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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 546

Enzo Rocha pegou o celular pela quarta vez em menos de cinco minutos.

Nada.

Nenhuma mensagem.

Nenhuma ligação.

Nenhuma tentativa minimamente desesperada de chamar sua atenção.

Silêncio absoluto.

Ele franziu a testa lentamente antes de bloquear a tela do aparelho.

Cinco segundos depois, desbloqueou novamente.

Nada.

— Não é possível… — murmurou sozinho enquanto apoiava o celular sobre a bancada de inox da cozinha.

Porque aquilo simplesmente não fazia sentido.

As mulheres normalmente voltavam.

Mandavam mensagem no dia seguinte.

Curtidas.

Indirectas.

Qualquer desculpa aleatória para continuar conversando.

Mas Alana Duarte aparentemente tinha evaporado da existência depois do encontro.

Aquilo começou a irritá-lo em um nível pessoal.

Enzo passou a mão no rosto enquanto tentava voltar atenção para os pedidos do almoço executivo, mas era inútil. Sua cabeça parecia presa exatamente na mesma cena da noite anterior.

O sorriso dela.

A sobrancelha arqueada.

A calma absurda ao recusá-lo.

E pior…

o jeito como tinha ido embora sem olhar para trás.

— Chefe?

Enzo ergueu os olhos imediatamente.

Um dos cozinheiros apontava para uma frigideira esquecida no fogo.

— O frango…

— Merda.

Desligou o fogo rapidamente antes que queimasse de vez.

Aquilo definitivamente não era normal.

Ele nunca errava na cozinha.

Nunca.

Mas desde o encontro com Alana, parecia incapaz de se concentrar por mais de três minutos seguidos.

O cozinheiro tentou segurar a risada.

— Tá tudo bem aí?

— Tá perfeito.

O rapaz olhou para o frango quase carbonizado.

— Claro.

Enzo lançou um olhar mortal.

— Vou para minha sala, tenho trabalho a minha espera.

Ele saiu tirado o dólmã.

Sozinho outra vez, Enzo pegou o celular de novo.

Nada.

Ele apoiou as mãos na bancada e soltou um suspiro irritado.

— Como ela ainda não me ligou?

A porta do escritório abriu sem cerimônia naquele instante.

Thiago entrou segurando alguns documentos enquanto observava Enzo olhando para o celular com expressão fechada.

O sorriso dele surgiu imediatamente.

— Ih… que cara é essa?

Enzo bloqueou a tela rápido demais.

— Nenhuma. Preocupação com o trabalho.

Thiago estreitou os olhos.

— Parece isso não. Você tá olhando o celular igual adolescente esperando resposta da ex?

— Não estou olhando o celular.

Thiago soltou uma risada nasal.

— Claro. E eu sou padre.

Jogou os documentos sobre a mesa antes de sentar-se na cadeira à frente dele.

— Espera… ontem teve o jantar com a Alana, né?

Enzo tentou parecer indiferente enquanto pegava uma caneta.

— O que tem?

Thiago ficou em silêncio por dois segundos antes de arregalar os olhos dramaticamente.

— Meu Deus… ela não caiu no papo de Dom Juan.

Enzo assinou um dos papéis com força exagerada.

— Vai trabalhar, homem. Não sei como minha irmã aguenta teu humor.

Thiago gargalhou.

— Ela me ama, cunhadão.

— Sai da minha sala.

— Tô indo, tô indo… — levantou-se ainda rindo. — Mas isso aí tem nome.

Enzo nem levantou os olhos.

— Irritação?

— Interesse.

A porta fechou antes que Enzo pudesse mandar ele calar a boca.

Silêncio.

Ele pegou o celular novamente.

Nada.

Sofia percebeu imediatamente.

Alana apoiou as costas na cadeira antes de suspirar.

— Eu gostei. O papo fluiu muito bem… mas quando ele me chamou para ir ao restaurante dele depois, eu neguei.

Sofia sorriu de lado.

— Fez bem.

Alana a observou por alguns segundos, um pouco sem jeito.

— Isso incomoda você?

Sofia franziu a testa levemente.

— Por que incomodaria?

E então ela mesma respondeu antes que Alana precisasse explicar melhor:

— Nunca existiu interesse entre mim e o Enzo. Nós sempre fomos amigos. E eu sou casada com o amor da minha vida, Alana.

A vergonha bateu imediatamente.

— Desculpa… foi uma pergunta besta.

Sofia riu baixo.

— Não foi. Acho que vocês podem se dar muito bem, na verdade. Mas eu só tenho olhos… e sempre tive… para o meu amado marido.

— Pode falar mais sobre esse amado marido. Estou gostando bastante dessa conversa.

As duas se assustaram ao ouvir a voz masculina atrás delas.

Thomas estava parado na porta com um sorriso divertido no rosto.

Sofia colocou a mão no peito dramaticamente.

— Meu Deus, Thomas!

Alana começou a rir imediatamente enquanto Thomas aproximava-se da esposa.

— O pior é que eu ouvi só a parte boa — ele comentou antes de beijar a testa de Sofia.

O ambiente ficou leve outra vez.

Aconchegante.

E por alguns segundos, Alana apenas observou os dois em silêncio.

Porque era impossível não perceber o amor ali.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, Enzo encarava uma conversa vazia no celular antes de finalmente perder a paciência.

Abriu o contato dela.

Digitou.

Apagou.

Digitou de novo.

Apagou outra vez.

Ficou olhando a tela por alguns segundos.

Então respirou fundo antes de finalmente enviar:

-> "Confesso que ainda estou tentando entender como uma mulher recusou meu crème brûlée."

Cinco segundos depois, ele se arrependeu.

— Patético — murmurou sozinho.

Mas já era tarde demais.

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