O galpão ainda cheirava a poeira e metal velho quando Thomas apareceu na porta carregando Sofia.
Ela vinha encolhida nos braços dele, o corpo envolto em um lençol cinza, ainda trêmula, a respiração curta. O rosto marcado pelo susto, os pulsos vermelhos onde estiveram as amarras.
Quando saíram para a área aberta, os policiais mal tiveram tempo de reagir.
Os pais dela viram primeiro.
E correram.
— FILHA! — o pai gritou, atravessando a faixa de isolamento, empurrando dois agentes no caminho.
A mãe veio logo atrás, desesperada, soluçando antes mesmo de chegar perto.
Thomas tentou manter alguma ordem, mas não havia protocolo que segurasse pais diante de um filho encontrado assim.
O pai de Sofia caiu de joelhos na frente dela, as mãos trêmulas segurando o rosto da filha.
— Minha menina… meu Deus… — ele chorava. — Eu avisei, Sofia… eu avisei sobre se envolver com um homem mais velho… policial ainda por cima… olha o que aconteceu!
Sofia piscou devagar, a voz arranhada:
— Para, pai… — disse num fio de voz.
Joel chegou por trás, puxando o pai pelos ombros.
— Pai, pelo amor de Deus. Agora NÃO.
Ele se virou para a irmã, com os olhos marejados.
— Maninha… como você tá?
Sofia tentou sorrir, mas só as lágrimas caíram.
O pai recuou um passo, dominado pela própria culpa, analisando tudo com olhos vermelhos e fúria contida.
Thomas ajeitou o lençol nos ombros dela.
A postura dele era de policial…
Mas os olhos entregavam o homem.
— Sofia vai ser encaminhada ao hospital agora.
— Precisamos garantir que está tudo bem — a voz dele era firme, mesmo quebrada por dentro. — Depois… você precisa ir comigo até a delegacia. Temos protocolos a seguir, infelizmente.
Armando se levantou imediatamente.
— Eu vou com ela.
— Sou o pai dela. Eu vou proteger a minha filha de agora em diante.
Thomas sustentou o olhar, sério.
E não discutiu.
Nathalia, Lais e Emma correram até Sofia assim que puderam.
As três a envolveram em um abraço que parecia querer costurar todos os pedaços quebrados.
— Que bom ver você, ruivinha… você deu um susto na gente. — Nathalia sussurrou, beijando sua testa.
— A gente não soltava enquanto não te encontrasse — Emma completou, com lágrimas escorrendo.
Bruna aproximou-se com um tom técnico demais para a situação.
— A ambulância já está pronta.
— Ela precisa ir agora.
Sofia desviou o olhar.
Os pais acompanharam a filha até a maca.
Ela parecia zonza, fora do próprio corpo.
Joel entregou a chave do carro para Emma.
— Para vocês voltarem.
Emma assentiu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...