O caminho até o hospital pareceu durar cinco minutos… e cinco horas ao mesmo tempo.
Heitor dirigia com as duas mãos firmes no volante, atento a cada respiração de Laís ao lado dele. O nervosismo ainda estava estampado no rosto, mas agora ele tentava controlar melhor.
Tentava.
Porque, a cada contração, o coração dele praticamente parava junto.
— Ai… — Laís apertou forte a mão dele quando outra contração veio.
Heitor olhou imediatamente para ela.
— Respira, meu amor. Respira comigo.
Ela tentou.
Mas o desconforto já começava a aumentar de verdade.
Assim que chegaram ao hospital, enfermeiros rapidamente ajudaram Laís até o quarto enquanto Heitor seguia ao lado dela sem soltar a mão dela em nenhum momento.
Nem por um segundo.
O quarto foi preparado rapidamente, e o clima de urgência misturado com expectativa deixava tudo ainda mais intenso.
— Meu Deus… justo hoje ele resolveu vir — Laila falou assim que entrou no quarto ao lado de Henrique.
Os dois chegaram quase correndo.
Henrique ainda parecia assustado com a velocidade que tudo tinha acontecido.
— Achei que ainda faltava tempo — ele murmurou.
Laís tentou sorrir entre uma respiração e outra.
— Sebastian decidiu fazer surpresa igual ao pai.
Heitor apontou imediatamente.
— Mas essas coisa stem que conversa com o papai, Sebastian.
Aquilo arrancou uma pequena risada dela.
E ele sentiu o peito aliviar só por ouvir aquele som.
Não demorou muito para as amigas começarem a chegar também.
Eloise.
Nathalia.
Emma.
Sofia.
Alana.
O quarto foi ficando cheio aos poucos, tomado por vozes ansiosas, comentários nervosos e tentativas constantes de deixar Laís tranquila.
Até que, algumas horas depois…
Lurdes e Joelma também apareceram.
A expressão emocionada de Lurdes mudou imediatamente ao ver o filho sentado ao lado da cama segurando a mão de Laís enquanto ela respirava fundo durante outra contração.
O tempo começou a passar diferente dali em diante.
Mais lento.
Mais pesado.
As contrações ficaram mais intensas.
Laís já demonstrava cansaço visível.
E Heitor…
Começava a sentir medo de verdade.
O tipo de medo que aperta o peito sem pedir licença.
Lurdes percebeu imediatamente.
Porque mãe percebe.
Ela se aproximou devagar do filho e tocou o ombro dele com calma.
— Filho… vem comigo pegar um café.
Heitor olhou para ela como se não quisesse sair dali.
Então Lurdes virou para Laís com um sorriso suave.
— Eu já devolvo ele.
Laís assentiu levemente, claramente cansada demais para protestar.
No corredor, o silêncio entre mãe e filho durou alguns segundos enquanto caminhavam até a máquina de café.
Foi Lurdes quem falou primeiro.
— Eu sei que você está com medo.
Heitor abaixou os olhos imediatamente.
Porque estava.
Muito.
Lurdes segurou delicadamente o braço dele antes de continuar:
— Mas eu quero que você lembre de uma coisa… passa confiança pra sua mulher.
A voz dela saiu firme.
Segura.
— Porque ela também está com medo.
Os olhos dele subiram lentamente.
— E agora ela precisa de você mais do que nunca.
Lurdes sorriu pequeno.
— Precisa do homem protetor. Do marido que segura a barra quando tudo parece assustador.
O silêncio caiu entre eles novamente.
Mas dessa vez diferente.
Mais forte.
Heitor puxou a mãe para um abraço apertado sem pensar duas vezes.
— Quando eu voltar praquele quarto… — a voz dele saiu baixa — eu vou ser mais do que esse homem.
Fechou os olhos por um instante.
— É isso que minha família precisa.
Os olhos de Lurdes se encheram de orgulho imediatamente.
Ela apenas acariciou o rosto dele com carinho.
— Seu pai teria orgulho de você.
Aquilo atingiu direto.
Fundo.
Mas, pela primeira vez…
Não doeu.
Depois do café, os dois voltaram para o quarto.
E foi exatamente nesse momento que duas enfermeiras entraram no ambiente.
O clima mudou imediatamente.
Uma delas sorriu de forma profissional antes de anunciar:
— Ela está pronta para ir para a sala de parto.
O silêncio tomou conta do quarto.
O coração de Heitor disparou.
A enfermeira então olhou diretamente para ele.
— O senhor vai acompanhar?
Heitor nem hesitou.
Segurou imediatamente a mão de Laís, entrelaçando os dedos nos dela.
— Sim.
Os olhos dele encontraram os dela.
Firmes.
Presentes.
Apaixonados.
— Sempre ao lado da minha mulher.
A enfermeira sorriu discretamente.
— Então pode vir comigo para se trocar. Minha colega vai levar ela para a sala.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...