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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 209

No aeroporto, enquanto olha para o relógio, David fica inquieto. É quase a hora do voo e Pérsia ainda não havia aparecido.

— Não acredito que aquela baixinha vai me deixar na mão — murmura, impaciente.

Quando está prestes a ligar para ela, vê-a chegando, arrastando suas malas.

— Desculpe a demora. Tive um imprevisto — diz ela, com a expressão um pouco cansada.

— Achei que fosse desistir — ele zomba.

— Eu não sou o tipo de pessoa que desiste em cima da hora. Se eu disse que iria, eu vou. Tenho palavra e sei muito bem o que é responsabilidade.

Mais uma vez, lá estava Pérsia com sua boquinha afiada.

— Vamos logo — ele diz, revirando os olhos.

Quando finalmente pousam, ajeitam suas coisas de trilha e acampamento. Um motorista os deixa no início da trilha, onde a floresta começa a engolir a estrada.

David esperava escutar a primeira reclamação da estagiária, mas, para sua surpresa, Pérsia apenas observa o caminho à frente com uma expressão neutra.

Ele a encara de soslaio e percebe que, pelo menos, ela está vestida de forma adequada: calças largas com bolsos, mochila com suprimentos, blusa de frio e botas de caminhada.

— Parece que pesquisou como se vestir. Juro que achei que viria de salto — ironiza, começando a caminhar.

— Eu não sei com que tipo de mulher o senhor está acostumado — ela rebate, sem olhar para ele — para achar que alguém viria para as montanhas usando algo do tipo.

Segurando o impulso de retrucar, ele apenas morde a língua.

“Ah, estagiáriazinha impertinente…” — pensa, respirando fundo.

Sabiam que encontrar Geraldo por ali não seria fácil, mas tinham uma pista: no fim da trilha, havia várias cabanas usadas por quem decidia ficar por mais tempo no parque. O problema era o acesso, só se chegava a pé.

— Vamos logo — David diz, começando a cortar caminho.

A trilha era íngreme, cheia de pedras e galhos caídos. Pérsia o seguiu em silêncio. Ele, de tempos em tempos, olhava para trás esperando ouvir alguma queixa da estagiária. Mas nada. Ela vinha firme, concentrada, sem demonstrar cansaço.

No meio do dia, pararam para descansar e comer. Sentados sob a sombra de uma árvore, ela abriu a mochila, pegou uma pequena refeição e comeu em silêncio. David observava, ainda intrigado com aquele comportamento tão diferente do que ele esperava dela.

Quando terminaram, voltaram a caminhar. As nuvens começaram a se fechar no céu, prenunciando chuva.

— É melhor montarmos as barracas. Em breve, vai chover — diz ele, jogando uma bolsa para ela. — Essa é a sua.

— O que é isso?

— Sua barraca, oras. Achou que dormiria em um hotel?

— Não, eu não achei isso. Mas não vou precisar dessa aqui. Trouxe a minha própria.

Surpreso, arqueou as sobrancelhas.

— Você comprou uma barraca só para vir nessa viagem?

— Não. Eu já tinha. Gosto muito dela, na verdade.

— Espera aí… você tem uma barraca de acampamento?

— Tenho.

— Por que, exatamente?

— Para acampar, oras… que pergunta mais idiota — sua última frase sai bem baixinha, mas ele consegue escutar.

Mais uma vez, ele fica visivelmente surpreso.

— Então… quer dizer que você já tem experiência com trilhas?

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