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Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 210

O céu ainda está escuro quando o alarme de David toca. Meio sonolento, ele se senta e presume que tudo ainda está escuro. Lá fora, o mundo ainda dorme. A floresta está silenciosa, exceto por alguns sons abafados da natureza acordando devagar.

Ele se espreguiça e boceja alto, mas ao se virar, percebe pela pequena janela de sua cabana que Pérsia já está de pé. Com a lanterna presa à testa, calça as botas com precisão. A mochila está pronta ao lado.

— Já de pé? — ele pergunta, coçando a nuca, ainda sem acreditar.

— Já estamos atrasados — responde, sem sequer olhar para ele. — Se quisermos pegar o Geraldo ainda no café da manhã, precisamos partir agora.

David franze a testa.

— Tem certeza de que está mesmo confortável em caminhar no escuro, no meio da floresta?

— Quem parece inseguro aqui não sou eu, senhor Smith — diz ela, pegando a mochila. — É melhor levantar. A trilha hoje é longa.

Ele a encara em silêncio. Aquela estagiária de língua afiada parece ter sumido. Em seu lugar, há uma líder nata. E isso o desestabiliza.

— Você manda — murmura, ainda surpreso, e se apressa para guardar as suas coisas.

Minutos depois, estão novamente no meio da floresta. A escuridão é cortada pelas lanternas e, conforme avançam, o céu começa a clarear suavemente atrás das montanhas.

Com passos apressados, Pérsia anda na frente. A mochila balança no ritmo do corpo e a forma como ela analisa o terreno impressiona o chefe. Parece que ela conhece cada galho, cada curva da trilha.

— Você está me surpreendendo — ele brinca.

Mas ela não responde, apenas sorri de canto, como se dissesse: “é isso mesmo que quero”.

Após uma hora de caminhada, chegam a um riacho largo, com pedras escorregadias espalhadas. A correnteza é mais forte do que aparenta.

— Vamos atravessar por aqui — Pérsia diz, tirando a lanterna da testa e prendendo o cabelo de qualquer jeito.

— Isso está escorregadio.

— Eu sei, mas a trilha continua do outro lado, veja — aponta para frente.

— Tem razão — ele diz, olhando para os lados e não vendo outro caminho. Vamos. Só toma cuidado para não cair — provoca.

— Eu não vou cair.

Sem dar espaço para mais protestos, ela pisa na primeira pedra. Vai cruzando com equilíbrio, como se fosse fácil.

David observa, boquiaberto. A forma como ela se movimenta, como o corpo dela se adapta aos obstáculos… é hipnotizante. Mas na última pedra, Pérsia escorrega e cai com um joelho na água.

— Droga — ela rosna.

Correndo até ela, pergunta:

— Você se machucou?

— Só torci o pé um pouco. Está tudo bem.

— Fica parada — ordena. — Deixa eu ver.

— Não precisa — ela rebate.

Mas ele já está abaixado na água fria, com uma mão nas costas dela, outra no tornozelo.

— Relaxa. Fica quietinha um segundo.

Mesmo constrangida, ela assente. No entanto, ver o chefe tocando-a daquele jeito a deixa descomposta.

— É só uma leve torção. Mas você não vai continuar andando com isso.

— Vai me carregar agora? — brinca.

— Exatamente.

Antes que possa protestar, David a ergue com facilidade.

Suas bochechas coram no mesmo instante.

— Não precisa fazer isso, vai acabar se cansando rápido.

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