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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 174

Sexta a Noite.

O espelho do banheiro refletia uma cena digna de novela: quatro mulheres se arrumando ao mesmo tempo, rindo, cantando e testando batons como se o mundo dependesse disso.

A caixa de som no canto soltava uma música animada, e uma garrafa de vinho aberta na cômoda completava o clima de esquenta.

— Esse delineado aqui tá digno de comercial de perfume, — disse Nathalia, inclinando-se sobre o espelho com a precisão de uma cirurgiã.

— Prontas ou ainda falta uma alma indecisa?

— Eu só tô viva, não pronta. — resmungou Emma, com duas opções de vestido penduradas. — Preto ou vermelho?

Sofia, ruiva e baixinha, ajeitou os cachos volumosos e lançou um olhar maroto pelo espelho.

— Preto é seguro. Vermelho é perigoso. — sorriu. — E sinceramente, hoje é sexta-feira… quem precisa de segurança?

— Essa menina tá muito soltinha ultimamente. — Nathalia provocou, levantando a taça de vinho com elegância. — Deve ser culpa das aulas de dança que eu recomendei.

As risadas preencheram o quarto.

Eloise, morena de pele quente e olhar marcante, sentada na beira da cama, calçava as sandálias enquanto observava o caos alegre das amigas.

— Eu ainda tô tentando entender como vocês me convenceram a sair. — disse, fingindo indignação. — E pior: meu pai ainda incentivou.

— Relaxa, princesa da planilha. — Nathalia piscou, servindo mais vinho para todas. — Seu pai pediu pra gente “viver”. Tô só cumprindo ordens médicas.

Elas brindaram entre gargalhadas, enquanto a música aumentava.

O apartamento cheirava a perfume, laquê e vinho branco gelado.

Sofia requebrava de leve com a taça na mão, Emma fazia poses no espelho, Nathalia já se filmava nos stories, e Eloise ria da bagunça, mesmo fingindo resistência.

Poucos minutos depois, Emma pegou o celular, os olhos brilhando.

— Conversando com quem, princesa do cacau? — brincou Nathalia, arqueando a sobrancelha.

— Com um príncipe… vice-presidente, talvez? — Eloise entrou no jogo, com um sorriso cúmplice.

— Ai, cala a boca. — Emma corou, digitando rápido. — Ele só perguntou quais eram meus planos pra hoje.

Eloise arregalou os olhos.

— Você não falou onde a gente vai, né?

Emma hesitou, mordendo o lábio.

— …Ops. Falei. Mas acrescentei que é “noite das garotas”. Ele não vai aparecer.

Nathalia gargalhou alto.

— Claro que não, imagina! Um homem apaixonado jamais apareceria do nada num bar só porque sabe onde a mulher tá… — ironizou, arrancando risadas das outras.

— Sem chance dele ir. — Sofia comentou, distraída, enquanto passava batom. — E ainda levar o amigo… o ex da nossa amiga. O mesmo que humilhou ela publicamente? Duvido.

Todas se calaram por um segundo, até Nathalia soltar:

— Meu Deus, a Sofia — falou rindo. — Sem usar a lógica hoje.

Todas prontas.

Eloise escolheu um vestido preto de cetim, com as costas nuas e que revelava mais do que permitia.

O cabelo solto, em ondas naturais, caía pelos ombros, e o brilho dourado da pele contrastava com o tecido escuro.

O tipo de elegância que não gritava — sussurrava.

A cada movimento, ela exalava uma mistura de força e mistério que ninguém fingia ignorar.

Nathalia, loira e dona de uma autoconfiança que chegava antes dela, apostou num conjunto branco de saia drapeada e cropped de um ombro só, o tecido leve que se movia junto com ela.

O corte deixava a cintura à mostra, sensual na medida.

Nos pés, saltos nude e um perfume marcante completavam o visual.

Era o tipo de mulher que entrava em qualquer lugar e fazia o ar mudar de temperatura.

Sofia, baixinha e ruiva, decidiu desafiar qualquer definição de “discreta”.

Usava um vestido verde-esmeralda justo, de decote profundo e cintura marcada.

O tecido abraçava as curvas generosas e deixava claro que, se alguém tentasse competir em sensualidade, perderia sem chance de revanche.

Um toque de gloss e um sorriso travesso eram suas armas de guerra.

O homem sorriu, inclinando levemente a cabeça.

Camisa preta aberta até o segundo botão, mangas dobradas, e o mesmo sorriso que ele usava quando consertava um servidor e sabia que todas estavam olhando.

— Surpresa boa, não? — respondeu. — Sou um dos sócios daqui. Pedi pra servirem o melhor da casa na mesa mais bonita… e parece que já acertaram metade do pedido.

Nathalia arqueou uma sobrancelha, divertida.

— Metade?

Lucas piscou. — Faltava o drink.

As taças chegaram logo depois — coloridas, cheias de gelo, com aroma cítrico e rodelas de limão.

Lucas puxou uma cadeira e se sentou ao lado de Eloise, perto o bastante para que o perfume amadeirado dele se misturasse ao dela.

— Interessante — disse, encarando-a de soslaio. — Achei que você não podia ficar mais bonita… mas hoje me provou o contrário.

Eloise desviou o olhar, levando o copo aos lábios.

— Isso foi uma cantada disfarçada ou um bug de autoconfiança?

Nathalia gargalhou.

— Se for cantada, precisa de atualização urgente, amigo.

— Touché. — Lucas riu, levantando o copo num brinde informal. — Mas pelo menos consegui um sorriso.

O grupo caiu na risada. A música embalava o ambiente, o ritmo leve das conversas misturava-se ao som do violão, e por alguns minutos, tudo parecia simples.

Eloise até esqueceu das últimas semanas — das dores, dos impérios, das feridas.

Mas a leveza durou pouco.

Porque, de repente, o ar do bar mudou.

O burburinho diminuiu, olhares se voltaram para a entrada — e quatro silhuetas atravessaram a porta.

Quatro homens, elegantes e perigosamente atraentes, com o tipo de presença que faz qualquer mulher endireitar a postura sem perceber.

E foi assim, entre luzes quentes, música e batimentos acelerados, que os dois mundos de Eloise — o passado e o presente — se cruzaram novamente.

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