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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 128

Ao ver Ava atravessar a porta, Hector sente seu coração disparar, não de susto, nem de nervosismo, mas de algo que ele agora era capaz de reconhecer com clareza. Por um instante, o tempo parece desacelerar. A forma como ela caminha, o jeito sereno com que sorri, até mesmo a presença sutil de Estelle ao seu lado, tudo aquilo compõe uma cena simples, mas que para ele, tem um significado profundo.

Era como se, pela primeira vez, ele compreendesse de fato o que estava sentindo. Não era apenas desejo, nem mera admiração. Era algo que ultrapassava as barreiras do físico e das circunstâncias. Era real. Era amor.

Nunca havia experimentado aquilo. Não daquele jeito.

E naquele instante, ele sabia: não podia mais negar.

Ele se levanta imediatamente, como se algo dentro de si fosse impulsionado por um ímã invisível. Seus olhos brilham de encanto, e antes que qualquer palavra seja dita, já está próximo.

— Oras, a que devo a honra dessa agradável visita? — diz com a voz mais suave do que o habitual, parando diante das mulheres.

Levemente desconcertada, Ava sorri, mas antes que consiga responder, ele leva a mão até o seu rosto e a beija. Não era um beijo apressado ou impulsivo. Era calmo, envolvente e sentimental.

Sentindo o clima se tornar mais íntimo do que esperava, Estelle se vira com discrição e caminha até a grande janela, fingindo estar interessada na vista lá fora. Mesmo constrangida, não consegue evitar um leve sorriso.

Sentindo que aquele momento poderia facilmente se transformar em algo mais intenso do que o apropriado para o ambiente, Ava gentilmente o afasta com as mãos no peito, tentando retomar o ar que o beijo lhe tirou.

— Aqui não, Hector… — sussurra, com as bochechas levemente coradas, mas com um sorriso brincando nos lábios.

Rapidamente ele se recompõe. Então se volta para a prima.

— Gostou da vista? — ele pergunta, aproximando-se com um leve sorriso.

— Sim, é maravilhosa — ela responde, sincera, ajeitando a alça da bolsa no ombro. — Eu não me cansaria de trabalhar num lugar assim.

— Então venha — sugere, com naturalidade.

Surpresa, Estelle o encara em silêncio por alguns segundos.

— Você sabe que a minha mãe jamais permitiria — diz, num tom mais baixo.

— Estelle… você já deixou de ser uma menina há muito tempo — rebate, tranquilo.

— Não é tão simples quanto parece.

— E quanto mais o tempo passa, mais complicado se torna — observa.

Percebendo a troca entre os dois, Ava apenas caminha até uma das poltronas e se senta, sem interferir, mas atenta.

— Você sabe que, enquanto estiver sob o domínio da sua mãe, nunca será verdadeiramente livre, não é? Não terá autonomia para fazer suas próprias escolhas.

— Eu sei… — ela admite, baixando o olhar.

— Então pense com carinho. Logo, Margot se cansará deste país, e se você não tomar as rédeas da sua vida agora, vai acabar voltando com ela. E você tem talento, formação, tudo o que precisa para conquistar seu próprio espaço aqui.

— Podemos falar disso depois? — ela pede, percebendo o olhar atento de Ava.

— Claro… só não sei se teremos essa mesma privacidade outra vez — ele comenta. — Você sabe, Margot é como sua sombra.

— Vou pensar… prometo te dar uma resposta.

— Pense com carinho — reforça. — Tenho certeza de que o Mark vai gostar de saber que você vai ficar…

Ao ouvir novamente o nome de Mark, Estelle volta a fitar a paisagem além da janela. Seu olhar se perde no céu, como se buscasse respostas. Havia tanta vida ali fora… oportunidades que jamais teria se continuasse presa à sombra da mãe.

Voltando-se para a esposa, ele sorri e se senta ao lado dela.

— Estou feliz em vê-la.

— A Estelle queria vir até aqui — responde Ava. — Estávamos fazendo compras.

— Compras?

— Sim — Estelle diz, se aproximando. — A Ava me ajudou a escolher algumas peças.

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