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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 303

As viaturas frearam todas ao mesmo tempo, levantando uma nuvem de poeira grossa que engoliu o pátio abandonado. O silêncio que veio depois pareceu ainda mais ensurdecedor que as sirenes.

Atrás delas, o carro do pai de Sofia parou com a mesma violência. Armado saiu antes mesmo de desligar o motor, a respiração curta, o desespero estampado no rosto. Célia veio atrás, trêmula, agarrando o braço dele. Joel, o irmão, estacionou logo depois, correndo para cercá-la.

Os policiais bloquearam a passagem imediatamente.

— Senhor, senhora, não podem avançar! — um deles avisou, abrindo os braços.

— É a MINHA FILHA! — Armado rugiu, tentando forçar passagem. — Me deixa passar!

— Pai… — Joel segurou o ombro dele. — Eles sabem o que estão fazendo.

— Eu não vou ficar parado! — a voz dele quebrou no meio, rasgada de dor.

Nathalia correu e segurou Célia, que começara a soluçar.

— Vamos ter fé… — ela murmurou. — O Thomas vai trazer ela de volta. Ele vai.

O pátio era enorme.

Um mar de galpões antigos, todos alinhados como túmulos de concreto. Janelas quebradas. Estruturas enferrujadas. Silêncio de lugar que ninguém pisa há anos.

Thomas saiu da viatura quase tropeçando no próprio ódio.

Olhou para os galpões.

Um. Dois. Três. Vários.

Todos iguais.

Todos assustadoramente possíveis.

Bruna aproximou-se, arma já no coldre, colete ajustado.

— E agora? — ela perguntou, a voz tensa. — Ela disse número? Disse algo?

— Nada — Thomas rosnou. — Nenhuma referência, nenhuma pista. Só “trinta minutos”.

Ele passou as mãos pelo cabelo, respirando forte.

— Pensa, Thomas… pensa.

— Trinta minutos… trinta… TRINTA! — repetiu, como se a palavra pudesse abrir algum portal.

Alex chegou ao lado com o tablet tático.

— Pode ser galpão trinta. Ou seção trinta. Ou coordenada. Qualquer coisa.

Thomas apertou os olhos, tentando mapear o lugar na cabeça.

Nada.

A poeira diminuía.

O sol começava a rasgar o horizonte.

O silêncio pesado sendo cortado apenas pelo latido distante de algum cão abandonado.

Thomas andava de um lado para o outro, os olhos varrendo cada galpão.

— Trinta… trinta… — ele murmurava, quase para si mesmo. — Alguma coisa com trinta. Número. Armazém. Placa. Qualquer coisa.

Bruna tentava acompanhar o raciocínio.

— Thomas… e se não for número? E se—

Mas ela não terminou.

Porque um som estranho rasgou o ar acima deles.

E, de repente.

Um zumbido leve.

Baixo.

Metálico.

Crescente.

Nathalia, ao lado do carro dos pais de Sofia, ergueu o rosto instintivamente.

— Gente… — ela murmurou, a voz falhando. — Isso é…?

Todos olharam para cima.

Um drone.

Grande.

Profissional.

Luz vermelha piscando como um coração doente.

Ele pairava a poucos metros do chão, bem acima das viaturas — e começaram a surgir gritos dos policiais:

— DRONE!

— Atenção!

— Se afastem!

Thomas deu um passo à frente, encarando aquilo como um animal prestes a atacar.

O drone desceu…

…devagar…

…preciso…

…até pousar no capô da Hilux dele.

Um clique seco ecoou pelo estacionamento quando algo se desprendeu.

Uma caixa preta.

Pequena.

Quadrada.

Com uma faixa vermelha em X.

Nesse instante, o rádio de Nelson explodiu no viva-voz:

— THOMAS! ALERTA!

— Eles estão interceptando vocês!

— O sinal é do mesmo número da ligação!

O coração de Thomas bateu como um soco.

Ele abriu a caixa com as mãos tremendo — de adrenalina, de raiva, de pura dor.

Dentro havia três coisas:

Um relógio digital — já em contagem regressiva: 29:58… 29:57…

Uma foto de Sofia — amarrada, olhos vendados, cabelo bagunçado, um corte pequeno no lábio.

Um bilhete escrito à mão, tinta borrada, caligrafia infantil e cruel:

“Vocês estão atrasados.”

O relógio apitou.

Bip. Bip. Bip.

O drone levantou voo imediatamente — rápido demais para qualquer tiro — subiu, rodopiou no ar como se zombasse deles…

…e desapareceu na escuridão.

O som sumiu.

O mundo pareceu parar.

Ao redor ficou tão quieto que Thomas ouviu o próprio coração bater —

e ele batia como se quisesse matar alguém.

Thomas apertou a foto com tanta força que o papel quase rasgou.

A voz dele saiu baixa.

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