A tarde estava linda — céu limpo, vento leve e aquele cheiro doce de flor misturado com perfume caro.
As madrinhas chegaram juntas.
Verde.
Tons diferentes, mas harmônicos.
E Sofia…
Sofia parecia saída de um quadro.
O vestido ombro a ombro caía delicado sobre os ombros, marcando a cintura do jeito certo.
O coque despojado deixava fios soltos que balançavam com o vento.
A maquiagem leve deixava ela com aquela beleza suave, quieta, impossível de ignorar.
Quando as quarto avançaram pelo corredor lateral, foi inevitável: todos olharam.
E os rapazes também.
Thiago foi o primeiro a comentar:
— Santo Deus… — disse baixo. — Essas madrinhas são maravilhosas.
Heitor riu.
Ricardo assobiou baixinho.
Mas Thomas…
Thomas só olhou Sofia.
Um olhar que dizia tudo que a boca não podia naquele momento.
Ele deu um passo à frente, ajeitando o terno preto impecável.
— Você tá linda. — disse baixinho.
Sofia respondeu com um leve aceno de cabeça.
Distante.
Contida.
Machucada.
Thiago percebeu e cutucou Thomas com o cotovelo.
— Resolve isso, cara. Vocês dois tão estranhos demais.
Thomas não respondeu.
Só respirou fundo.
A funcionária aparece apressada:
— Casal de madrinha e padrinho, por favor, nos seus lugares! Já vão entrar!
Sofia ajeitou o vestido com as mãos, evitando olhar Thomas.
Ele então estendeu o braço.
— Vem. — disse baixo, firme.
Ela hesitou um segundo.
Mas colocou a mão ali.
E quando a mão dela encostou no braço dele, Thomas inclinou o rosto devagar, quase sem mexer os lábios:
— Eu não gosto de ficar brigado com você, ruivinha.
Sofia, sem olhar diretamente:
— Então para de facilitar pras policiais que se jogam em cima de você.
A gente evita metade dos problemas assim.
A resposta entrou como um tiro controlado.
Mas antes que Thomas respondesse…
A MÚSICA COMEÇOU.
E eles tiveram que entrar.
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O casamento estava lindo.
Flores brancas.
Pétalas no chão.
Luzes quentes penduradas sobre o altar.
Eloise entrou impecável, radiante, com aquele brilho que só grávidas apaixonadas têm.
Augusto quase desmontou quando viu.
Emma chorou.
Laís também.
Nathalia tentou disfarçar limpando os olhos enquanto dizia que era só “alergia”.
Sofia sorriu vendo a amiga realizar o sonho — mas no fundo…
Seu peito estava dividido.
Uma parte explodia de alegria pela Eloise.
A outra… só queria sentir a mão de Thomas apertando a dela, dizendo que estava tudo bem.
Mas não estava.
Não ainda.
Ele ficava olhando quando achava que ela não via.
E ela desviava quando achava que ele não percebia.
Os dois se amavam.
Mas estavam presos no orgulho.
E na ferida da briga.
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A festa estava quase no fim quando Thomas se aproximou do grupo das meninas.
Seguro.
Postura impecável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...