A noite parecia comum.
Parecia.
Sofia estava na faculdade desde o fim da tarde, revisando o TCC com o professor.
Penteado preso, óculos na ponta do nariz, marcando páginas, corrigindo referências — completamente imersa no que fazia.
Quando o relógio marcou 21h, ela se despediu, guardou o notebook na bolsa e, no corredor silencioso, ligou para Thomas:
“Amor, já tô saindo… tô indo te encontrar lá embaixo.”
Caixa postal.
Ela franziu o cenho, estranhando.
— Ele deve estar em operação… — murmurou, enviando uma mensagem rápida antes de sair do prédio.
Na delegacia
A porta da sala abriu e um policial entrou apressado, segurando uma caixa média.
— Thomas, isso aqui chegou pra você. Sem remetente. Só seu nome.
Thomas ergueu o olhar do relatório.
Uma caixa cheia de papéis, pastas e documentos jogados às pressas.
Alex assobiou baixo:
— Parece ouro do caso “Ficha Suja”.
Thomas abriu a caixa.
Documentos internos.
Fotos.
Planilhas.
Mapas.
Tudo organizado demais…
entregue demais.
Ele estreitou os olhos.
— Quem mandaria isso?
Bruna, ao lado dele, inclinou-se para ver melhor.
— Ou melhor… — ela completou. — O que a pessoa ganha entregando tudo pronto?
Thomas sentiu um arrepio subir pela espinha.
Aquilo não batia.
Não fazia sentido.
Nenhum criminoso entrega provas… a menos que queira algo.
O celular dele vibrou sobre a mesa.
Bruna viu o nome na tela.
Sofia.
Ela olhou.
Pensou.
E empurrou mais papéis por cima do aparelho.
— Muito estranho mesmo… — ela murmurou, como se estivesse distraída.
— Precisamos ver se isso aqui tem algo útil.
Thomas chamou Alex para avaliar as fotos.
O celular vibrou de novo.
E de novo.
Mas ficou soterrado pela papelada.
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Lá fora — 21h50
Sofia descia as escadas do prédio da faculdade com uma colega.
— Quer carona, Sofia?
— Não, obrigada. Já estão vindo me buscar.
— Tá bom. Boa noite. Se cuida!
— Você também.
Sofia ajeitou a bolsa no ombro, respirou fundo.
O campus estava quase vazio, o vento frio da noite passando pelos corredores.
Ela dobrou a esquina em direção ao ponto de ônibus — o mesmo que usava antes de Thomas entrar na vida dela.
E foi quando viu.
Um homem.
Capuz preto.
Máscara preta.
Mãos dentro do bolso.
Passou por ela devagar.
Devagar demais.
Sofia sentiu o estômago afundar.
O instinto gritou.
Corre.
Mas não deu tempo.
Dois passos depois…
O carro preto apareceu.
Parou tão rápido que os pneus cantaram no asfalto.
A porta traseira abriu com violência.
Sofia recuou, virando para correr de volta…
Mas bateu de frente com o homem do capuz.
Ele segurou seu pescoço com firmeza e aproximou o rosto mascarado do dela.
— Boa noite, princesa.
Sofia tentou gritar.
Nada saiu.
Ele a empurrou com força pra dentro do carro.
Tão forte que bateu o joelho no banco.
A porta fechou num estrondo.
Antes de entrar, o homem virou-se para a câmera presa no poste, ergueu o dedo do meio…
E sorriu atrás da máscara.
O carro arrancou.
Sumiu na escuridão.
E a rua ficou vazia.
Completamente vazia.
Sem testemunhas.
Sem som.
Só o vento.
E uma bolsa caída no chão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...