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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 108

Capítulo 108

Mariana Bazzi

Eu tremia de desejo, de expectativa.

E quando ele se posicionou atrás de mim, o mundo sumiu. Só restou a respiração dele contra minha pele, meus gemidos abafados no quarto.

Sua mão foi para minha parte íntima. Seus dedos deslizaram em seguida, acariciando meu clitóris.

A respiração dele batia quente na minha nuca enquanto suas mãos deslizavam pela minha pele como se estivessem gravando cada curva da minha intimidade. Meu corpo reagia a cada toque, entregue, sensível, aceso.

— Ah, Mariana… — ele murmurou, firme, com aquele tom que me deixava sem chão. — Tão gostosa.

Senti quando ele mexeu na calça e tirou o pau pra fora. Ezequiel esfregou em mim. Eu conseguia sentir seus olhos me queimarem olhando meu corpo nessa posição.

Quando menos esperei, ele estava dentro de mim. Firme, constante. Ezequiel se moveu forte, rápido, segurando minha cintura, apertando a minha bunda.

Senti como se fosse liberta de algo. Deixei o meu corpo corresponder como queria ao estímulo do meu homem. Sem exitar, sem me preocupar com nada, além de sentir prazer.

— Mais forte! Mais forte! — exigi, e o homem enlouqueceu. Me pegou com força, e gemi alto, deixando meu orgasmo vir. Ele continuou firme, até eu sentir meu corpo mole, minha voz falha.

— Quero você de um jeito diferente agora — saiu de dentro de mim.

Me virei devagar, os olhos presos aos dele, sentindo o ar rarefeito entre nós. Havia algo em sua expressão que era puro instinto — uma fome contida por tempo demais.

— Me mostra — ele pediu, a voz mais baixa, mais densa. — Mostra até onde vai essa sua ousadia e enfia meu pau na sua garganta.

Eu não respondi. Apenas o encarei por um segundo mais longo, lendo o desejo cru que havia ali, e então me abaixei lentamente, as mãos traçando o caminho pelo peito dele até seu abdômen, deixando minha intenção clara.

Ezequiel soltou um suspiro rouco, a mão enlaçando meus cabelos, não para me controlar, mas como se quisesse sentir cada segundo, cada gesto.

Fui devagar, colocando seu pau na minha boca, provocando. Queria mostrar que, por mais tímida que parecesse, eu também podia deixar ele sem fôlego. E consegui. Ele gemeu baixo, os músculos tensos sob minhas mãos, o corpo curvando-se levemente para frente, rendido.

— Porra, Mariana… — ele murmurou entre os dentes, os dedos apertando com mais força meus cabelos. — Não fazia ideia de que você sabia mexer assim comigo.

Continuei, explorando, ouvindo cada reação, aprendendo seus limites e ultrapassando alguns deles. Ezequiel parecia em choque com minha ousadia, os olhos cerrados, o controle escapando aos poucos.

Apertei mais, escorreguei a mão enquanto engolia, sem dar um mínimo respiro a ele.

— Vai me deixar louco desse jeito… — ele arfou, puxando-me de volta com um gesto firme, mas carregado de desejo. — Agora é minha vez. E eu vou te recompensar por isso. Cada segundo.

Nos olhos dele, eu vi promessas que me arrepiaram. E, naquele momento, percebi que tinha tocado em algo profundo demais.

Eu o tinha provocado, mas Ezequiel estava pronto para incendiar tudo.

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