Sofia entrou na Hilux ainda rindo do que Emma havia dito segundos antes.
O vento frio bateu no rosto dela quando fechou a porta e o perfume de Thomas preencheu o carro inteiro.
Ele olhou para ela de canto.
— Bebeu muito? — perguntou com aquele sorriso de lado.
Sofia ergueu dois dedos.
— Só… um pouquinho.
Thomas riu.
Aquele riso baixo, gostoso, que ela sentia na pele.
— Você tá linda.
Ela virou o rosto para a janela, mas o sorriso a entregava.
O caminho até o prédio dele foi leve.
Thomas dirigia com apenas uma mão no volante… e a outra pousada na coxa dela, firme, quente.
Sofia não reclamou.
Pelo contrário — inclinou-se um pouco mais, respirando fundo.
Quando chegaram, ele saiu primeiro, deu a volta e abriu a porta pra ela.
— Vem aqui, ruivinha.
Ela desceu apoiando-se nele — parte porque estava levemente tonta, parte porque gostava demais do toque.
No elevador, ficaram em silêncio, mas o silêncio deles nunca foi vazio.
Era cheio.
Carregado.
Elétrico.
A porta do oitavo andar abriu.
Thomas passou o braço pela cintura dela e a levou até dentro do apartamento.
Quando a porta se fechou, ele respirou fundo.
— Você comeu direito?
— Comi… — ela disse, encostando as costas na porta.
Ele chegou perto.
Muito perto.
A mão na cintura.
O corpo colado.
O olhar firme, totalmente dela.
— Quero cuidar de você hoje. — disse, baixinho.
Sofia respirou fundo.
E então, com a coragem que só o álcool leve + a saudade permitiam, ela sussurrou:
— Eu quero… o quarto preto.
Thomas congelou.
Por um instante.
Não de raiva.
Não de choque.
Mas porque ele sabia que um pedido assim só é feito por quem confia.
Por quem deseja.
Por quem se entrega.
Ele passou o polegar no queixo dela.
— Sofia… você bebeu.
— Eu estou consciente. — ela respondeu, firme. — Eu quero você. E quero daquele jeito. Mas… leve.
Aquele “leve” desmontou Thomas.
Porque mostrava que ela sabia o limite.
Sabia pedir.
Sabia exatamente o que queria.
Ele roçou a boca na dela.
— Pede direito.
O corpo dela estremeceu.
Ela encostou os lábios no ouvido dele e sussurrou do jeito que uma submissa pede quando sabe o que está fazendo:
— Por favor, senhor… me leva pro nosso quarto.
Thomas fechou os olhos.
Perdeu o ar.
Por um segundo.
Quando abriu… não havia mais hesitação.
Ele pegou o rosto dela entre as mãos.
— Leve. — repetiu, confirmando.
— Leve. — ela disse.
Thomas tomou a boca dela num beijo lento.
Não tinha pressa.
Não tinha urgência.
Era a calma quente de quem quer sentir cada segundo.
Ele entrelaçou os dedos nos dela.
E a guiou até o quarto preto.
Mas antes de entrar, parou na porta.
— Hoje você não vai ficar presa.
— Não vai ter marca.
— É só… carinho intenso. Entendeu?
Ela assentiu.
Ele abriu.
A luz baixa acendeu.
Nada de cordas.
Nada de disciplina.
Apenas o ambiente deles.
Thomas a trouxe para perto da cama vermelha, segurou a nuca dela e disse:
— Hoje você vai sentir prazer… não dor.
— Hoje você só recebe.
— Hoje você só… aproveita.
Sofia respirou fundo.
Arrepios correram pela pele como fogo lento.
— Sim, senhor. — respondeu, suave.
E ali, naquela noite…
Thomas a deitou devagar.
Beijou cada centímetro dela com paciência.
E fizeram amor — não sessão, não domínio puro — amor com intensidade.
Um Thomas gentil…
mas firme quando ela pedia mais.
Uma Sofia entregue…
mas consciente, presente, vibrando em cada toque.
Leve.
Bonito.
Carregado de sentimento.
Era isso que aquela noite precisava ser.
Porque o que vem depois…
vai doer demais.
___
Os dias seguintes passaram como vento — rápidos, cheios, intensos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...