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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 179

No Ritmo do Coração

O ar frio da madrugada cortava o calor do bar. As risadas se misturavam ao som distante de carros e passos apressados.

Os seis saíram juntos — passos meio tortos de tequila, corações acelerados por motivos diferentes.

Thiago e Emma seguiram primeiro, de mãos dadas e sorrisos cúmplices.

Heitor insistiu em levar Nathalia, alegando que “mulher bonita não anda sozinha à noite”.

E Thomas, sem discutir, apenas olhou para Sofia.

— Eu te levo. — disse, a voz firme, sem espaço para objeção.

Sofia hesitou, mas assentiu.

— Tudo bem… obrigada.

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No carro, o silêncio era quase confortável.

O rádio tocava algo suave, e as luzes da cidade passavam pelos vidros como flashes de um filme lento.

Thomas dirigia com uma calma que não combinava com o homem que costumava intimidar até criminosos.

De vez em quando, lançava um olhar discreto na direção dela — Sofia, pequena no banco ao lado, o rosto voltado para a janela, os dedos brincando com a barra do vestido.

— Você parece tensa. — comentou num tom baixo.

— Não… é só o vinho. — respondeu com um sorriso tímido.

Thomas riu de leve.

— É, o vinho… e a companhia de um policial armado.

Ela o olhou, surpresa, e acabou rindo também.

A risada dela era leve, e aquilo o desarmou mais do que qualquer confissão.

Poucos minutos depois, o carro parou em frente ao prédio dela.

Thomas saiu primeiro e deu a volta, abrindo a porta do lado dela — um gesto simples, mas cheio de respeito.

Sofia desceu devagar, o vestido roçando as pernas, o vento bagunçando os fios ruivos que escapavam do coque.

— Obrigada por me trazer. — disse, com um olhar sincero.

Thomas se aproximou um pouco mais.

— Eu faria isso quantas vezes fosse preciso. — respondeu, e a voz dele soou mais grave do que pretendia.

Por um instante, o mundo pareceu suspenso.

Sofia levantou o olhar e o encontrou — de perto, o homem de expressão dura parecia menos inatingível.

Os olhos castanhos dele tinham algo que ela nunca tinha notado antes: calma e desejo, na mesma medida.

Ele hesitou. Depois, deu um passo à frente.

Os dedos tocaram o rosto dela, o polegar desenhando o contorno do queixo.

— Posso? — perguntou, a voz quase um sussurro.

Ela não respondeu com palavras — apenas fechou os olhos.

O beijo veio lento, firme, cheio de cuidado. Ganhou intensidade.

E no instante seguinte, Thomas sentiu o corpo dela enrijecer.

Ela o segurou pelos ombros, sem força, e se afastou num sobressalto.

— Eu… eu preciso entrar. — disse rápido, a voz trêmula.

Thomas deu um passo atrás, surpreso.

— Ei… tá tudo bem?

Sofia balançou a cabeça, nervosa.

— Sim, é só… é melhor eu subir. Boa noite, Thomas.

Ela entrou apressada, sem olhar pra trás.

A porta do prédio se fechou com um clique leve, deixando-o sozinho na calçada.

Por alguns segundos, ele ficou parado, tentando entender o que acabara de acontecer.

Então, como um estalo, percebeu — o jeito dela, o susto, o tremor.

Sofia não era apenas reservada. Era inexperiente.

Thomas passou a mão pelos cabelos, respirando fundo.

Um meio sorriso cansado surgiu.

— Bonito, Alves… — murmurou pra si mesmo. — Você conseguiu assustar a única mulher que realmente mexeu com você.

Entrou no carro. O motor ronronou baixo na madrugada.

O beijo veio em seguida — quente, intenso, cheio de saudade acumulada.

Ela o agarrou pela camisa, puxando-o com uma fome que não era só desejo, mas entrega.

Thiago respondeu na mesma medida, mas com uma ternura que contrastava com o fogo entre eles.

Cada toque era uma confissão.

Cada suspiro, um “finalmente”.

Ele a conduziu pelo corredor até o quarto, sem pressa — os corpos se encontrando em um ritmo que alternava urgência e carinho.

O beijo entre eles parecia uma conversa longa, feita de promessas silenciosas e perdões não ditos.

Emma riu baixinho quando ele a girou, deitando-a na cama.

— Cuidado…

— Sempre. — ele respondeu, a voz rouca. — Com você, sempre.

As mãos dele exploraram o contorno do corpo dela com reverência, como se memorizassem cada traço.

E quando os olhares se encontraram de novo, não havia mais pressa — apenas o ritmo natural de dois corações que finalmente batiam no mesmo compasso.

A chuva começou a cair lá fora, batendo nas janelas como aplausos suaves.

E dentro do quarto, o mundo se reduziu a pele, respiração e o nome um do outro.

Era desejo, sim — mas era amor em estado bruto.

O tipo de amor que nasce da cumplicidade, cresce na verdade e se consome em silêncio, sem precisar provar nada a ninguém.

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Horas depois, o apartamento estava mergulhado em penumbra.

Emma adormecera com a cabeça sobre o peito dele, os dedos entrelaçados.

Thiago, desperto, traçava linhas imaginárias no ombro dela, como quem desenha um futuro.

Sorriu, baixinho, e murmurou:

— Eu te encontrei no meio do caos… e agora não quero me perder mais.

Lá fora, a chuva continuava.

Mas ali, naquele quarto, só existia calma.

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