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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 184

Capítulo 184

Ezequiel Costa Júnior

Ela disse sim.

Sim… está grávida.

E eu, o homem que sempre teve o controle de tudo — fronteiras, armas, dinheiro, vidas — senti as pernas falharem. Me ajoelhei ali, diante da mulher que mudou o meu mundo, com a testa colada à barriga ainda plana, como se pudesse ouvir um coração minúsculo batendo. Um pedaço nosso.

Fechei os olhos e respirei fundo, sentindo o peso daquela verdade abençoada cair sobre mim. Pela primeira vez, não era um plano arquitetado, uma aliança política ou uma conquista de território. Era amor, sangue, carne. Algo puro e impossível de controlar. E eu nunca desejei tanto perder o controle como naquele momento.

Abracei Mariana com força, mas com cuidado. Quis protegê-la de tudo, do mundo, até de mim.

— Eu não vou deixar nada acontecer com vocês. Nada — sussurrei, jurando mais do que proteção. Jurando amor.

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Minutos depois, chamei todos para a sala principal. Mauro, Aaron, Samira, Sara, até as meninas que estavam lá dentro. Os soldados, a família dela. Alguns chegaram desconfiados, outros armados — achando que se tratava de alguma operação urgente.

Mas quando Mari apareceu ao meu lado, com os olhos ainda marejados e o sorriso mais bonito do mundo… tudo silenciou.

Cruzei as mãos nas costas e encarei cada um deles como o Don que sempre fui — e que ainda sou.

— Prestem atenção — falei, a voz firme, carregada de algo novo, algo que ninguém esperava. — A família Zion vai crescer.

Um silêncio denso tomou a sala. Mauro franziu o cenho, Aaron inclinou levemente a cabeça, esperando mais.

— A Mariana está grávida — completei, com o queixo erguido. — E se Deus permitir, esse será o novo sangue que manterá nossa linhagem viva. O futuro Don... ou a futura Dona... da Zion.

— Caralho… — murmurou Mauro, com um meio sorriso, pasmo.

— Meus parabéns, Don Ezequiel — disse Mauro, com a mão fechada sobre o peito, respeitoso.

— Vai ser lindo — sussurrou Samira, emocionada, enquanto abraçava Mari.

— Não estou apenas anunciando uma criança. Estou anunciando que esse império que construí não vai terminar comigo.

Fitei cada um deles, firme.

— Aquele que ousar ameaçar essa família… que tente. Vai cair antes de dar o primeiro passo.

Aplausos explodiram. A celebração era real, mas o respeito... esse era absoluto.

Eles não viam um homem apaixonado. Eles viam o Don… anunciando sua herança.

E eu, por dentro, era só o pai.

O homem que, depois de toda uma vida feita de escuridão… finalmente viu a luz.

No meio da sala, os olhos de Safira brilharam antes mesmo de qualquer palavra ser dita. Ela levou as mãos à boca, emocionada, e caminhou em direção à filha com passos trêmulos.

— Minha menina… — sussurrou, puxando Mariana para um abraço apertado. — Um bebê, Mariana… Um filho seu…

A voz dela saiu embargada, entre soluços. — Você venceu tudo isso. Sobreviveu. E agora vai trazer uma nova vida ao mundo. Ai meu Deus! Vou ser avó!

Amir, que raramente deixava as emoções transparecerem, apenas ficou parado por alguns instantes, como se o mundo tivesse parado ao redor. Depois se aproximou devagar, colocando a mão no ombro de Mariana.

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