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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 292

Ele abriu a porta do apartamento, entrou, e só a colocou no chão quando estavam diante de uma porta preta… que Sofia nunca tinha visto aberta.

Thomas girou a chave.

A porta se abriu.

E o ar mudou.

Completamente.

O cômodo era quase totalmente escuro.

Paredes pretas, iluminação indireta, discreta.

Argolas de aço fixadas em pontos estratégicos.

Prateleiras com acessórios organizados com precisão.

E no centro…

Uma cama grande, com lençóis vermelhos que contrastavam com tudo ao redor.

Sofia ficou muda.

Thomas ficou atrás dela.

— Esse é o meu quarto secreto.

Um pedaço de mim que ninguém conhece.

— E agora… é nosso.

Ela virou o rosto um pouco, sem conseguir esconder o impacto.

Thomas se aproximou.

Devagar.

Como um predador cuidadoso.

— Você se lembra da palavra de segurança?

Sofia sentiu o estômago aquecer.

O corpo inteiro vibrar.

— Sim, senhor.

Thomas congelou por meio segundo.

O “senhor” saiu natural.

Instintivo.

Correto.

Ele sorriu — aquele sorriso torto, perigoso, satisfeito.

— Boa garota.

Sofia sentiu a pele esquentar dos pés à cabeça.

Ela vinha pesquisando.

Lendo.

Querendo entender aquele universo.

E descobriu algo importante:

Ela queria aquilo.

Queria com ele.

Queria daquele jeito.

Thomas percebeu.

Ele deu um passo até ela.

Depois outro.

Quando chegou perto, ergueu o queixo dela com dois dedos.

— Se em qualquer momento você quiser parar… você fala.

— A gente só faz isso porque você quer.

Porque você gosta.

Porque você me dá essa entrega.

Sofia mordeu o lábio.

— Eu quero. — disse, firme.

— Quero isso. Com você.

Os olhos de Thomas escureceram de um jeito intenso, profundo, quase reverente.

Ele tocou a alça do vestido dela.

— Posso?

— Pode.

O vestido desceu devagar.

Como se cada centímetro fosse um ritual.

Não havia pressa, apenas a eficiência de quem desembrulha um presente valioso.

Quando a última peça de roupa caiu no chão preto, Sofia se sentiu exposta, mas não vulnerável. Ela se sentia vista.

Thomas a virou de costas.

As mãos dele deslizando pela linha da coluna dela.

— Braços.

Sofia ergueu.

Ele a amarrou devagar — sem força, sem pressa.

Com precisão.

Com cuidado.

Com intenção.

Ele a guiou até a parede. O clique metálico das algemas de couro prendendo seus pulsos às argolas suspensas soou como música. Seus braços ficaram esticados, o peito projetado para frente, as costas arqueadas e oferecidas

— Tá confortável?

— Uhum.

Thomas sorriu de lado.

Ele pegou um objeto que Sofia só vira em fotos:

uma pequena tira de couro flexível, leve.

— Não vou machucar você.

— Vou marcar.

— Vou mostrar que você é minha… e que confia em mim o suficiente para isso.

Sofia sentiu um arrepio subir pela pele.

— Eu confio.

O primeiro toque não foi dor.

Foi calor.

Um estalo baixo.

Uma vibração suave na pele.

Uma onda morna subindo pela espinha.

O impacto nas costas foi agudo, uma linha de fogo instantânea. O corpo de Sofia se retesou por instinto, um arquejo escapando de seus lábios.

Sofia deixou escapar um gemido mínimo — mais surpresa do que dor. Mas, diferente de qualquer dor que ela imaginara antes, aquilo não a fez querer fugir.

Thomas sorriu.

— Boa menina.

— Relaxa.

— Sente.

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