Capítulo 22: Esquecemos de Avisar
Laura
Março chegou trazendo um alívio sutil no frio de Nova York. O inverno ainda mordia as manhãs, mas os dias estavam mais longos, o sol aparecia com mais frequência, e o ar parecia menos cortante. Eu sentia isso no corpo também o peso da quimioterapia da minha mãe ainda estava lá, as dívidas ainda crescendo, mas os momentos com Rafael me davam uma força que eu não sabia que tinha.
A manhã de hoje tinha sido intensa, quente, quase perigosa. Ele me pegando no colo, me jogando na cama, me beijando como se o tempo fosse acabar. Depois eu tomando as rédeas, explorando ele com confiança, sentindo o poder de vê-lo se desfazer na minha boca, gemendo meu nome rouco.
Nós tínhamos ficado nus, abraçados, suados, sussurrando promessas. Eu tinha conseguido despistar Enzo na porta. O menino nem desconfiou. Mas meu coração ainda batia acelerado só de lembrar.
Rafael foi trabalhar e o dia seguiu. Enzo estava agitado, falando sem parar sobre uma loja de brinquedos que viu no anúncio da TV. E como eu havia prometido, decidi levá-lo.
Seria bom pra mim também, precisava sair, respirar, parar de pensar em Rafael por cinco minutos. Peguei o casaco, gorro, luvas (o frio ainda pedia), e saímos.
No shopping, Enzo correu para a vitrine de carrinhos. Eu seguia atrás, rindo da energia dele. Foi quando ouvi uma voz masculina chamando.
— Enzo!
Virei. Um homem alto, moreno, sorriso fácil, se aproximava. Enzo gritou animado:
— Tio Ethan!
O menino correu para ele, pulando nos braços do estranho. Eu parei, confusa. Ethan? Eu não o conhecia. Mas Enzo o abraçava como se fosse família.
O homem ergueu Enzo no colo, rindo.
— Ei, campeão! Que surpresa boa te encontrar aqui.
Depois olhou para mim, estendendo a mão livre.
— Você deve ser Laura. Rafael fala muito de você. Ethan, melhor amigo dele desde a faculdade.
Eu apertei a mão dele, sentindo um calor subir no rosto. Ele era educado, simpático, o tipo de pessoa que transmite confiança imediata. Olhos castanhos quentes, sorriso genuíno.
A noite caiu. Ethan insistiu em nos levar para casa. Enzo dormiu no colo dele no carro. Eu sorri, vendo o homem grande carregando o menino pequeno como se fosse nada.
Chegamos na penthouse. Ethan carregou Enzo no colo, eu peguei a sacola de brinquedos novos. Entramos rindo baixo de alguma piada boba que ele fez sobre o trânsito.
Mas quando passamos pela sala principal, o riso morreu.
Rafael estava lá.
De pé no meio da sala, celular na mão, expressão fechada. Os olhos cinza estavam escuros, furiosos. O maxilar travado. Ele nos viu entrar, Ethan com Enzo dormindo no colo, eu ao lado, rindo.
O ar ficou pesado.
Ele deu um passo à frente, voz baixa e cortante.
— Até que enfim, senhorita Mendes. Pensei que teria que denunciá-la pelo sequestro do meu filho.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Babá do Herdeiro: Paixão com o Bilionário
não cosegui ler...