Entrar Via

Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo romance Capítulo 213

Pérsia desperta com um peso quente sobre seu corpo. Quando abre os olhos, o dia ainda está nascendo timidamente pela fresta da janela da cabana. Por um segundo, não entende onde está. Então sente os braços fortes e firmes de David enlaçando sua cintura, o corpo dele colado ao seu e a respiração dele batendo devagar na sua nuca.

Seus olhos se arregalam.

As lembranças da madrugada explodem em sua mente como flashes: os olhares trocados, os toques, os beijos, o desejo e a entrega… Ela se mexe lentamente, tentando não o acordar, com o seu coração b**e acelerado e as bochechas ficam em chamas.

— O que eu fiz? — pensa, sentindo o nó se formar em sua garganta.

Com cuidado, consegue sair dos braços dele. Vesti-se em silêncio, tentando não pensar demais. A cada peça de roupa, a vergonha cresce, como se a noite passada tivesse revelado mais dela do que gostaria. Arruma a mochila com rapidez, evitando olhar para a cama. O impulso é sumir daquele lugar antes que David acorde.

Quando abre a porta da cabana, sente o vento frio bater no rosto. Mas não consegue dar nem dois passos.

— Pérsia? — a voz dele a alcança.

Ela se vira devagar. David está sentado na cama, sem camisa, o lençol bagunçado em volta da cintura, tapa o resto do corpo nu, que agora ela conhecia muito bem.

— O que está fazendo?

— Estou indo embora — responde firme, embora sinta que a voz sai um pouco trêmula. — Já fizemos o que tínhamos que fazer aqui. Preciso voltar para casa.

Ele franze a testa.

— Você irá sem mim?

— Por que não? Já cumpri com minhas obrigações, senhor Smith.

Sem esperar resposta, ela vira as costas e sai. No mesmo instante, David levanta tropeçando nos próprios pés, ainda tentando entender a situação. Sai da cama quase nu, segurando o lençol e corre atrás dela.

— Espera! — pede, segurando o braço dela.

Ela para, mas não o encara. Ele, por sua vez, percebe o rubor nas bochechas dela. É aí que entende: ela estava constrangida.

— Não precisa ficar assim — diz, suavizando a voz. — Somos adultos, não somos?

— Eu sei… — murmura, ainda sem o encarar. — Mas eu não costumo fazer esse tipo de coisa. Ainda mais com o meu chefe.

— Não fui o seu chefe ontem à noite! — David protesta.

— Mas agora é — ela rebate.

E se solta do toque dele, saindo em passos apressados, sem olhar para trás.

Atordoado, David tenta ir atrás dela, mas quando olha para baixo, percebe que ainda está nu. Xinga baixinho, vira-se e volta para o quarto, tropeçando no lençol e quase caindo no chão. Veste-se o mais rápido que pôde, j**a as coisas na mochila e sai novamente.

Mas Pérsia já havia sumido na trilha.

Ele quer correr atrás dela, mas sabe que precisa, antes, entregar a chave da cabana para Geraldo. Quando b**e à porta de Geraldo com impaciência, torce para ser rápido, mas Geraldo demora mais do que deveria para atender. E quando finalmente abre, vem sorridente, disposto a conversar como se tivessem todo o tempo do mundo.

— E então, rapaz? Dormiram bem? A cabana estava do jeito que imaginei?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo