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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 31

Capítulo 31

Eloise observava com atenção. Conhecia as regras, sabia avaliar a força e a direção. Quando Heitor a convidou para dar uma tacada "só por diversão", ela aceitou com um sorriso sereno.

Concentrou-se, posicionou os pés com precisão e acertou a primeira tacada. Com a segunda, colocou a bola próxima do buraco.

Eloise surpreendeu a todos.

— Excelente jogada - disse Cesar

- Impressionante — Heitor, sorrindo para ela. — Você tem talento natural.

Augusto não disse nada, mas a observava em silêncio. Ela, ali, segura de si, elegante mesmo num campo de golfe, o surpreendia a cada minuto.

Ela não era apenas competente. Era instigante. Forte. E, por mais que ele tentasse se manter no controle, havia algo nela que fazia suas defesas ruírem — mesmo quando ela só segurava um taco de golfe e sorria de canto. Era definitivamente um jogo perigoso esse.

eles resolver parte para uma partida com a companhia de Eloise jogando agora. Segundo Heitor era muito talento para não ser aproveitado.

A partida seguiu equilibrada, mas no final, Eloise fez o último ponto com uma jogada limpa e eficiente.

— Vitória da senhorita Nogueira — anunciou o Cesar, entre risos.

Heitor bateu palmas devagar.

— Além de bonita, j**a melhor do que muito executivo por aqui.

Augusto apertou os dedos ao redor do taco de golfe. Respirou fundo, mantendo os olhos fixos no campo, tentando controlar o incômodo crescente. Cada elogio era como uma provocação indireta.

— Augusto, que tal almoçarmos juntos? — sugeriu Heitor. — A conversa está boa, e podemos acertar com mais calma os detalhes do projeto.

Augusto hesitou. Não queria. Não gostava da forma como Heitor olhava para Eloise, muito menos da própria sensação de ciúmes desgovernado que aquilo provocava.

Mas o projeto era importante.

— Tudo bem — respondeu, contra a própria vontade. — Vamos almoçar.

Eloise manteve a expressão neutra, mas sentia o clima entre os dois homens. A tensão era palpável.

Enquanto seguiam juntos em direção ao restaurante do clube, Augusto caminhava ao lado dela, sem dizer uma palavra. Mas ela sentia o peso do olhar dele em cada passo.

Eloise sabia que não tinha feito nada de errado.

Mas, de algum jeito, Augusto estava prestes a explodir...

E ela estava começando a entender que o controle dele era só uma ilusão prestes a ruir.

...

Eles seguiram para o restaurante do clube, um espaço elegante e sofisticado, com vista para os jardins. Sentaram-se em uma mesa redonda, estrategicamente posicionada. Augusto ocupou a cabeceira, com Eloise ao seu lado. Do outro lado, Heitor Reis, ainda com aquele sorriso confiante e olhar que insistia em pairar sobre Eloise mais do que o necessário.

Ela adorava doces, mas não queria parecer deslocada ao ser a única a pedir sobremesa.

Depois, se levantou discretamente para ir ao toalete. Assim que ela saiu de vista, Augusto se inclinou levemente sobre a mesa e falou, com a voz baixa e firme:

— Heitor, somos amigos. E agora você é meu cliente. Mas não se esqueça: não aceito que mexam no que é meu. Eloise é minha namorada. Seja prudente e mantenha limite.

"Eloise é minha namorada.”

As palavras saíram antes mesmo que ele pensasse.

Era mentira. Mas, por algum motivo, ele precisava que Heitor acreditasse nisso.

Mesmo que ela nunca tivesse concordado com esse título.

Mesmo que ele mesmo não soubesse explicar por quê.

Heitor arqueou as sobrancelhas, surpreso, mas não pareceu ofendido. Pelo contrário, sorriu com leveza:

— Augusto, sou seu amigo. E estou feliz em te ver ao lado de uma mulher tão incrível quanto a Eloise. Jamais cometeria esse erro. Somos amigos, certo?

Augusto não respondeu de imediato. Seu olhar permanecia firme, mas distante.

Porque depois de tudo que viveu... ele simplesmente não confiava mais nesse tipo de promessa.

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