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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 178

Amor na Chuva.

O ar pareceu vibrar entre eles.

Eloise deu um passo à frente. Ele não se moveu.

A ponta dos dedos dela subiu pelo peito dele, sentindo o calor da pele por baixo da camisa.

Cada toque era uma lembrança — um pedido, uma confissão.

Quando os lábios se encontraram, foi lento. Não havia pressa, apenas necessidade.

Era um beijo que falava de saudade, de promessas quebradas e de uma paixão que insistia em não morrer.

As mãos dele deslizaram pela cintura dela, desenhando um caminho que conheciam bem.

O corpo de Eloise respondeu no mesmo compasso — entre suspiros e tremores.

A cidade lá fora desapareceu.

Só existiam eles — o som do coração, o toque, o reencontro.

Augusto a segurou com cuidado, como se ela fosse, ao mesmo tempo, força e fragilidade.

— Eu te procurei em tudo — ele sussurrou contra a pele dela. — Em todos os lugares… só me sinto bem aqui. Com você nos meus braços.

Eloise o olhou, os olhos brilhando, e o puxou de volta num beijo profundo, intenso.

Não havia mais espaço para mágoa, só para o desejo que pulsava entre os dois.

O mundo pareceu girar devagar — roupas se desfazendo, carícias virando confissões.

Cada toque era um “me perdoa”.

Cada respiração, um “eu te amo”.

Quando finalmente se entregaram um ao outro, foi como se o tempo tivesse parado.

Não havia mais culpa, nem orgulho, nem medo.

Apenas a certeza silenciosa de que, apesar de tudo, ainda pertenciam um ao outro.

Eloise sentiu as mãos dele se entrelaçarem às dela, o corpo colado, o olhar fixo — um amor que falava mais alto que qualquer palavra.

E ali, entre beijos e promessas murmuradas, eles se amaram — com a saudade acumulada, com a intensidade de quem se perdeu e se encontrou no mesmo instante.

Augusto passou os dedos pelo rosto dela, traçando o contorno dos lábios num gesto quase reverente.

Eloise encostou a cabeça no peito dele, sentindo o coração bater sob a pele quente.

Nenhum dos dois sabia o que viria depois.

Mas, por uma noite, deixaram que o amor vencesse a dor.

A respiração deles se misturava, quente e urgente.

Augusto encostou a testa na dela, o olhar firme, como se a desafiasse a fugir — e ela não fugiu.

Num movimento lento, ele a ergueu nos braços. Eloise soltou um suspiro que era meio riso, meio rendição.

— O que está fazendo? — perguntou, entrecortada.

— Levando você pra onde o mundo não existe — respondeu, a voz rouca, o olhar cravado nela.

A porta de vidro se abriu, e o ar frio da noite os envolveu.

O terraço estava coberto de gotas — a chuva fina que antes parecia distante agora os recebia inteira, molhando pele, cabelo, respiração.

Eloise riu, o som doce e incrédulo misturado ao vento.

— Você enlouqueceu…

— Só se for por você — ele murmurou, antes de beijá-la de novo.

Eloise segurou o rosto dele entre as mãos, e o beijo que veio depois foi tudo o que ambos vinham evitando: intenso, profundo, desarmado.

Augusto a ergueu com facilidade, e o movimento fez o coração dela disparar.

A parede fria contrastava com o calor do toque dele.

Eloise entrelaçou suas pernas na cintura dele, e então os corpos se moveram com uma urgência silenciosa — um diálogo de respirações, mãos e gemidos.

Ela o sentiu inteiro, presente, dominando cada espaço, cada pensamento.

A chuva lavava o passado, enquanto eles se reencontravam por inteiro.

A água caía mais forte, mas já não importava.

Naquele terraço, sob o céu cinzento, o mundo deles se reduziu à pele, respiração e desejo.

Não havia mais o homem frio e a secretária contida — apenas Augusto e Eloise, despidos de medo, entregues um ao outro como se o tempo tivesse parado ali.

E ali, no terraço encharcado, entre trovões e promessas silenciosas, o amor deles se fez de novo — puro, feroz e inegável.

Quando a tempestade começou a ceder, Eloise ainda estava em seus braços.

Os dois ofegavam, rindo baixinho, como quem sobreviveu ao próprio caos.

Augusto encostou o queixo no topo da cabeça dela e sussurrou:

— Eu esperei tanto por isso… por você.

Ele sorriu — um sorriso pequeno, mas verdadeiro.

A chuva ainda caía, suave, enquanto os dois permaneciam ali — abraçados, molhados, inteiros.

A tempestade tinha passado.

Mas o que havia entre eles, não.

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