando a verdade mesmo? —, perguntou ele, ansioso.
Quando o médico confirmou, o Doutor Johnson encerrou a ligação.
— Ola, professor. — Hanna cambaleou para dentro do laboratório.
— Hanna... querida, você está bem? Parece que esteve ocupada e cansada.
— Ah... professor, por mais que seja importante as pesquisas, eu não sei se vou conseguir fazer algo dessa forma, não vou mentir. — Hanna confessou, sentando-se na cadeira e tentando encarar o professor com atenção. — O que você queria me contar sobre o paciente?
— Nada, na verdade nada. Ele não está tão mal como tinham dito antes.
Hanna relaxou um pouco com a notícia, ao menos uma coisa boa. Ainda assim, o valor que estava cobrando pelo tratamento de seu irmão a deixava inquieta, e ela não tinha mais de 48 horas para conseguir.
— Está tudo bem, volte para seu quarto e vá descansar. — sugeriu seu professor, mas ela se levantou sorrindo apreensiva.
— Pensei que desprezasse minha aparência. — suspirou ela, encarando-o com rigidez. Ele podia sentir o mau humor dela em seus olhos.
— O que posso fazer por você? Sabe que está quebrando as regras, não sabe? — perguntou ele, indiferente.
— Não sei de que regras você fala, até porque elas não me interessam quando tenho que solicitar meu marido. — Hanna disse com deboche, dando de ombros.
Morgan sorriu de canto, erguendo uma sobrancelha. Não porque gostou, mas pelo motivo que ele mesmo havia criado para que ela fosse até ali.
— Se você acha que dinheiro é um bom motivo para vir me ver, deveria repensar. — disse ele, com ar superior. Não quero que pise nesta mansão nem por uma hipótese tão fútil.
— Enfim... — suspirou ela, indiferente, se aproximando da mesa e colocando o pequeno pedaço de papel. — Preciso desse valor! — ela exigiu, praticamente gritou, quase jogando o papel na cara dele.
Morgan segurou o riso. Era o mesmo valor. Supostamente, ela era próxima da irmã de Haniel, e eles tinham algo a ver. Ele acreditava nisso, o que o deixou ainda mais empolgado.
— É algo realmente alto. — suspirou ele, encarando-a como se a estivesse testando. Ela franziu o cenho, confusa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.