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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 544

Nota da Autora.

Quando uma história termina… outra começa.

Porque, às vezes, perder alguém não significa que ela nunca foi sua.

Talvez signifique apenas que nenhum dos dois teve coragem de dizer o que sentia.

Sentimentos precisam ser falados. Precisam ser expostos.

Porque o silêncio também confunde… e pode custar caro.

O amor aparece nas grandes declarações. Mas, às vezes, ele nasce nas pequenas coisas.

Em uma conversa.

Em um olhar.

Ou até… em uma aposta que tinha tudo para dar errado.

E essa é exatamente uma dessas histórias.

Espero que vocês embarquem comigo mais uma vez…

E descubram se essa aposta vai terminar em amor — ou em desastre.

Bisous et à bientôt.

B.M

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Capítulo 1 — O Encontro às Cegas

Alana encarou o reflexo no espelho pela quarta vez.

Nada parecia ficar bom.

O vestido vinho midi marcava suas curvas na medida certa, o salto agulha deixava suas pernas mais bonitas e o cabelo castanho caía perfeitamente pelos ombros… mas ainda assim ela sentia que alguma coisa estava errada.

Ou talvez o problema fosse ela.

Nervosismo.

Ansiedade.

Possibilidade real de passar vergonha em um encontro às cegas organizado por Nathalia e Emma.

— Calma, Alana… — murmurou para si mesma enquanto respirava fundo.

Aquilo era apenas um jantar.

Um homem.

Um restaurante absurdamente caro.

Nada demais.

Pegou a bolsa antes que desistisse da ideia.

Não demorou para chegar ao endereço que Nathalia havia mandado.

O restaurante era elegante, sofisticado e intimidador no nível exato para fazê-la querer voltar para casa.

Ótimo.

Se fosse humilhada, pelo menos seria em um ambiente bonito.

Assim que entrou, uma funcionária aproximou-se com um sorriso profissional.

— Boa noite. Possui reserva?

— Boa noite. Sim. No nome de Enzo Rocha.

A mulher assentiu imediatamente.

— Claro. Queira me acompanhar. O senhor Rocha já está aguardando.

Alana seguiu a funcionária pelo restaurante, sentindo alguns olhares acompanharem sua passagem.

Ela nunca percebeu totalmente o efeito que causava nos homens.

Baixinha, dona de curvas marcantes, cintura fina e olhos verdes expressivos, carregava uma sensualidade natural. Sem esforço. Sem precisar tentar.

E Enzo percebeu isso no instante em que ela apareceu.

Sentado à mesa, ele ergueu os olhos lentamente.

Observou-a dos pés à cabeça.

Parando nos lábios dela por tempo demais.

Alana sentiu o arrepio percorrer sua nuca.

A funcionária afastou a cadeira delicadamente.

— Sua mesa, senhorita. Tenham um ótimo jantar.

— Obrigada.

Enzo levantou-se no mesmo instante.

Alto.

Bonito.

Muito bonito.

O tipo de homem que claramente sabia o efeito que causava.

— Prazer, Enzo Rocha.

A voz grave fez o estômago dela dar uma pequena cambalhota.

— Prazer, Alana Duarte.

Eles se sentaram.

Poucos segundos depois, o garçom apareceu para anotar os pedidos.

Quando ficaram sozinhos novamente, um silêncio curto instalou-se entre os dois.

Não desconfortável.

Só… curioso.

— Então… — Enzo apoiou o braço na mesa. — Nathalia e Emma praticamente me ameaçaram para eu vir.

Alana soltou uma risada automática.

E ele prestou atenção nela.

No sorriso.

No jeito como ela ria com facilidade.

— Acredito completamente nisso — respondeu divertida. — As duas juntas são perigosas.

A conversa fluiu melhor depois disso.

Começou pelo clima estranho que fazia em Cidade Norte, passou por futebol e seguiu naturalmente como se eles já se conhecessem havia mais tempo.

— Você gosta de futebol? — Enzo perguntou, genuinamente surpreso.

— Adoro assistir. Sou torcedora roxa.

Ele riu.

— Eu jogo às vezes quando sobra tempo.

— Então já imagino o ego.

— Meu ego é moderado.

— Disse todo homem com ego gigante.

Enzo soltou uma gargalhada baixa.

E pela primeira vez naquela noite, ele realmente relaxou.

O papo continuou agradável.

Porque normalmente…

ninguém recusava.

A noite terminou na frente do restaurante.

Sem beijos cinematográficos.

Sem convites aceitos.

Apenas dois beijinhos educados na bochecha.

— Foi muito bom te conhecer, Enzo — Alana disse enquanto ajeitava a bolsa no ombro.

Ele sustentou o olhar dela por alguns segundos.

— Igualmente. Espero que nos vejamos de novo.

— Talvez.

E então ela virou as costas e entrou no táxi sem olhar para trás.

Mas, no segundo em que o carro arrancou, Alana começou a rir sozinha no banco traseiro.

O taxista lançou um olhar curioso pelo retrovisor.

— Aconteceu alguma coisa boa?

Ela tentou se controlar, mas falhou miseravelmente.

— Acho que feri o ego de um homem bonito hoje.

O senhor riu.

E de fato aconteceu, algo que não acontecia em muito tempo…

E fazia muito tempo que aquilo não acontecia com Enzo Rocha…

Ele ficou parado na calçada pensando em uma mulher que tinha recusado seu convite.

Alana chegou em casa quase meia hora depois.

Assim que entrou no apartamento, tirou os saltos com um suspiro de alívio.

— Finalmente…

Jogou a bolsa no sofá, tirou o vestido vinho e prendeu o cabelo de qualquer jeito antes de vestir uma roupa confortável.

Então caminhou até a cozinha.

Pegou um pote de sorvete, uma colher e ligou a televisão na missão mais importante da noite:

Assistir um romance clichê.

Perfeito.

Exatamente do jeito que ela gostava.

Sentada no sofá, enrolada na manta, Alana escolheu seu filme favorito.

Mas, antes de apertar o play...

o rosto de Enzo Rocha apareceu em sua cabeça.

O sorriso.

A voz grave.

O jeito como ele tinha olhado para sua boca.

Alana pegou uma colherada enorme de sorvete imediatamente.

— Não começa.

Porque ela se conhecia bem demais.

E homem bonito, cozinheiro e convencido definitivamente não fazia parte dos seus planos.

Ou pelo menos era isso que ela tentava acreditar.

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