Entrar Via

Após meu noivo fugir, casei com seu pai. romance Capítulo 77

— Mas você nem olhou o papel.

— Para você vir com desespero deve ser algo muito caro, não é? Me diga, Hanna. — suspirou ele, se inclinando para a frente e apoiando o queixo no dorso da mão. — O que você faz com esse dinheiro?

Ela comprimiu os lábios enquanto ele analisava seu rosto, mesmo com as ataduras.

— Senhor Morgan, eu quero comprar coisas. Uma moça jovem não pode desejar roupas caras e perfumes caros?

Morgan bufou e riu em seguida.

— Se tratando de você, nada fará muita diferença. Apenas diga para que é o dinheiro! Uma quantia tão alta! — asseverou ele, demonstrando estresse, amassando o papel e jogando em Hanna, que recuou assustada.

— Só me dê o dinheiro, eu não quero tomar seu tempo, por favor... — ela suplicou, abaixando a cabeça, fechando os olhos e entrelaçando os dedos com ansiedade.

— É tão fácil assim? Por que não negociamos? Posso te dar o dinheiro que você quiser com algumas condições.

— O que quer? — ela perguntou, o encarando curiosa.

— Posso cobrar com alguns serviços.

— Seu depravado! — ela asseverou sem esperar que ele explicasse. Ele apenas a encarou, entortando os lábios e soltando um suspiro de tédio.

— Nem que você fosse a última mulher do mundo eu encostaria em você. Sei que você desejaria isso, mas pode descartar essa ideia horrível. — disse ele com indiferença. Hanna não se conteve e sorriu com os lábios comprimidos, desviando o olhar enquanto a vontade de rir só aumentava ao se lembrar de cada segundo da noite anterior.

— Contei alguma piada, dona Ortiz? — asseverou ele, batendo na mesa, incomodado com a reação de deboche dela.

— Estou rindo... — ela soltou o riso deliberado, sem conseguir se conter. Ele ouvia sua risada, mas não estava realmente irritado, se perguntando o que ela achava tão engraçado nisso. Ela cobria os lábios, tentando abafar a risada de som suave que a fazia parecer agradável. — Eu só estou rindo porque eu também não quero te tocar. O que quer? — perguntou ela, se recompondo.

— Quero que nas horas de almoço você venha para meu escritório e faça o resumo de alguns relatórios que me enviam das clínicas. Eu também tenho empresas de outros ramos para administrar e isso tem tomado meu tempo.

— Por que pensa que eu seria capaz de resumir esses relatórios? Já não sabe que sou burra?

— O que está fazendo? — ela balbuciou.

— Não pense demais. Esse anel é caro demais para você achar que pode jogar em qualquer lugar. Agora saia daqui! — asseverou ele, demonstrando desprezo. — E... Você está proibida de o tirar, ainda mais que ficará vindo aqui para fazer os resumos. — ele completou também entregando a caixa que estava com a sofisticada jóia.

— Senhor Morgan... Eu posso ter um laptop no meu anexo e fazer isso de lá. Não preciso vir. — ela sugeriu, esperançosa.

— Você me prometeu um inferno, não é? — ele perguntou com mistério em seu olhar sombrio. Hanna engoliu em seco, recuando.

— Não me faça te agredir, eu sou muito boa em fazer isso. — ela disse com a voz sumindo.

— Boa em ser debochada. — asseverou ele, colocando o chapéu sobre a cabeça dela e, em seguida, a arrastando para fora do escritório, praticamente a jogando para fora.

— Ah... — ela gritou, batendo o pé no chão. — Vai ser impossível lidar com esse homem nessa aparência. — ela resmungou, batendo o pé, enquanto no andar de baixo Liara já a esperava do lado de fora com dois seguranças altos e fortes ao seu lado. Como se já não tivesse sido um massacre se humilhar para Morgan, ela agora tinha que lidar com mais um problema.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.