Entrar Via

Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 182

Verdades e Promessas

Ela apoiou os cotovelos na mesa, respirou fundo e disse com seriedade:

— Então… já que somos amigas de verdade, eu não queria falar isso agora, mas também não vou esconder. E muito menos deixar a Eloise mentir por minha causa.

O silêncio caiu na hora.

Emma franziu o cenho, confusa.

— O que foi, Nathalia?

Nathalia passou a língua nos lábios, nervosa.

— Emma… me desculpa. — disse, olhando-a nos olhos. — Há alguns dias eu me encontrei, por acaso, com o seu pai.

Emma piscou, surpresa.

— O quê? Como assim, com o meu pai?

Eloise estendeu a mão e segurou a dela, em apoio.

Nathalia respirou fundo.

— A gente se encontrou sem querer, de verdade. Não sei se foi coincidência, mas da minha parte foi.

Emma ficou imóvel, o olhar preso nela.

— E… o que aconteceu?

Nathalia abaixou um pouco o olhar.

— A gente conversou muito. — confessou. — Acabamos jantando juntos, bebemos vinho… no fim da noite ele me deixou em casa.

Emma soltou um suspiro, tentando entender.

— Ufa… mas algo me diz que o que eu tô imaginando não para por aí.

Nathalia hesitou. Eloise apertou mais forte a mão dela, em silêncio.

— Naquela noite, não aconteceu nada. — continuou. — Foi bom, divertido… a conversa fluiu. Mas eu sabia quem ele era, e foi estranho. Eu não falei nada, não porque quis esconder… só não soube como.

Sofia, mais recatada, tentou aliviar o clima.

— Acho que seria uma situação esquisita pra qualquer uma.

Nathalia assentiu, a voz saindo trêmula.

— Ontem, quando cheguei no meu apartamento… ele estava lá.

O silêncio ficou mais denso.

— E aconteceu. — disse por fim, sem fugir do olhar das amigas. — Eu tava um pouco bêbada, tinha tensão no ar, tesão… e acabou acontecendo.

Eloise abaixou a cabeça. Emma continuava imóvel, como se o cérebro tentasse digerir as palavras.

Nathalia piscou rápido, nervosa.

— Amiga, me desculpa. Eu não quero esconder nada de vocês. Só quero ser sincera, como sempre fomos umas com as outras.

Emma levou a mão à boca, respirando fundo.

Por um instante, ninguém disse nada.

O ar entre elas pesou — não de raiva, mas de choque, de um silêncio que cabia muita coisa dentro.

Emma ficou em silêncio por alguns segundos, tentando processar o que acabara de ouvir.

Não havia raiva — só um nó apertado no peito, uma mistura de surpresa e preocupação.

Ela respirou fundo e olhou para Nathalia, a voz saindo calma, mas firme:

— É… estranho, sabe? — admitiu. — Mas eu não tô com raiva de você, Nath. Só… preciso digerir tudo isso.

Nathalia abaixou o olhar, parecendo pequena pela primeira vez em muito tempo.

— Foi coisa de uma noite. — disse baixinho, como se tentasse convencer a si mesma. — Não vai acontecer de novo, eu juro.

Emma assentiu, os olhos marejando.

— Eu só quero que você tome cuidado.

Ela respirou fundo, encarando o vazio por um instante antes de continuar:

— Eu amo o meu pai, ele é o melhor pai do mundo. Perfeito… como pai.

A voz falhou um pouco.

— Mas ele não presta pra mulher. Não depois do que aconteceu com a minha mãe. — confessou, com tristeza sincera. — Faz mais de vinte anos, e ainda é vergonhoso dizer isso, mas… ele só usa as mulheres. Nunca me apresentou uma em um relacionamento sério.

O silêncio caiu entre elas.

Sofia e Eloise se entreolharam, surpresas.

Nathalia mordeu o lábio, tentando não chorar.

Emma enxugou discretamente uma lágrima e forçou um sorriso leve:

— Só não quero ver você se machucar, Nath. O senhor Ricardo tem esse costume. Já vi mulheres fazerem loucuras por ele… e não quero ver a minha amiga passar por isso.

Ela estendeu a mão sobre a mesa. — E obrigada por não esconder de mim.

Nathalia soltou um suspiro trêmulo e sorriu fraco.

— Ufa… achei que você fosse me odiar.

— Nem se eu quisesse. — Emma respondeu, rindo baixinho. — A gente é um pacote.

Eloise respirou fundo, olhando para cada uma delas.

— Então vamos prometer uma coisa, todas nós. Mesmo que um dia pareça doer, mesmo que achemos que a outra vai se magoar, a gente sempre fala a verdade. Sempre.

Emma colocou a mão no centro da roda.

— Eu prometo.

Uma a uma, as outras fizeram o mesmo.

— Eu prometo. — disseram, quase em uníssono.

Sofia riu e completou:

— As insubstituíveis.

— As insubstituíveis. — repetiram juntas, entre risos e olhos marejados.

E assim, entre confissões, gargalhadas e um pacto silencioso de amor e lealdade, a tarde seguiu no clube — com as quatro amigas rindo, conversando e lembrando que, no fim, o que as mantinha unidas era exatamente isso:

a verdade e o amor incondicional entre elas.

___

O sol já começava a descer no horizonte quando Augusto mandou a mensagem no grupo dos rapazes:

“Clube, 18h. Rodada por minha conta.”

— Literalmente. — Thomas respondeu, frustrado. — Depois percebi que ela é inexperiente. E o problema é… — fez uma pausa, coçando a nuca — vocês sabem do que eu gosto. E talvez ela não vá gostar.

Heitor tentou disfarçar o riso.

— O policial dominador tá com medo de assustar a ruivinha? Essa é nova.

Augusto apoiou o copo na mesa e falou com firmeza:

— Thomas, se você tá realmente gostando dela, o caminho é simples: conversa.

Thomas franziu o cenho.

— Conversar sobre isso?

Thiago completou:

— Sim, cara. — apontou com o copo. — Se ela nunca teve nada disso do seu mundo, você pode guiá-la. Com calma. Sem pressão. E, se for pra dar certo, vai ser porque ela vai confiar em você.

Thomas assentiu, pensativo.

— Talvez vocês tenham razão.

Heitor, sorrindo, levantou o copo.

— Eita, que vocês tão muito cupidos pro meu gosto.

Thiago virou-se pra ele, provocando:

— Só tá zoando porque a Nathalia tá te fazendo de gato e sapato.

Os outros caíram na gargalhada.

Heitor ergueu as mãos, teatral:

— Eu? Sou um homem paciente. Tô só esperando o momento certo pra ela perceber que resistir a mim é perda de tempo.

Thomas riu baixo.

— Pelo andar da carruagem, ela vai perceber… no Natal.

— Engraçadinho. — Heitor retrucou, jogando um guardanapo nele. — Mas anota aí: essa mulher ainda vai cair de amores por mim.

Thiago levantou o copo em tom de brinde.

— Então brindemos: a mulheres impossíveis, corações complicados e amigos idiotas.

Augusto sorriu de canto e completou:

— E a segundas chances.

Os copos se chocaram, o som ecoando no ar.

O clima voltou a ficar leve — piadas, provocações, histórias de bar e risadas sinceras.

Mas, no fundo, entre os goles e o som do jazz tocando ao fundo, cada um deles sabia que aquela noite era mais do que uma simples confraternização.

Era o início de uma nova fase.

Augusto estava decidido a reconquistar Eloise.

Thiago finalmente entendia o amor.

Thomas enfrentaria seus medos.

E Heitor… bem, ele ainda tinha Nathalia.

E uma aposta silenciosa de que o impossível, às vezes, só precisava de insistência.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário