Capítulo 20: Dor que Não é Só Minha
Laura
Eu saí do hospital com o coração apertado, o cheiro de antisséptico ainda grudado na roupa. Minha mãe, estava mais fraca hoje. A quimioterapia tinha deixado ela pálida, os olhos fundos, o sorriso forçado quando eu segurei sua mão. Ela tentou brincar: “Filha, você está linda, acho que viver naquele lugar está te fazendo muito bem.” Mas eu via a dor nos olhos dela. E a culpa me consumia.
Todo o meu salário foi direto para o hospital. Eu transferi tudo que tinha, mas mesmo assim a dívida não diminuía. Não abateu nem mesmo um terço da dívida. Os médicos diziam que precisávamos de sessões extras, remédios mais fortes, consultas particulares para acompanhar melhor. Eu me sentia impotente.
Rafael já tinha oferecido pagar tudo, várias vezes, com aquela voz baixa e firme: “Deixa eu ajudar, Laura. Você não precisa carregar isso sozinha.” Mas eu recusei. Todas as vezes. Porque eu não queria que ele pensasse que eu estava com ele por interesse. Não queria que o dinheiro sujasse o que a gente tinha. Não queria ser mais uma mulher que via nele o bilionário salvador.
Então eu carregava sozinha. Como sempre fiz.
Cheguei em casa exausta, o corpo pesado, a mente cheia. Enzo já estava dormindo. Elena me disse que Rafael estava no escritório com uma visita do jurídico. Eu subi devagar, pensando em tomar um banho quente e tentar dormir. Mas quando passei pelo corredor, ouvi vozes baixas vindo da porta entreaberta do escritório.
Eu parei. Não queria espiar. Mas ouvi uma voz feminina, melosa, provocadora:
— Senhor Monteiro… sua boca diz uma coisa, mas seus olhos te entregam.
Meu estômago gelou. Eu empurrei a porta só o suficiente para ver.
Lá estava ele. Rafael, de pé atrás da mesa. E uma mulher loira, alta, terninho justo, mão na gravata dele, corpo inclinado para frente. Perto demais. Muito perto.
Eu não pensei. Não entrei. Não gritei. Meu peito doeu tanto que pareceu que ia rasgar. Virei e corri para o meu quarto. Travei a porta. Encostei na madeira, deslizando até o chão. As lágrimas vieram quentes, silenciosas.
Por quê? Por quê ele deixaria outra mulher chegar tão perto? Depois de tudo... Depois das promessas, dos beijos escondidos, das noites em que ele me levava à loucura só com seus beijos e as mãos em meu corpo. Porque respeitar meus limites, e prometer me esperar se... se depois ia se render a outra mulher?
Eu chorei baixinho, abraçando os joelhos. A imagem dela tocando a gravata dele não saía da cabeça. “Seus olhos te entregam.” E se ele estivesse interessado? E se eu fosse só uma distração? E se eu estivesse me iludindo achando que um homem como ele poderia se contentar comigo, uma babá ilegal, com dívidas, com um passado que eu mesma mal consigo carregar? Eu sou mesmo uma iludida. Idiota.
Eu devia ter deixado a barraqueira que vive escondida dentro de mim sair e colocado eles dois no lugar deles. Mas que direito eu tenho...
Bateram na porta. Uma vez. Duas. A voz dele, baixa, desesperada.
— Laura… abre. Por favor.
Eu não respondi. Não conseguia. Meu peito doía demais.
Ele bateu de novo.
— Laura, não foi o que parece. Abre. Deixa eu explicar.
Permaneci em silêncio. Lágrimas caindo no chão.
Mais batidas. A voz dele rachando.
— Por favor… eu não toquei nela. Eu a afastei. Eu só quero você. Só você.
Algo dentro de mim quebrou. Não raiva. Dor. Mas também saudade. Saudade dele. Saudade do jeito como ele me olhava como se eu fosse a única coisa no mundo.
Eu me levantei devagar. Girei a chave. Abri a porta.
Ele estava ali, camisa amarrotada, cabelo bagunçado, olhos vermelhos. Parecia que tinha levado um soco.
— Laura…
Eu cruzei os braços.
— Explica.
Ele entrou, fechou a porta atrás de si.
— Era Vanessa, do jurídico. Veio trazer documentos da regularização da sua família. Ela tentou… flertar. Eu a parei. Disse que era inapropriado. Eu a mandei embora. Você chegou na hora errada.
Ele tirou minha blusa devagar. Beijou meu colo, desceu para os seios. A boca dele fechou em um mamilo, sugando com cuidado, a língua circulando. Eu arqueei as costas, gemendo alto. Ele desceu mais, beijando a barriga, abrindo minha calça. Tirou tudo. Eu fiquei nua sob ele, vulnerável, mas segura.
Ele se ajoelhou entre minhas pernas. Beijou a parte interna das coxas, subindo devagar. Quando a boca dele encontrou meu centro, eu gritei baixinho. Ele lambeu devagar, depois mais rápido. Os dedos entraram em mim, curvando, encontrando o ponto certo. Eu me contorci, as mãos no cabelo dele, puxando. O prazer veio em ondas, crescendo, crescendo…
Eu gozei forte, tremendo, o nome dele nos lábios.
Ele subiu, beijando minha boca de novo, deixando eu sentir meu próprio gosto nele.
Eu sorri, ofegante. Era a primeira vez que seguiamos a diante, nós sempre pareciamos dois adolescentes. Beijos quentes. Um roçar ousado. Um toque.
Mas hoje... foi diferente.
Olhei para seus olhos cinzas, troquei nossas posições sem tirar meus olhos do dele. Passei a mão por seu peito desabotoando os botões de sua camisa.
E antes que eu perdesse a coragem, falei.
— Agora… é minha vez de te fazer se sentir bem.
— Querida, você não precisa...
O beijei antes que ele terminasse a frase, um beijo intenso mostrando toda a minha intenção.
— Amor... — falei com a boca ainda na dele, e um sorriso na voz. — Não atrapalhe meu desempenho.
Ele riu rouco, os olhos escuros de desejo. Rafael me ajudou a tirar sua camisa, ele era uma perfeição.
— Então... — ele colou os braços atrás da cabeça e me olhou de uma maneira que seu eu já não estivesse nua, só o seu olhar já me despia.
— Sou todo seu.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Babá do Herdeiro: Paixão com o Bilionário
não cosegui ler...