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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 184

Segunda de Recomeços

A segunda-feira amanheceu preguiçosa, com o sol filtrando pelas cortinas e o cheiro de café invadindo o apartamento de Emma.

Ela riu sozinha ao ver Thiago tentando lidar com a cafeteira, o cabelo bagunçado e a camisa meio aberta.

— Isso devia ser considerado perigoso — disse, segurando uma xícara.

— O quê? — ele perguntou, distraído.

— Você, de manhã. — respondeu, sorrindo.

Ele riu, pegando a caneca das mãos dela e puxando-a pela cintura.

— Então se acostuma, porque pretendo repetir esse café mais vezes.

O beijo veio leve, acompanhado do aroma de café e da certeza silenciosa de que, por enquanto, estava tudo bem.

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Próximo dali, Eloise e Nathalia também dividiam o início do dia — uma mesa farta, duas canecas fumegantes e risadas preguiçosas.

O clima era leve, uma pausa rara entre tempestades.

Até que a campainha tocou.

Nathalia foi abrir e encontrou, no corredor, um enorme buquê de flores — rosas brancas e lírios entrelaçados, com um cartão preso entre as fitas douradas.

— Olha, parece que o cupido não tirou folga. — brincou Eloise, arqueando a sobrancelha.

Nathalia riu, surpresa, enquanto abria o bilhete.

> “Nem toda história precisa começar certa para terminar bonita.

— Heitor Reis.

O sorriso dela veio sem esforço.

— Esse homem vai me enlouquecer. — murmurou, com um brilho novo nos olhos.

Eloise riu, balançando a cabeça.

— Você adora um desafio.

— E você também, só finge que não. — retrucou Nathalia, com olhar cúmplice.

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Mais tarde, já na empresa, Eloise estava concentrada diante do notebook.

O código do projeto unindo a VisionLab e a MonteiroCorp avançava, linha por linha.

O coração dela, embora ainda marcado, batia mais calmo.

As palavras das amigas ecoavam em sua mente, leves e sinceras:

"A gente só foge do que teme... e você só teme o que sente."

Eloise suspirou, sorrindo de canto.

Talvez fosse isso.

Não havia mais para onde correr — e, no fundo, ela sabia:

por mais que tentasse, nunca conseguiria fugir de Augusto Monteiro.

___

O relógio da sala marcava nove da manhã quando Antônio Mello atendeu a ligação.

O tom da voz do outro lado era frio, profissional — o tipo de conversa que não se tem em viva-voz.

Ele ouvia em silêncio, o olhar distante, tamborilando os dedos sobre a mesa de mogno.

Cada palavra parecia uma peça colocada no tabuleiro: contratos, acordos, faturas, nomes.

Um plano meticulosamente traçado.

Quando a ligação terminou, Antônio encostou-se na poltrona, satisfeito.

O sorriso que surgiu era o mesmo que precedia tragédias.

À mesa, Márcia observava em silêncio, os olhos cansados e o cigarro esquecido no cinzeiro.

Ela conhecia aquele olhar.

Sabia que, sempre que Antônio parecia calmo, era porque alguma coisa terrível estava prestes a acontecer.

— Está muito quieta. — ele comentou, levantando-se.

— É o cheiro da tua consciência queimando. — respondeu ela, amarga.

Ele riu, pegou o paletó, ajeitou o relógio no pulso e caminhou até a porta.

— Hoje estou de ótimo humor, aliás.

— E o motivo? — ela perguntou, com ironia.

— Notícias boas, minha querida. Não quero ficar nessa casa sentindo o cheiro da tua amargura.

Bateu a porta antes que ela respondesse.

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Minutos depois, já no carro, Antônio ajustou o paletó e pegou o celular.

O tom da voz mudou — agora era outro tipo de ligação.

— Quero duas meninas. — disse, direto. — Jovens, bonecas. Preciso comemorar.

Do outro lado, apenas um “sim, querido”.

Demorou menos de quarenta minutos para o telefone da recepção tocar novamente.

Outra entrega.

Pouco depois, o elevador se abriu — e lá estava o segundo buquê.

Dessa vez, lírios azuis e hortênsias, envoltos em papel acetinado e fita de seda.

O bilhete dizia:

> “Vermelho não combina com azul.

— Mas nós dois, sim.”

O escritório inteiro riu, e Eloise levou as mãos ao rosto, sem saber se ria ou chorava.

— Ele é louco.

— Louco por você. — respondeu Patrícia, sorrindo.

Heitor, fingindo inocência, levantou o copo de café:

— Só não diga que o homem não tem estilo. Porque ele acabou de ganhar o prêmio “Gestos de Reconquista do Ano”.

Eloise suspirou, olhando as flores — o vermelho da paixão e o azul da calma.

Dois opostos, assim como eles.

E pela primeira vez desde aquela noite, ela sorriu de verdade.

O fim da tarde chegou, o sol começava a se pôr sobre os prédios de Cidade Norte.

O aromas suaves do café da tarde se misturavam ao som dos teclados, quando Eloise levantou os olhos da tela e respirou fundo.

— Pronto. — murmurou, aliviada. — Projeto finalizado.

Álvaro, que passava por trás da mesa, parou de imediato.

— Terminou?

— Sim. Todas as simulações e ajustes estão prontos. Só falta a apresentação executiva.

Ele abriu um sorriso satisfeito.

— Excelente, Eloise. Eu aviso o Heitor para marcar uma reunião.

Eloise assentiu, tentando parecer calma.

Mas, no fundo, o coração dela acelerou.

Porque agora, depois das flores, dos bilhetes e de tudo o que ainda sentia, ela sabia:

o reencontro com Augusto Monteiro era apenas questão de tempo.

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