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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 142

Risadas e Sombras

Eloise cruzou as pernas no sofá e ergueu a sobrancelha, cortando a ansiedade da amiga:

— Tá, mas vamos ao que interessa. O jantar, Emma. Conta tudo.

Emma corou, mexendo nos dedos.

— Não teve nada de escandaloso, se é isso que vocês esperam. Ele foi… perfeito. Gentil, educado, um verdadeiro cavalheiro.

Nathalia riu debochada:

— Ih, já vi que tá perdida.

— Não é isso! — Emma se apressou. — É que ele não tentou nada. Não me chamou pra casa dele, não tentou beijar de qualquer jeito. Só me deixou na porta e disse que queria repetir o encontro.

Sofia suspirou, sonhadora:

— Ai, meu Deus… isso é muito mais romântico do que qualquer beijo.

Eloise sorriu, balançando a cabeça.

— Esse respeito te encantou, né?

Emma mordeu o lábio, rendida.

— Encantou. Foi como se ele dissesse, sem palavras, que eu valho a pena esperar.

Nathalia bateu palmas, teatral:

— Palmas para o nosso Thiaguinho! Um homem que sabe usar cérebro e não só… — ela parou, rindo com malícia.

— Nathalia! — Emma protestou, rindo junto.

— Que foi? Eu conheço o Thiago, ele não é assim, de querer impressionar, cavalheiro. — disse, em tom provocativo. — Então, amiga, se estiver certa, ele vai querer mais do que um jantazinho. É bom já irmos preparando os vestidos de madrinha.

Todas caíram na gargalhada, e Emma escondeu o rosto nas mãos, rindo e corando ao mesmo tempo. O clima leve contrastava com os problemas lá fora, e por um instante, parecia que nada poderia atrapalhar aquele pedaço de paz.

As sorriso ainda ecoavam pela sala quando Sofia, meio sem jeito, soltou:

— Olha… vocês falando assim, parece até fácil.

Eloise ergueu a sobrancelha.

— Fácil o quê?

Sofia abaixou os olhos para a taça de vinho e respirou fundo antes de confessar:

— Isso de sair com alguém, de se envolver… Eu nunca… — fez uma pausa, nervosa. — Eu nunca fiquei com ninguém.

O silêncio caiu por um instante. Emma arregalou os olhos, Nathalia quase engasgou com o gole de vinho.

— Como é que é? — Nathalia perguntou, incrédula.

Sem pensar, Eloise deixou escapar:

— Espera aí… você nunca saiu com ninguém, Sofia? Então… você é virgem?

O rosto de Sofia ficou vermelho até as orelhas. Ela abaixou os olhos, murmurando com a voz quase sumida:

— Sim… — admitiu, com vergonha.

As mãos dela se apertavam no colo. Apesar de estar adorando ter amigas pela primeira vez, o medo de que elas se afastassem por causa daquela revelação bateu forte no peito.

As três trocaram olhares e, de repente, todas começaram a rir juntas, mas não em deboche — era um riso cúmplice, de surpresa e carinho.

Emma foi a primeira a se recuperar:

— Sofia, isso não é problema nenhum! Só prova que você tá esperando a pessoa certa.

Eloise pegou a mão dela, apertando com carinho:

— Só se for amarrado. — Heitor retrucou, debochado. — Eu gosto é de liberdade, meu amigo. Mulher fixa só me dá alergia.

Thomas, até então em silêncio, encaixou a próxima jogada e falou com calma:

— Não é questão de prender ou de se render. É questão de encontrar alguém que faça sentido. — ele olhou para os três. — E quando isso acontece, não importa se você achava que nunca ia se apaixonar. A vida muda.

Augusto girou o copo nas mãos, observando o líquido âmbar. A voz saiu mais baixa, mas carregada de peso:

— E, quando muda, ou te salva… ou te destrói. Veja minha história.

O silêncio pairou por alguns minutos, denso. Thiago desviou o olhar, Heitor forçou uma risada sem graça e antes que pudesse soltar alguma provocação direcionada a Augusto.

Thomas, geralmente imperturbável, deixou o taco de lado e apoiou-se na mesa, a expressão séria. O silêncio pesado parecia refletir nele também.

— Eu quero encontrar alguém que eu possa dividir os planos… — disse, pausado, como quem não tinha pressa em se revelar. — Que escute quando o dia for cansativo, que não se assuste com meu jeito… peculiar.

Ele respirou fundo, pegando o copo de whisky nas mãos.

— Que não fuja… quando conhecer minhas sombras.

Heitor arqueou a sobrancelha, divertido.

— Peculiar? Esse é o eufemismo da década. — riu, balançando a cabeça. — Traduzindo: você quer alguém que aguente suas loucuras na cama e ainda sorria de manhã.

Thomas nem piscou, encarando-o de frente.

— Quero alguém que aguente quem eu sou, inteiro. — disse, seco. — O resto vem junto no pacote.

Thiago soltou um assobio baixo, surpreso com a seriedade do amigo.

— Até você tá ficando romântico, Thomas? Esse clube hoje tá virando sessão de terapia.

Augusto não riu. Apenas levou o copo aos lábios, sem tirar os olhos do vazio.

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