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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 175

Coincidências Perigosas

Quatro figuras atravessaram o salão, como quem comanda o próprio cenário.

Augusto Monteiro, de camisa preta e mangas dobradas, exalava poder em cada passo.

Thiago Albuquerque, sorriso malicioso e olhar que prometia confusão.

Heitor Reis, impecável, casual, com o charme de quem sabe que é observado.

E Thomas Alves, discreto, olhar de caçador que nada deixa escapar.

O quarteto caminhava lado a lado — e bastou isso para o bar inteiro silenciar por alguns segundos.

Os olhares femininos acompanharam o grupo até o fim do salão… até pararem na mesa das quatro mulheres que também os fitavam, surpresas.

Eloise sentiu o corpo reagir antes da mente entender.

O coração acelerou, as mãos gelaram.

Ela tentou parecer natural, mas o olhar de Augusto já a encontrara entre luzes e sombras.

Ele parou.

Só por um segundo — o suficiente para o ar entre os dois mudar de temperatura.

Thiago notou e sorriu de lado.

— O destino tem um senso de humor afiado, hein?

Heitor ergueu o copo.

— Eu prefiro chamar de coincidência divina.

Do outro lado da mesa, Nathalia arregalou os olhos.

— Coincidência? Ah claro, acreditamos sim, senhor Albuquerque. — disse, irônica.

Emma riu, nervosa.

— Eu juro que ele disse que não vinha!

Thiago piscou. — E você acreditou?

As risadas e provocações quebraram o gelo, mas não por muito tempo. Augusto deu um passo à frente, o olhar ainda preso em Eloise.

— Já que todos se conhecem... — disse Heitor, com naturalidade forçada. — Que tal juntarmos as mesas?

Ninguém teve tempo de responder. Em segundos, as cadeiras foram arrastadas e o destino selado:

Thiago se sentou ao lado de Emma, Heitor ao lado de Nathalia, Thomas ao lado da Sofia, e Augusto… ao lado de Eloise — que, por ironia do universo, ficou no meio entre ele e Lucas.

Lucas, sorrindo, ergueu o copo.

— Coincidências agradáveis, não é?

— Nem todas. — retrucou Augusto, o tom baixo, cortante. — Se é noite das meninas, o que ele está fazendo aqui?

O silêncio da mesa foi instantâneo.

Thiago, percebendo o ciúme estampado no rosto do amigo, se inclinou com um meio sorriso.

— Calma, chefe… ninguém aqui assinou contrato de exclusividade. — brincou, tentando aliviar, mas com um toque de provocação. — Ainda.

Heitor levantou o copo, entrando no jogo.

— Relaxa, Monteiro. Ele só tá servindo drinks. — olhou para Lucas e completou, rindo. — Não é, amigo?

Lucas sustentou o olhar de Augusto por um segundo antes de sorrir.

— Só drinks, claro. Mas alguns… causam efeito prolongado.

Eloise quis se enfiar debaixo da mesa.

Nathalia gargalhou. Emma encostou no ombro de Thiago pra conter o riso.

A música subiu, e o clima ficou carregado — entre o fogo do ciúme e o brilho da provocação.

E, pela primeira vez em muito tempo, Eloise percebeu: às vezes, o destino não precisa de ajuda para incendiar uma noite.

O som grave da música vibrava no ar — um ritmo latino, denso, que fazia o chão parecer pulsar junto com os corações.

As luzes âmbar do La Bonita giravam lentamente, e a pista de dança começava a encher.

Na mesa, o clima estava longe de ser neutro.

Augusto e Lucas sustentavam um jogo de olhares que dispensavam palavras.

De um lado, o dono de um império; do outro, o homem que ousava desafiar o seu território.

E no meio, Eloise, distraidamente girando o canudo dentro do copo, tentando ignorar o campo de guerra invisível entre os dois.

— Então, Eloise… — a voz de Lucas quebrou o silêncio, suave, quase inocente. — Me concede uma dança?

Os olhos dele buscaram os dela com calma, confiança e um toque de provocação.

Ela hesitou por um instante, olhou para Nathalia, que já sorria feito cúmplice.

— Vai, mulher. Uma dança não mata ninguém. — sussurrou.

Ela deu um gole no drink e, ao ritmo da música, começou a dançar, sem levantar da cadeira — só o quadril se movendo, sutil, mas suficiente pra fazê-lo perder o compasso por um segundo.

Thomas, por outro lado, mantinha o foco em Sofia, que observava a pista com um sorriso tímido.

— Você parece mais confortável analisando do que participando. — comentou ele, divertido.

— Eu sou boa observando. Dançar exige… — ela hesitou. — Coragem.

Thomas inclinou a cabeça.

— Então vamos fingir que é uma missão de observação em campo. Eu te conduzo.

Ela riu, corando.

— Venha, pode confiar. — retrucou ele, levantando-se e estendendo a mão.

E quando ela aceitou, o sorriso tímido virou luz.

Na mesa, Thiago e Emma já estavam em outro universo.

Riam, trocavam olhares que diziam tudo o que as palavras poupavam.

Ele se inclinou, os dedos brincando com uma mecha do cabelo dela.

— Se continuar me olhando assim, eu vou esquecer que estamos num bar.

— Então esquece. — ela sussurrou, os olhos brilhando.

Ele não precisou de outro convite.

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De volta à pista, a música mudou.

O ritmo diminuiu, o toque ficou mais próximo.

Augusto girou Eloise devagar, a mão em sua cintura, o olhar firme como promessa.

— Achei que tinha perdido isso. — murmurou.

— O quê? — ela perguntou, sem fôlego.

— O direito de te tocar sem precisar de palavras.

Por um segundo, ela esqueceu de responder.

E quando a música terminou, o silêncio entre eles foi mais alto que qualquer aplauso.

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