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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 300

A Hilux cortou a madrugada como uma lâmina.

Motor alto, farol rasgando o asfalto, o coração de Thomas batendo no mesmo ritmo frenético do painel.

O celular vibrava sem parar na mão dele.

Nathalia.

Laís.

Heitor.

Thiago.

Ele ignorou.

Não agora.

Não até ver com os próprios olhos.

Sofia não estava no apartamento.

Não estava com Emma.

Não estava com Eloise.

Então só havia um lugar para recomeçar.

A faculdade.

Thomas estacionou em frente ao campus, motor ainda ligado, e ficou por um segundo com as mãos presas no volante.

Respirou fundo.

Fechou os olhos.

E murmurou para si mesmo:

— Agora você não é namorado… — a voz saiu baixa, grave. — Você é policial. Você é investigador. Pensa, porra. Pensa.

Abriu os olhos.

E tudo voltou com nitidez.

Sofia ligou às 21h.

Aula acabava por volta das 22h.

Pelas mensagens, ela estava descendo.

Se Thomas tivesse atendido…

Ele engoliu em seco, trancando o que sentia para não enlouquecer.

Pegou o celular, abriu o mapa interno da universidade, analisou os acessos mais usados por alunos à noite.

Dois possíveis pontos de ônibus.

Dois caminhos.

Linha B e Linha Central.

A Linha B dava uma volta enorme pela cidade.

A Linha Central passava direto pela avenida principal, iluminada apenas em trechos.

Se Sofia fosse esperar…

Seria na Central.

Thomas correu para o estacionamento lateral do campus.

O vento frio acertou o rosto.

O silêncio parecia mais alto do que som.

Ele caminhou rápido, quase correndo, os olhos varrendo cada centímetro da rua.

Até que parou.

Seco.

Duro.

A bolsa.

Jogada no chão, alguns metros à frente, caída de lado como se tivesse sido arrancada no susto.

Sofia nunca — NUNCA — deixaria a bolsa cair sem pegar.

O peito dele apertou.

Ele se ajoelhou e pegou devagar, quase com reverência.

A alça estava torcida.

Um rasgo pequeno na lateral.

Carteira.

Livros.

Cadernos.

E o batom vermelho que ela usava quando queria irritar ele.

Celular não estava.

Thomas fechou a mão ao redor da bolsa, o maxilar travando de um jeito perigoso.

Olhou ao redor.

Marca de pneu no chão.

Street lights.

Prédio da direita.

Poste alto do outro lado da rua.

Câmera.

Uma câmera pública apontada direto para o ponto de ônibus.

Ele pegou o celular imediatamente.

— Policial Nelson — a voz dele estava mais fria do que inverno. — Preciso que você acesse a câmera da Rua Dorgival, poste 43, na esquina do campus… agora.

Do outro lado, ele respondeu rápido.

— Alves ? O que aconteceu?

— A SOFIA SUMIU.

A voz dele quebrou o ar.

— A câmera da Rua Dorgival. Poste 43. Eu tô enviando foto do local. Preciso do vídeo entre 21h30 e 22h15. Agora, Rui. AGORA.

O silêncio da delegada disse tudo.

— Certo. Vou acionar o centro de monitoramento — ele respondeu firme. — Me mantenha no viva-voz. Não faça nada sozinho.

Thomas respirou fundo.

Apertou o botão.

— Tarde demais pra isso.

E percorreu o trajeto como rastreador. Frio. Lógico, seguindo cada detalhe que Sofia teria visto nos últimos minutos antes de desaparecer:

• os passos até o ponto • a sombra do poste • a curva da rua

• o lugar exato onde a bolsa caiu

Alex no rádio.

— Thomas… me diz que isso é só alarme falso.

Mas ele já sabia.

Já tinha certeza.

A respiração pesou.

As têmporas latejaram.

Ele encarou o asfalto vazio — como se pudesse obrigá-lo a devolver Sofia.

E disse, baixinho:

— Eles levaram ela.

— E eu vou atrás.

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