Assim que entrou no anexo, correu para o seu quarto e remexeu na gaveta. Suspirou aliviada ao pegar a chave que precisava. Em seguida, começou a limpar o rosto e arrumar o cabelo. Agora, impecável, ainda assim colocou um vestido aleatório, apenas para não perceberem que era a mesma roupa de Hanna.
— Onde está indo? — Lory perguntou, apreensiva, ao vê-la descendo a escada.
— Eu... bom... — Hanna sorriu sem graça, sem saber o que dizer.
— Não faça nada que você venha se arrepender, — Lory a alertou. — As coisas não deveriam estar acontecendo assim.
— Lory... eu não vou fazer nada, — Hanna disse, tentando acalmá-la. — Aliás... em breve, não vai demorar muito, você vai me ajudar a sair da mansão Farrugia para sempre. Danica vai sumir para sempre! — ela disse com uma expressão de medo e desespero.
— E o que você pretende fazer depois? — Lory perguntou, preocupada.
— Me esconder até que esse casamento acabe. — Hanna confessou. — É isso que ele quer. Morgan nunca vai me amar de verdade.
Lory bateu a palma da mão contra a testa, lamentando a situação.
— Apenas tome cuidado com as noites que vocês passam juntos, — ela alertou. — Eu já estou me arrependendo de meus conselhos. Sinto que você vai acabar se machucando e machucando Morgan ainda mais.
— Eu... sabe Lory, — Hanna começou, hesitante, — eu realmente tenho sentimentos por ele. Algo que me deixa muito incomodada, mas não sei traduzir se é amor ou não. Só sei que não sei se vou descobrir.
— Você ama ele, Hanna, — Lory disse com convicção. — É por isso que se importa em ir todas as noites até lá para impedir que ele se afunde mais uma vez em mais uma garrafa de vinho. Tudo bem, apenas vá!
Em seguida, Hanna se dirigiu à penteadeira de cristal, onde seus diversos perfumes a aguardavam. Ela inalou cada um com cuidado, buscando aquele que melhor complementasse sua persona. Finalmente, escolheu um frasco delicado com um aroma floral e adocicado.
Hanna aplicou o perfume em seus pulsos, pescoço e clavículas. A fragrância suave se misturou com o aroma natural de sua pele, criando uma aura irresistível.
Por fim, ela soltou seus cabelos castanhos, deixando-os cair em ondas suaves sobre seus ombros. A luz suave do quarto iluminava seus olhos que brilhavam com uma mistura de determinação e ansiedade, ela estava apostando naquilo como se sua vida dependesse disso, e dependia, ao mesmo tempo que imaginava a reação de Morgan ao vê-la tão ousada..
De repente, ela despertou de seus devaneios.
— Será que estava mesmo pensando em como ele reagiria? — questionou-se, aflita. — Não, não! — ela resmungou, protestando contra seus próprios pensamentos. — Estou tendo pensamentos errados agora? — perguntou para si mesma, batendo na testa em frustração.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após meu noivo fugir, casei com seu pai.