Capítulo 21: Minha Vez
Laura
Eu sorri contra a boca dele, sentindo o gosto do meu próprio prazer ainda nos lábios dele. Rafael estava deitado de costas na cama, braços atrás da cabeça, olhando para mim com aqueles olhos cinza que pareciam me devorar sem tocar. O corpo dele era perfeito, músculos definidos do treino diário, pele quente, a cicatriz sutil no ombro que ele nunca explicava.
Ele não estava nu ainda, vestia sua calça que estava esticada pela ereção evidente. O peito dele subia e descia rápido, e o coração dele batia tão acelerado quanto o meu.
— Então… sou todo seu — repetiu ele, voz rouca, um sorriso malicioso nos lábios. Mas eu via o desejo cru ali, misturado com paciência. Ele estava se segurando por mim. Sempre se segurava.
Eu me inclinei sobre ele, beijando devagar o centro do peito. Desci os lábios pela linha do abdômen, sentindo os músculos se contraírem sob minha boca. Minhas mãos foram para o cinto da calça, abrindo devagar, sem pressa.
Ele ergueu o quadril para me ajudar, e eu tirei tudo, calça, cueca, tudo. Ele ficou nu, duro, pulsando na minha frente. Eu parei um segundo, admirando. Era bonito. Forte. E era meu.
— Laura… — murmurou ele, voz tensa.
Eu subi de novo, beijando o pescoço dele, mordendo de leve o lóbulo da orelha.
— Shh. Deixa eu cuidar de você agora.
Minha mão envolveu ele devagar. Ele gemeu baixo, cabeça caindo para trás.
— Sua danada, isso porque disse que não sabia.
Eu comecei a mover, lenta no começo, sentindo a textura quente, a veia pulsando sob meus dedos.
— Eu disse que era inexperiente, e não que não sabia. — respondi com malícia.
Ele apertou os lençóis com força, o corpo inteiro tenso.
— Porra… Laura…
Eu sorri, aumentando o ritmo. Beijei o peito dele, desci de novo, lambendo o caminho até chegar lá. Hesitei por um segundo, lembrando que era só a segunda vez na vida que eu fazia isso, mas o desejo dele me deu coragem. Eu o tomei na boca, devagar, sentindo o gosto salgado, o calor. Ele gemeu alto, uma mão vindo para o meu cabelo, não puxando, só segurando.
— Assim… caralho, assim…
Eu suguei mais fundo, movendo a língua, a mão acompanhando o ritmo na base. Ele tremia, os músculos das coxas contraídos. Eu sentia o poder, ele estava se desfazendo por mim. Por mim.
— Laura… vou gozar… — avisou ele, voz quebrada.
Eu não parei. Aumentei o ritmo. Ele arqueou as costas, gemeu rouco, e gozou forte na minha boca. Eu engoli tudo, sentindo o tremor dele, o nome dele escapando dos meus lábios quando levantei o rosto.
Ele me puxou para cima, beijando-me com desespero, sem nojo, só desejo.
— Você… você é incrível — murmurou contra minha boca. — Eu não mereço isso.
Eu sorri, deitando ao lado dele, cabeça no peito dele.
— Você merece sim. E eu mereço você.
Ele me abraçou forte, beijando minha testa.
— Eu te amo — disse ele, baixo, como se fosse a primeira vez que admitia para si mesmo.
Meu coração parou. Depois acelerou.
— Eu também te amo — respondi, voz firme.
Ele me virou de lado, me abraçando por trás, a mão no meu ventre e disse.
— Vamos dormir assim.
— Assim? Nus? Na minha cama?
Perguntei me aninhando a ele.
— Isso mesmo. — respondeu firme.
Eu quero isso. Esse momento. Como eu queria... mas a realidade era outra. O dia passou na minha mente em um segundo. Minha mãe. O hospital. As contas. A "funcionária" abusada. O fato de eu também ser uma funcionária.
Me virei só pra encontrar os olhos dele e falei.
— Rafa, nós não podemos. E ainda precisamos...
Santa Elena... foi tudo o que veio a minha mente.
— Eu vou me trocar e logo desço, combinado?
— Combinado, podemos ir naquela loja hoje?
— Podemos sim. — falei dando um beijo em sua cabeça. — Agora desça e me espere lá na sala de TV.
— Ok! — Enzo me disse animado e desceu correndo.
— Cuidado com as escadas! — gritei mas ele nem me ouviu.
Voltei pro quarto, fechei a porta e encostei a cabeça na madeira fria soltando o ar que nem tinha notado que segurava.
Senti braços em minha cintura, e um sussurro gostoso em meu ouvido.
— Agora posso te dar bom dia?
Ele não esperou minha resposta, me virou, passou os braços por baixo da minha perna e me pegou no colo.
— Rafa!! — Chamei sua atenção. — Estamos atrasados, Enzo já está irritado, o dia já começou sabia?
Ele me jogou na cama e subiu sobre mim.
— Meu dia só começa depois que você me der bom dia.
— Bom dia. — Falei rápido.
— Assim não. — Ele falou sério.
— Então como? — perguntei com malícia.
— Vou te mostrar...
E então... ele mostrou.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Babá do Herdeiro: Paixão com o Bilionário
não cosegui ler...