A mesa que Enzo havia reservado ficava perto da parede de vidro, com vista para a rua arborizada. A luz do meio-dia entrava suave, deixando tudo com um brilho dourado.
As quatro se sentaram quase ao mesmo tempo, já rindo antes mesmo do garçom se aproximar.
— Chopp pra começar, né? — Emma anunciou.
— Óbvio — Nathalia ergueu a mão. — Um litrão pra mim, por favor.
— Eu quero o pequeno… — Laís começou.
— Nada de pequeno, Laís — Sofia brincou. — Hoje é dia de extravasar.
Todas riram.
O garçom anotou o pedido e logo voltou com quatro copos geladíssimos, cheios até a borda.
Emma ergueu o dela:
— Um brinde à nossa sanidade mental… que já tá indo embora.
— E à nossa ruivinha advogada em treinamento — Nathalia completou.
Sofia riu, meio tímida.
Os chopps desceram leves, gelados, perfeitos.
Logo decidiram pedir comida.
Pratos grandes, gostosos, cheios de cheiro de tempero caseiro.
Quando chegaram…
Sofia arregalou os olhos.
— Gente… pelo amor de Deus… que isso?
Ela pegou a primeira garfada.
E fechou os olhos.
— Nossa… que comida boa! Tem gosto de lar.
Laís concordou de boca cheia:
— Nossa, sim.
— Eu adoro esse lugar — Nathalia disse, suspirando. — Só lembranças boas.
Enquanto elas comiam, conversavam e riam, o clima era leve, confortável, acolhedor.
Sofia estava realmente feliz — aquele tipo de alegria tranquila que ela já estava se acostumando.
Até que o garçom apareceu novamente.
Com uma sobremesa.
Linda.
Perfeita.
Um petit gâteau com morangos e calda brilhante.
E colocou na frente da Sofia.
Ela piscou.
— Desculpa… acho que tá errado…
— Não — o garçom sorriu. — É um presente da casa. O chefe Enzo mandou entregar a senhorita.
Nathalia arregalou os olhos.
Emma levantou a sobrancelha… perigosa.
Laís quase engasgou na água.
Sofia corou imediatamente.
— Meu Deus…
Mas antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, Emma já estava se levantando.
— Já volto — disse, como quem diz “vou resolver”.
As meninas olharam umas para as outras.
— Vai dar bronca no Enzo — Laís murmurou.
— Óbvio — Nathalia respondeu. — A Emma protege ela igual galinha com pintinho.
Sofia enterrou o rosto nas mãos.
— Ai meu Deus…
Na cozinha
Emma entrou pelos fundos com a autoridade de quem tem passe livre.
Enzo estava conversando com um funcionário e virou assim que a viu.
— Ih. — ele riu. — Lá vem sermão.
Emma cruzou os braços.
— Enzo. Não complica minha vida.
Ele ergueu as mãos em rendição.
— O que eu fiz agora?
— Você sabe muito bem — Emma rebateu. — A Sofia namora, tá? E o namorado dela é um amigo nosso. Um policial. E eles são apaixonados até o talo. Não quero que ela fique desconfortável, nem quero criar clima com ninguém.
Enzo ficou sério por um segundo.
Depois sorriu — um sorriso sincero, leve.
— Emma… calma.
Eu não sabia que ela namora.
Eu jamais interferiria num relacionamento.
E nunca faria nada que prejudicasse você ou ela.
Emma abaixou um pouco os ombros.
— Não é bronca… é só aviso de amiga. Ela é preciosa pra gente.
— E eu respeito isso — Enzo respondeu, honesto. — A sobremesa foi só gentileza, não intenção.
Emma avaliou o rosto dele.
Totalmente sincero.
Suspirou.
— Tá bom. Só… cuidado. A Sofia é muito de boa, mas o namorado dela não é.
Enzo riu.
— Ah, isso eu já imaginei. O "policial" vou pegar como aviso.
Emma revirou os olhos.
— Vou voltar pra mesa. Obrigada por entender.
— Sempre maninha. Mas se ela ficar solteira...— ele sorriu.
— Enzo rocha.
---
De volta à mesa
Emma voltou como se nada tivesse acontecido e sentou.
Nathalia já tinha pego uma colher:
— E aí? Resolveu?
Emma deu uma piscadela.
— Resolvido.
Sofia, ainda vermelha:
— Eu vou comer… ou vocês vão falar mais?
— COME, RUIVA — as três disseram ao mesmo tempo.
Sofia riu.
O clima seguiu

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...