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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 541

O caminho até o hospital pareceu durar cinco minutos… e cinco horas ao mesmo tempo.

Heitor dirigia com as duas mãos firmes no volante, atento a cada respiração de Laís ao lado dele. O nervosismo ainda estava estampado no rosto, mas agora ele tentava controlar melhor.

Tentava.

Porque, a cada contração, o coração dele praticamente parava junto.

— Ai… — Laís apertou forte a mão dele quando outra contração veio.

Heitor olhou imediatamente para ela.

— Respira, meu amor. Respira comigo.

Ela tentou.

Mas o desconforto já começava a aumentar de verdade.

Assim que chegaram ao hospital, enfermeiros rapidamente ajudaram Laís até o quarto enquanto Heitor seguia ao lado dela sem soltar a mão dela em nenhum momento.

Nem por um segundo.

O quarto foi preparado rapidamente, e o clima de urgência misturado com expectativa deixava tudo ainda mais intenso.

— Meu Deus… justo hoje ele resolveu vir — Laila falou assim que entrou no quarto ao lado de Henrique.

Os dois chegaram quase correndo.

Henrique ainda parecia assustado com a velocidade que tudo tinha acontecido.

— Achei que ainda faltava tempo — ele murmurou.

Laís tentou sorrir entre uma respiração e outra.

— Sebastian decidiu fazer surpresa igual ao pai.

Heitor apontou imediatamente.

— Mas essas coisa stem que conversa com o papai, Sebastian.

Aquilo arrancou uma pequena risada dela.

E ele sentiu o peito aliviar só por ouvir aquele som.

Não demorou muito para as amigas começarem a chegar também.

Eloise.

Nathalia.

Emma.

Sofia.

Alana.

O quarto foi ficando cheio aos poucos, tomado por vozes ansiosas, comentários nervosos e tentativas constantes de deixar Laís tranquila.

Até que, algumas horas depois…

Lurdes e Joelma também apareceram.

A expressão emocionada de Lurdes mudou imediatamente ao ver o filho sentado ao lado da cama segurando a mão de Laís enquanto ela respirava fundo durante outra contração.

O tempo começou a passar diferente dali em diante.

Mais lento.

Mais pesado.

As contrações ficaram mais intensas.

Laís já demonstrava cansaço visível.

E Heitor…

Começava a sentir medo de verdade.

O tipo de medo que aperta o peito sem pedir licença.

Lurdes percebeu imediatamente.

Porque mãe percebe.

Ela se aproximou devagar do filho e tocou o ombro dele com calma.

— Filho… vem comigo pegar um café.

Heitor olhou para ela como se não quisesse sair dali.

Então Lurdes virou para Laís com um sorriso suave.

— Eu já devolvo ele.

Laís assentiu levemente, claramente cansada demais para protestar.

No corredor, o silêncio entre mãe e filho durou alguns segundos enquanto caminhavam até a máquina de café.

Foi Lurdes quem falou primeiro.

— Eu sei que você está com medo.

Heitor abaixou os olhos imediatamente.

Porque estava.

Muito.

Lurdes segurou delicadamente o braço dele antes de continuar:

— Mas eu quero que você lembre de uma coisa… passa confiança pra sua mulher.

A voz dela saiu firme.

Segura.

— Porque ela também está com medo.

Os olhos dele subiram lentamente.

— E agora ela precisa de você mais do que nunca.

Lurdes sorriu pequeno.

— Precisa do homem protetor. Do marido que segura a barra quando tudo parece assustador.

O silêncio caiu entre eles novamente.

Mas dessa vez diferente.

Mais forte.

Heitor puxou a mãe para um abraço apertado sem pensar duas vezes.

— Quando eu voltar praquele quarto… — a voz dele saiu baixa — eu vou ser mais do que esse homem.

Fechou os olhos por um instante.

— É isso que minha família precisa.

Os olhos de Lurdes se encheram de orgulho imediatamente.

Ela apenas acariciou o rosto dele com carinho.

— Seu pai teria orgulho de você.

Aquilo atingiu direto.

Fundo.

Mas, pela primeira vez…

Não doeu.

Depois do café, os dois voltaram para o quarto.

E foi exatamente nesse momento que duas enfermeiras entraram no ambiente.

O clima mudou imediatamente.

Uma delas sorriu de forma profissional antes de anunciar:

— Ela está pronta para ir para a sala de parto.

O silêncio tomou conta do quarto.

O coração de Heitor disparou.

A enfermeira então olhou diretamente para ele.

— O senhor vai acompanhar?

Heitor nem hesitou.

Segurou imediatamente a mão de Laís, entrelaçando os dedos nos dela.

— Sim.

Os olhos dele encontraram os dela.

Firmes.

Presentes.

Apaixonados.

— Sempre ao lado da minha mulher.

A enfermeira sorriu discretamente.

— Então pode vir comigo para se trocar. Minha colega vai levar ela para a sala.

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