A noite no restaurante estava movimentada.
Mesas ocupadas, garçons atravessando o salão apressados, taças tilintando e conversas elegantes misturando-se ao som baixo da música ambiente.
Era exatamente o tipo de caos que Enzo normalmente adorava.
Mas naquela noite, ele trabalhava mais no automático do que por prazer.
Tentava ocupar a mente.
Esquecer o ego ferido.
Esquecer a mensagem enviada horas antes.
E principalmente esquecer o fato irritante de que Alana Duarte tinha respondido de forma provocativa… e depois desaparecido outra vez.
Aquilo já estava começando a virar questão de honra masculina.
Enzo finalizava um prato quando uma das funcionárias aproximou-se discretamente da bancada.
— Chef…
Ele ergueu os olhos rapidamente.
— Hum?
— Tem uma mulher lá fora dizendo que quer falar com o senhor.
O humor dele mudou no mesmo instante.
Um sorriso lento apareceu em seu rosto.
Então a mensagem não tinha sido em vão.
Claro que não tinha.
No fundo, ele sabia exatamente o efeito que causava.
— Acompanhe ela até a mesa reservada do canto — respondeu calmamente enquanto limpava as mãos no pano do avental. — E oferece alguma coisa para beber também.
A funcionária assentiu.
— Claro.
Ela afastou-se novamente em direção ao salão.
E pela primeira vez desde o encontro com Alana, o mau humor de Enzo diminuiu.
Porque aquilo fazia sentido.
Mulheres como ela sempre voltavam.
Talvez tivesse pensado melhor.
Talvez tivesse ficado curiosa.
Ou talvez simplesmente não tivesse conseguido parar de pensar nele.
A ideia fez o ego masculino dele voltar lentamente ao lugar.
Enzo respirou fundo antes de tirar o avental preto, entregando-o para um dos cozinheiros.
— Cinco minutos. Não deixem ninguém incendiar minha cozinha.
— Não prometo nada, chefe.
Ele ignorou a piada enquanto atravessava o corredor em direção ao salão principal.
A mesa reservada ficava em um canto mais discreto do restaurante, parcialmente escondida por uma divisória elegante de madeira escura.
Enzo já conseguia imaginar Alana sentada ali.
Provavelmente mexendo no celular.
Ou fingindo tranquilidade enquanto esperava.
Um sorriso convencido quase apareceu em seu rosto.
Mas desapareceu no instante em que ele finalmente virou a esquina da divisória.
Porque não era Alana.
Era uma mulher loira.
Linda.
Elegante.
Perigosamente acostumada àquele ambiente.
O vestido preto justo parecia desenhado no corpo dela. Os cabelos loiros perfeitamente alinhados caíam pelos ombros como em propaganda de perfume caro
Eduarda Xavier levantou os olhos lentamente ao vê-lo.
E sorriu como se já soubesse exatamente o impacto que causava.
— Sentiu minha falta, chef?
O sorriso de Enzo desapareceu devagar.
Porque a decepção veio antes do desejo.
Enzo piscou lentamente antes de recuperar a postura.
— Eduarda.
Ela apoiou o cotovelo na mesa.
— Faz tempo.
— Não tanto assim.
— Pra mim foi.
Eduarda continuou observando-o com atenção, como se tentasse descobrir alguma coisa por trás da expressão controlada dele.
Ela arqueou uma sobrancelha elegante.
Apenas silêncio.
Porque ela conhecia Enzo Rocha bem demais.
Conhecia o jeito como ele olhava para uma mulher quando queria apenas desejo.
E conhecia, principalmente, o jeito como ele fugia quando começava a sentir algo além disso.
Por isso, enquanto observava ele desaparecer pelo corredor do restaurante, um pensamento surgiu imediatamente em sua cabeça:
Tem outra mulher.
A percepção não trouxe raiva.
Trouxe curiosidade.
Quem era ela?
Porque fosse quem fosse… tinha conseguido fazer uma coisa que Eduarda nunca tinha visto acontecer antes.
Enzo Rocha dizer não.
As horas passaram rápido demais no S.T Advogados, Alana ainda estava lá.
A maioria das salas já estava apagada, deixando apenas o silêncio confortável do andar quase vazio.
Ela terminava de revisar alguns documentos enquanto tomava o terceiro café da noite.
Ou pelo menos tentava.
Porque a cada dez minutos sua atenção voltava exatamente para o celular ao lado do notebook.
Mais especificamente…
para uma mensagem.
-> Enzo: "Confesso que ainda estou tentando entender como uma mulher recusou meu crème brûlée."
Alana mordeu o canto do lábio tentando segurar o sorriso antes de bloquear a tela novamente.
Ela ainda não tinha respondido.
Mas tudo fazia parte da estratégia.
Segundo anos de estudo intensivo em dark romance, romances hot e homens fictícios emocionalmente problemáticos…
nunca se responde um homem bonito rápido demais.
Principalmente quando ele é convencido.
Ela apoiou as costas na cadeira giratória enquanto cruzava os braços, claramente satisfeita consigo mesma.
— Isso, doutora Alana Duarte… mantenha o controle da situação.
Cinco segundos depois, pegou o celular outra vez.
— Mas que droga de sorriso bonito aquele homem tinha…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...