Caminho Traçado - Uma babá na fazenda romance Capítulo 32

Resumo de Bônus: 32: Caminho Traçado - Uma babá na fazenda

Resumo de Bônus: 32 – Uma virada em Caminho Traçado - Uma babá na fazenda de Célia Oliveira

Bônus: 32 mergulha o leitor em uma jornada emocional dentro do universo de Caminho Traçado - Uma babá na fazenda, escrito por Célia Oliveira. Com traços marcantes da literatura Romance, este capítulo oferece um equilíbrio entre sentimento, tensão e revelações. Ideal para quem busca profundidade narrativa e conexões humanas reais.

Era manhã de sexta-feira, quando Joaquim deixou a sobrinha no trabalho e foi com Lúcia para a casa grande. Após a morte do senhor Caetano, ele se sentiu um pouco mais desocupado, já que trabalhava como motorista do velho. Como Oliver dirigia o próprio carro, ele acabou ficando responsável de levar Liana ou Túlio para algum lugar, caso precisassem de algo, no restante do dia, ajudava Lúcia na cozinha ou elaborava algo no jardim.

— A casa está um silêncio. — Joaquim falava, enquanto descascava batatas na mesa da cozinha.

— O senhor Oliver decidiu se trancar naquele quarto desde que o pai morreu, se não fosse dona Liana, nem sei o que seria dele, ela que está o ajudando a superar. — Lúcia respondeu.

— Verdade, como as coisas são irônicas, não é mesmo? O finado patrão não gostava muito da moça, mas olha só, ela aí dando todo o apoio ao filho dele, fazendo de tudo para mantê-lo de pé.

A conversa foi interrompida, por um barulho de carro que havia chegando.

Um táxi parou em frente a enorme mansão, e dele, desceu uma jovem mulher muito elegante.

— Bom dia, senhorita, em que posso ajudá-la. — Lúcia se prontificou em atender a jovem, já que não sabia se alguém da casa estava esperando por visitas.

— Bom dia, procuro por Saulo. — Sorriu gentilmente.

A mulher falou com um sotaque estrangeiro, parecia dominar pouco o português.

— A quem devo anunciar? — Lúcia perguntou.

— Me chamo Linn, sou namorada dele e acabei de chegar de Londres.

Os pelos do corpo de Lúcia se arrepiaram, pensou em como Saulo era um sem vergonha, de ter uma namorada no exterior e ainda, sim, ter a coragem de sair escondido com sua sobrinha.

Lúcia deu graças a Deus, por Joaquim não estar sabendo da história, mesmo que tivesse medo das vizinhas fofoqueiras contarem a qualquer momento.

— Por favor entre, vou avisá-lo, só um momento.

Lúcia saiu dali e foi até a sala de jantar, onde Saulo tomava café sozinho tranquilamente. Ela estava com uma cara nada boa, e se não fosse por ser empregada da casa, voaria no pescoço daquele cafajeste, que estava iludindo sua sobrinha.

— Com licença senhor, sua namorada está na sala de visitas e disse que veio vê-lo. — Por mais que estivesse sendo educada, o tom de voz de Lúcia não era nada amistoso.

Saulo, que levava a xícara de café à boca, paralisou por um momento.

— Você já está sabendo? — Perguntou sem jeito.

— Claro que sim, acha que essas coisas ficariam ocultas para sempre? — Perguntou nervosa.

— Eu ia falar com vocês hoje a noite, não queria que soubessem assim. — Se defendeu.

— Acha que aceitaríamos uma coisa dessas? Que tipo de pessoas acha que somos? — Lúcia perguntava, com os olhos incrédulos.

— Eu gosto dela, e queria muito que vocês entendessem o meu lado.

— E a Denise fica como nessa história, acha que ela nasceu para ser amante por acaso? — Falou mais alto do que devia.

— O quê? — Fez cara de surpreso.

— Eu que pergunto, o quê, senhor Saulo, minha sobrinha não é uma qualquer, para se tornar amante, não é porque ela é pobre que significa que não possui dignidade, por que fica saindo com ela, enquanto o senhor tem uma namorada no estrangeiro?

Houve um silêncio do outro lado da linha, Denise parecia assimilar o que a tia acabava de falar.

— Você tem certeza do que está falando, tia? — Sua voz ficou séria.

— Claro que tenho, tanto que quando disse a ele que a namorada estava aqui, ele arregalou os olhos, porque acabou percebendo que foi pego no flagra e agora estão discutindo na sala, numa língua embolada que eu não entendo nada.

— Tia, obrigada por falar, eu tenho que desligar agora, mas por favor, não conte nada para o tio Joaquim, tudo bem?

— Tudo bem menina, e juízo nessa sua cabecinha, viu? Não vai cair na história dele, caso ele queira te procurar mais tarde.

Após desligar o telefone, Lúcia continuou com os afazeres, até Liana aparecer, sem cumprimentar nem nada, já foi dando ordens.

— Lúcia, temos visita, então capriche no almoço e coloque a louça nova, outra coisa, mande o Joaquim buscar minhas roupas novas na capital.

— Sim senhora.

Após Liana sair da cozinha, Lúcia foi atrás de Joaquim, que estava no jardim, e já foi dando o recado da futura senhora.

— Essa mulher é uma patricinha esnobe, o sogro morreu há alguns dias e ela já estar torrando o dinheiro do namorado. — Falou para o marido.

— Fica quieta, se alguém te ouvir falando isso, ou essa conversa chegar até os ouvidos do patrão, ele te manda para a rua. Isso é problema deles, se o senhor Oliver concorda, não é problema nosso.

Joaquim entrou no carro e saiu. Antes de Lúcia voltar a entrar na casa, viu Saulo entrando em seu carro, ele deu uma olhada para Lúcia, que virou a cara imediatamente.

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