Ele abriu a porta do apartamento, entrou, e só a colocou no chão quando estavam diante de uma porta preta… que Sofia nunca tinha visto aberta.
Thomas girou a chave.
A porta se abriu.
E o ar mudou.
Completamente.
O cômodo era quase totalmente escuro.
Paredes pretas, iluminação indireta, discreta.
Argolas de aço fixadas em pontos estratégicos.
Prateleiras com acessórios organizados com precisão.
E no centro…
Uma cama grande, com lençóis vermelhos que contrastavam com tudo ao redor.
Sofia ficou muda.
Thomas ficou atrás dela.
— Esse é o meu quarto secreto.
Um pedaço de mim que ninguém conhece.
— E agora… é nosso.
Ela virou o rosto um pouco, sem conseguir esconder o impacto.
Thomas se aproximou.
Devagar.
Como um predador cuidadoso.
— Você se lembra da palavra de segurança?
Sofia sentiu o estômago aquecer.
O corpo inteiro vibrar.
— Sim, senhor.
Thomas congelou por meio segundo.
O “senhor” saiu natural.
Instintivo.
Correto.
Ele sorriu — aquele sorriso torto, perigoso, satisfeito.
— Boa garota.
Sofia sentiu a pele esquentar dos pés à cabeça.
Ela vinha pesquisando.
Lendo.
Querendo entender aquele universo.
E descobriu algo importante:
Ela queria aquilo.
Queria com ele.
Queria daquele jeito.
Thomas percebeu.
Ele deu um passo até ela.
Depois outro.
Quando chegou perto, ergueu o queixo dela com dois dedos.
— Se em qualquer momento você quiser parar… você fala.
— A gente só faz isso porque você quer.
Porque você gosta.
Porque você me dá essa entrega.
Sofia mordeu o lábio.
— Eu quero. — disse, firme.
— Quero isso. Com você.
Os olhos de Thomas escureceram de um jeito intenso, profundo, quase reverente.
Ele tocou a alça do vestido dela.
— Posso?
— Pode.
O vestido desceu devagar.
Como se cada centímetro fosse um ritual.
Não havia pressa, apenas a eficiência de quem desembrulha um presente valioso.
Quando a última peça de roupa caiu no chão preto, Sofia se sentiu exposta, mas não vulnerável. Ela se sentia vista.
Thomas a virou de costas.
As mãos dele deslizando pela linha da coluna dela.
— Braços.
Sofia ergueu.
Ele a amarrou devagar — sem força, sem pressa.
Com precisão.
Com cuidado.
Com intenção.
Ele a guiou até a parede. O clique metálico das algemas de couro prendendo seus pulsos às argolas suspensas soou como música. Seus braços ficaram esticados, o peito projetado para frente, as costas arqueadas e oferecidas
— Tá confortável?
— Uhum.
Thomas sorriu de lado.
Ele pegou um objeto que Sofia só vira em fotos:
uma pequena tira de couro flexível, leve.
— Não vou machucar você.
— Vou marcar.
— Vou mostrar que você é minha… e que confia em mim o suficiente para isso.
Sofia sentiu um arrepio subir pela pele.
— Eu confio.
O primeiro toque não foi dor.
Foi calor.
Um estalo baixo.
Uma vibração suave na pele.
Uma onda morna subindo pela espinha.
O impacto nas costas foi agudo, uma linha de fogo instantânea. O corpo de Sofia se retesou por instinto, um arquejo escapando de seus lábios.
Sofia deixou escapar um gemido mínimo — mais surpresa do que dor. Mas, diferente de qualquer dor que ela imaginara antes, aquilo não a fez querer fugir.
Thomas sorriu.
— Boa menina.
— Relaxa.
— Sente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...