Cap.87: Trama quase perfeita.
Hanna agradeceu internamente que ele saiu, mesmo com fome ela afastou o laptop e debruçou sobre a mesa, também estava exausta e com a cabeça cheia de preocupação.
— Estou tão perto... — ela suspirou com um sorriso gentil no rosto. — logo você receberam um tratamento adequado e poderá viver novamente, irmãozinho... — ela sussurrava fechando os olhos lentamente em seguida adormecendo, Morgan tinha seguido ate a cozinha e pediu a uma das empregadas para preparar uma refeição para Hanna ao se lembrar que tinha a interrompido ainda quando ia começar a almoçar.
Morgan não deixou que a empregada levasse a bandeja, a tomou de sua mão e fez, a comida inalava um aroma inebriante, ele sabia que Hanna despertaria instantaneamente com a fome que ela estava sentindo. Deixou a bandeja ao lado dela, a fumaça quente da comida dançando no ar. Antes de se retirar, pegou a caixa com o novo aparelho e a colocou sobre a mesa, acompanhada de um bilhete com um breve aviso escrito à mão.
Como Morgan previu, Hanna foi atraída pelo cheiro da comida. Sem saber se era para ela, ela experimentou cada prato, saborizando cada mordida ate esta farta. Em seguida, ela começou a se dedicar ao resumo, mergulhando em seu trabalho com concentração. Ao terminar, seus olhos pousaram na caixa do celular com o recado que a fez franzir o cenho
Hanna o pegou com curiosidade, seus dedos tremendo levemente enquanto desdobrava o papel percebendo que o recado era para ela.
/Não invente mais desculpas e atenda quando eu ligar! — ela leu e podia ate mesmo ouvir o tom rígido dele naquelas palavras que lia.
Já estava perto das oito horas quando Hanna se levantou para sair mas ela ouviu a maçaneta girar e correu para debaixo da mesa de escritório se escondendo.
— Ele está na varanda! — Liara avisou afoita ao entrar no escritório com Maya.
— A empregada vai vigiá-lo e nos avisar se ele voltar. — Maya alertou sua mãe, ambas ansiosas enquanto olhavam ao redor.
— Tudo bem... — Liara suspirou, olhando ao redor. Ela trazia em mãos duas garrafas de vinho, e Hanna ouviu o barulho delas sendo colocadas sobre a mesa.
— Esta noite, você não deve perder a oportunidade de passar um tempo com Morgan, está ouvindo? — Liara perguntou de forma rígida.
— Claro, a partir de hoje serei a Senhora Farrugia, — Maya disse com convicção. Por carregar um herdeiro Farrugia, não haverá erros.
— Sim, senhor! — ela confirmou, mantendo a cabeça baixa.
— Por que demonstra submissão quando na verdade você faz tudo que lhe dá na telha? Não pode me encarar nos olhos com a mesma coragem quando me enfrenta, como faz com Liara? — ele perguntou, cerrando os punhos.
— Não é melhor ser poupado de encarar a face que você tanto despreza? — ela perguntou, o fazendo comprimir os lábios desconcertado. Então, ela passou por ele. — Além disso... obrigada pelo novo celular.
— Não agradeça, você vai pagar por ele com os resumos. — ele respondeu, indiferente.
— Claro... — ela sorriu de forma amarga, ainda de costas para ele. Sem dizer mais nada, seguiu seu caminho, descendo a escada.
Hanna olhou de relance e o viu hesitar antes de entrar no escritório. Seus olhos estavam na direção da porta do quarto de Danica. Hanna sabia que ele já estava esperando a sua segunda personalidade. Por isso, correu escada abaixo e saiu da mansão, dirigindo-se ao seu anexo. Ela não tinha muito tempo, precisava voltar à mansão e impedir o plano de Liara.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.