O Limite do Controle.
A respiração dos dois se misturava. Eloise deu um passo para trás, confusa com o turbilhão que sentia — amor, raiva, desejo, tudo junto.
Mas antes que ela dissesse qualquer coisa, a voz de Lucas soou atrás:
— Belo espetáculo, Monteiro. — disse com um meio sorriso, o tom carregado de ironia. — Mas a próxima dança… é minha.
Augusto girou o rosto, o olhar verde faiscando.
Eloise sentiu o ar novamente pesar.
Lucas deu um passo atrás, observando os dois, e seu sorriso desapareceu por completo.
Os olhos escureceram.
Havia algo frio ali — algo que ninguém naquela mesa seria capaz de prever.
Enquanto o quarteto voltava para suas cadeiras e o som da banda enchia o bar, Lucas permaneceu imóvel, os dedos apertando o copo até o gelo rachar.
Um pensamento, simples e venenoso, se formou dentro dele:
“Ele sempre tira tudo o que é meu.”
E o sorriso que surgiu em seguida era calmo demais para não ser perigoso.
___
O bar fervia.
As luzes giravam num tom âmbar, as risadas se misturavam ao som da música e ao barulho dos copos sendo batidos no balcão.
Na mesa das meninas, o clima era outro — leve, libertador, quase contagiante.
Elas já não falavam de trabalho, de problemas ou de homens.
Era só música, risada e o tilintar dos copos de tequila.
— Arriba, abajo, al centro... — começou Nathalia, rindo alto, o copo erguido.
— O mundo gira e a gente gira junto se continua assim. — completou Emma, já animada, batendo o copo na mesa.
Sofia gargalhava, os olhos brilhando.
Eloise, com o rosto corado e o sorriso solto, levantou o copo.
— Um brinde… à sexta-feira, à tequila e à liberdade!
As quatro gritaram juntas:
— SALUD!
Os copos se chocaram, o sal escorreu nos dedos, e o limão veio na sequência — rápido, ardente, libertador.
A música mudou.
O ritmo ficou mais lento, quente, com batidas graves e insinuantes.
Um som latino tomou o ambiente — “Pachanga”, “Bachata” ou qualquer coisa que deixava o corpo responder sozinho.
O público aplaudiu quando a banda improvisou, e o bar se transformou em pista.
Eloise levantou rindo, o cabelo caindo sobre os ombros, os olhos brilhando sob as luzes âmbar.
— Vamos, meninas! — gritou.
No meio da pista, a tequila já fazia efeito:
Os movimentos ficaram mais soltos, o riso mais alto, o olhar mais livre.
O corpo de Eloise acompanhava o ritmo — quadris marcando a batida, a fenda do vestido abrindo conforme ela girava.
Os olhares masculinos seguiram o movimento, mas apenas um deles parecia realmente importar.
Augusto Monteiro.
Da mesa, ele observava — o copo esquecido na mão, o maxilar tenso.
Cada risada dela parecia um desafio.
Cada rebolado, uma provocação feita sob medida.
Quando Eloise olhou por cima do ombro e encontrou o olhar dele, sorriu.
Um sorriso provocante, intencional.
Ela virou, o corpo se movendo no ritmo da música, o quadril marcando o compasso, o olhar preso no dele.
Era um jogo perigoso — e ela sabia.
Thiago deu um tapa no ombro de Augusto, rindo:
— Se segura, irmão. Vai acabar invadindo o palco.
Mas ele não respondeu.
Levantou.
A música continuava, quente, o refrão ecoando pelo salão.
Eloise dançava, o cabelo bagunçado, a pele reluzindo sob as luzes.
Quando ele chegou perto, o cheiro do perfume dela o atingiu — doce, inebriante, perigoso.
Augusto inclinou-se, a voz baixa, mas firme:
— Já chega, Eloise. Vamos embora.
Ela virou o rosto, o sorriso ainda nos lábios, os olhos faiscando.
— Você não manda em mim.
O tom foi leve, mas o olhar era puro desafio.
— Não estou mandando. — ele retrucou, os olhos descendo pelo decote das costas nuas. — Estou pedindo.
— Mal disfarça. — ela respondeu, dando um passo para trás, rebolando com provocação. — Tá acostumado a controlar tudo, mas aqui… — ela apontou para o próprio peito. — Aqui você não manda mais.
As batidas da música marcaram o silêncio que se seguiu.
Ele deu um passo à frente, ela não recuou.
O ar entre os dois era eletricidade pura.
— Quer apostar? — ele murmurou, a voz grave, quase roçando a pele dela.
Eloise sorriu, o olhar queimando.
— Apostar implica em perder. E eu… não pretendo perder de novo.
E saiu da pista com um giro lento, deixando o perfume e o caos para trás.
Augusto ficou parado, o corpo rígido, o olhar escuro.
Thiago, rindo, levantou o copo da mesa:
Girou, o cabelo solto, a pele brilhando sob as luzes.
E, por um instante, esqueceu de tudo — das dores, do orgulho, até dele.
Mas “ele” nunca esquecia dela.
Augusto se aproximou, o corpo firme, o olhar faiscando.
O perfume amadeirado dele misturou-se ao dela, e por um segundo o mundo pareceu parar.
Eloise virou de frente, o sorriso travesso ainda nos lábios.
— O que foi, Augusto? Vai me multar por dançar demais?
Ele falou baixo, a voz carregada de controle prestes a se romper:
— Já chega. Vamos embora.
Ela riu, um som doce e provocante.
— Você de novo com isso? Já te disse… — os olhos dela brilharam, desafiadores. — Você não manda em mim.
A música mudou, o ritmo mais lento, o toque mais íntimo.
Eloise girou mais uma vez, mas antes que pudesse se afastar, Augusto segurou firme em sua cintura, puxando-a contra ele.
— O que pensa que está fazendo?! — ela sussurrou, o coração disparado.
— Acabando com esse espetáculo. Antes que você me mate. — a voz dele era baixa, porém cortante.
Nathalia, rindo, virou para Emma:
— Ih, lá vem o arrastão do chefe.
Heitor, rindo, murmurou:
— E o homem perdeu o controle.
Antes que alguém pudesse intervir, Augusto a conduziu pela pista, a mão firme em sua cintura, os passos longos, dominantes.
Eloise tentou se soltar, mas o toque dele misturava raiva e desejo — e, no fundo, ela sabia que estava lutando contra algo que também a atraía.
— Me solta, Augusto! — disse, mas a voz vacilou.
— Com prazer… — ele respondeu, inclinando-se até o ouvido dela. — Assim que a gente sair daqui.
Ele praticamente a arrastou para fora do bar, ignorando olhares curiosos e risadinhas abafadas.
Atrás deles, Thiago ergueu o copo, rindo:
— E é assim que termina uma noite tranquila.
Nathalia suspirou teatralmente.
— Alguém avisa o segurança que o furacão levou a bailarina.
Emma, divertida, tomou o resto do drink.
— Eu só espero que ela volte viva.
Sofia olhou para Thomas, que não tirava os olhos da porta.
— Ou apaixonada.
Ele sorriu de canto.
— O que, sinceramente, dá no mesmo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...