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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 176

O Limite do Controle.

A respiração dos dois se misturava. Eloise deu um passo para trás, confusa com o turbilhão que sentia — amor, raiva, desejo, tudo junto.

Mas antes que ela dissesse qualquer coisa, a voz de Lucas soou atrás:

— Belo espetáculo, Monteiro. — disse com um meio sorriso, o tom carregado de ironia. — Mas a próxima dança… é minha.

Augusto girou o rosto, o olhar verde faiscando.

Eloise sentiu o ar novamente pesar.

Lucas deu um passo atrás, observando os dois, e seu sorriso desapareceu por completo.

Os olhos escureceram.

Havia algo frio ali — algo que ninguém naquela mesa seria capaz de prever.

Enquanto o quarteto voltava para suas cadeiras e o som da banda enchia o bar, Lucas permaneceu imóvel, os dedos apertando o copo até o gelo rachar.

Um pensamento, simples e venenoso, se formou dentro dele:

“Ele sempre tira tudo o que é meu.”

E o sorriso que surgiu em seguida era calmo demais para não ser perigoso.

___

O bar fervia.

As luzes giravam num tom âmbar, as risadas se misturavam ao som da música e ao barulho dos copos sendo batidos no balcão.

Na mesa das meninas, o clima era outro — leve, libertador, quase contagiante.

Elas já não falavam de trabalho, de problemas ou de homens.

Era só música, risada e o tilintar dos copos de tequila.

— Arriba, abajo, al centro... — começou Nathalia, rindo alto, o copo erguido.

— O mundo gira e a gente gira junto se continua assim. — completou Emma, já animada, batendo o copo na mesa.

Sofia gargalhava, os olhos brilhando.

Eloise, com o rosto corado e o sorriso solto, levantou o copo.

— Um brinde… à sexta-feira, à tequila e à liberdade!

As quatro gritaram juntas:

— SALUD!

Os copos se chocaram, o sal escorreu nos dedos, e o limão veio na sequência — rápido, ardente, libertador.

A música mudou.

O ritmo ficou mais lento, quente, com batidas graves e insinuantes.

Um som latino tomou o ambiente — “Pachanga”, “Bachata” ou qualquer coisa que deixava o corpo responder sozinho.

O público aplaudiu quando a banda improvisou, e o bar se transformou em pista.

Eloise levantou rindo, o cabelo caindo sobre os ombros, os olhos brilhando sob as luzes âmbar.

— Vamos, meninas! — gritou.

No meio da pista, a tequila já fazia efeito:

Os movimentos ficaram mais soltos, o riso mais alto, o olhar mais livre.

O corpo de Eloise acompanhava o ritmo — quadris marcando a batida, a fenda do vestido abrindo conforme ela girava.

Os olhares masculinos seguiram o movimento, mas apenas um deles parecia realmente importar.

Augusto Monteiro.

Da mesa, ele observava — o copo esquecido na mão, o maxilar tenso.

Cada risada dela parecia um desafio.

Cada rebolado, uma provocação feita sob medida.

Quando Eloise olhou por cima do ombro e encontrou o olhar dele, sorriu.

Um sorriso provocante, intencional.

Ela virou, o corpo se movendo no ritmo da música, o quadril marcando o compasso, o olhar preso no dele.

Era um jogo perigoso — e ela sabia.

Thiago deu um tapa no ombro de Augusto, rindo:

— Se segura, irmão. Vai acabar invadindo o palco.

Mas ele não respondeu.

Levantou.

A música continuava, quente, o refrão ecoando pelo salão.

Eloise dançava, o cabelo bagunçado, a pele reluzindo sob as luzes.

Quando ele chegou perto, o cheiro do perfume dela o atingiu — doce, inebriante, perigoso.

Augusto inclinou-se, a voz baixa, mas firme:

— Já chega, Eloise. Vamos embora.

Ela virou o rosto, o sorriso ainda nos lábios, os olhos faiscando.

— Você não manda em mim.

O tom foi leve, mas o olhar era puro desafio.

— Não estou mandando. — ele retrucou, os olhos descendo pelo decote das costas nuas. — Estou pedindo.

— Mal disfarça. — ela respondeu, dando um passo para trás, rebolando com provocação. — Tá acostumado a controlar tudo, mas aqui… — ela apontou para o próprio peito. — Aqui você não manda mais.

As batidas da música marcaram o silêncio que se seguiu.

Ele deu um passo à frente, ela não recuou.

O ar entre os dois era eletricidade pura.

— Quer apostar? — ele murmurou, a voz grave, quase roçando a pele dela.

Eloise sorriu, o olhar queimando.

— Apostar implica em perder. E eu… não pretendo perder de novo.

E saiu da pista com um giro lento, deixando o perfume e o caos para trás.

Augusto ficou parado, o corpo rígido, o olhar escuro.

Thiago, rindo, levantou o copo da mesa:

Girou, o cabelo solto, a pele brilhando sob as luzes.

E, por um instante, esqueceu de tudo — das dores, do orgulho, até dele.

Mas “ele” nunca esquecia dela.

Augusto se aproximou, o corpo firme, o olhar faiscando.

O perfume amadeirado dele misturou-se ao dela, e por um segundo o mundo pareceu parar.

Eloise virou de frente, o sorriso travesso ainda nos lábios.

— O que foi, Augusto? Vai me multar por dançar demais?

Ele falou baixo, a voz carregada de controle prestes a se romper:

— Já chega. Vamos embora.

Ela riu, um som doce e provocante.

— Você de novo com isso? Já te disse… — os olhos dela brilharam, desafiadores. — Você não manda em mim.

A música mudou, o ritmo mais lento, o toque mais íntimo.

Eloise girou mais uma vez, mas antes que pudesse se afastar, Augusto segurou firme em sua cintura, puxando-a contra ele.

— O que pensa que está fazendo?! — ela sussurrou, o coração disparado.

— Acabando com esse espetáculo. Antes que você me mate. — a voz dele era baixa, porém cortante.

Nathalia, rindo, virou para Emma:

— Ih, lá vem o arrastão do chefe.

Heitor, rindo, murmurou:

— E o homem perdeu o controle.

Antes que alguém pudesse intervir, Augusto a conduziu pela pista, a mão firme em sua cintura, os passos longos, dominantes.

Eloise tentou se soltar, mas o toque dele misturava raiva e desejo — e, no fundo, ela sabia que estava lutando contra algo que também a atraía.

— Me solta, Augusto! — disse, mas a voz vacilou.

— Com prazer… — ele respondeu, inclinando-se até o ouvido dela. — Assim que a gente sair daqui.

Ele praticamente a arrastou para fora do bar, ignorando olhares curiosos e risadinhas abafadas.

Atrás deles, Thiago ergueu o copo, rindo:

— E é assim que termina uma noite tranquila.

Nathalia suspirou teatralmente.

— Alguém avisa o segurança que o furacão levou a bailarina.

Emma, divertida, tomou o resto do drink.

— Eu só espero que ela volte viva.

Sofia olhou para Thomas, que não tirava os olhos da porta.

— Ou apaixonada.

Ele sorriu de canto.

— O que, sinceramente, dá no mesmo.

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