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Aquela que o Don não pôde deixar partir romance Capítulo 196

Capítulo 196

Mariana Bazzi

Uma semana tinha se passado desde o casamento de Sara e Aaron. Tudo parecia finalmente em paz. Até meu celular tocar.

— Alô? — atendi, enquanto ajeitava a blusa em frente ao espelho.

— Filha… — a voz da minha mãe soava aflita — estou na casa dois com o Amir. Aconteceu uma coisa com aquela moça nova… a Emilly. Ela está em crise e a doutora Samira não está. A Sara também… bem, está de lua de mel. Não sei o que fazer!

— Mãe, calma. Tô indo pra aí agora. Fica com ela, mas não encosta nela se estiver muito agitada.

Ezequiel, que estava organizando uns papéis ao lado, me olhou ao ouvir meu tom.

— Aconteceu algo?

— A Emilly tá em crise. A Samira não está, e minha mãe tá lá. Vou ver isso. Você me encontra depois lá? Lembra que hoje tenho pré-natal…

Ele assentiu, já pegando o casaco.

— Passo lá sim. Vai com calma. Qualquer coisa me liga.

Peguei a chave da Limusine que usava nos deslocamentos curtos e dirigi até a casa dois. O trajeto parecia mais longo do que era de verdade. Quando estacionei e entrei, ouvi barulhos vindos de um dos corredores. Vomitado no chão. Passos apressados. Vozes.

Ao virar o corredor, vi Emilly encolhida no canto, tremendo, o rosto pálido e os olhos cheios de pavor. Estava com as mãos cobrindo os ouvidos, e vomitava entre soluços. Um dos soldados tentava ajudar, sem saber como se aproximar. Do outro lado, vi meu pai se aproximando, preocupado. E minha mãe, nervosa, de mãos atadas.

— Mãe! — chamei com firmeza — Tira os soldados daqui. A Emilly tem androfobia! Não pode ficar perto de homem quando entra em crise!

Meu pai, surpreso, recuou de imediato.

— Ah, meu Deus, não sabia disso… — murmurou.

Antes mesmo que ela tomasse a iniciativa, Amir se adiantou. O olhar dele era rápido, atento. Captou tudo.

— Soldado, retire-se. Agora. — ordenou com firmeza. — Vamos pra fora.

O rapaz obedeceu prontamente, sem questionar. Amir virou-se para mim.

— Mariana, posso reorganizar a ronda. Deixo homens só na área externa. Pode confiar. Você chegou a contratar algumas agentes femininas?

Assenti, já me agachando com cuidado ao lado de Emilly.

— Sim. Elas chegam ainda hoje à tarde. Já deixei tudo pronto. Elas vão cuidar da segurança interna. Pode contar com isso.

Minha mãe colocou a mão no ombro do meu pai, sinalizando para que fossem para fora.

— Vamos deixar com ela, amor. Mariana sabe o que está fazendo.

Enquanto eles saíam, inspirei fundo e me aproximei de Emilly com muito cuidado, como eu fazia com meninas vulneráveis que passaram por abusos sérios.

— Emilly… sou eu, Mariana. Tá tudo bem agora, tá? Só mulheres aqui, tá bom?

Ela mal conseguiu me encarar, mas percebi um leve aceno de cabeça.

— Eu… eu não queria vomitar no chão… — sussurrou, tremendo.

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